sexta-feira, 18 de junho de 2010

Formatação

A formatação original foi perdida quando postei a fc no blog, estou corrigindo mas vai levar um looongo tempo, sorry!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Introdução

O que você vai ler a seguir, são memórias do Eleito recuperadas do arquivo morto do Departamento de Mistérios no Ministério da Magia. No entanto, devido a serem, sobras de alterações e cortes nas lembranças de Harry Potter cedidas voluntariamente à Ilustre autora de sua biografia oficial, não é possível determinar se são lembranças simplesmente de sonhos ou lembranças da realidade. Esclarecemos que esses arquivos não são comprovadamente oficiais e só surgiram no mundo trouxa, advertimos também que se você gostou do final da história do menino que sobreviveu, exatamente como contada por sua biógrafa oficial, não deve ler isto, estes arquivos podem ser tristes e não corresponderem a sua idéia de finais felizes.


"A VERDADE É UMA COISA BELA E TERRÍVEL E PORTANTO DEVE SER TRATADA COM GRANDE CAUTELA." Dumbledore

Capitulo 1 - Depois da batalha

"A Varinha não vale a confusão que provoca!!" - disse Harry - "Sinceramente, já tive confusão o suficiente para a vida toda." Saindo do escritório do diretor, Harry quis ir diretamente para onde ele sabia se localizar a Torre da Grifinória. Mas antes, ele foi com Rony e Hermione devolver a varinha ao túmulo de Dumbledore. "Mas precisamos realmente abrir um túmulo?"- Perguntou Rony horrorizado. "Quero dizer não podemos simplesmente enterrá-la ou esconder em um lugar qualquer?" - "Sim precisamos fazer exatamente dessa forma." - Respondeu Hermione antecipando a resposta de Harry- "Ficará muito mais segura porque as únicas pessoas que sabiam onde estava estão mortas e ninguém vai se animar a procurar justamente numa sepultura.". Rony não pareceu nada feliz, Harry entendia o amigo, estavam esgotados física e emocionalmente, e abrir uma sepultura, com a morte de Fred ainda pairando sobre eles não era a perspectiva mais animadora, mas tinha que ser feito daquela forma ele não se arriscaria a esconder a varinha das varinhas em outro lugar qualquer, não quando a capa continuaria com ele e a pedra estava perdida em algum lugar na floresta proibida. "Rony, ouça é a última coisa desagradável que precisaremos fazer e depois finalmente estaremos livres". Completou Harry. "Mas se você não quiser ir, vamos somente eu e Hermione, nós damos conta...". "Não, eu vou junto". Ele jogou a capa sobre ele e Rony e Hermione se encaixou entre os dois, desceram juntos para o saguão, mas a precaução se mostrou desnecessária visto que todas as pessoas permaneciam no grande salão, comemorando, sem a menor vontade de dar uma olhada nos estragos causados no castelo. Mesmo assim eles não retiraram a capa, Harry sabia exatamente o lugar onde deveriam ir, porque o vira de dentro da mente de Voldemort. O sol ia a Pino, quando os garotos saíram para os jardins do castelo, Harry podia sentir Hermione tremendo com a perspectiva sombria que os aguardava, enquanto eles andavam com dificuldade sob a capa pelos jardins em direção ao lago. "Eu lamento ter que pedir mais essa ajuda. - ele disse baixinho. - Se achasse que poderia ser de outra forma..." "Não seja bobo Harry, é necessário e pronto." -Respondeu a garota com a voz anormalmente aguda. Eles continuaram andando, ao redor da margem do lago, e ali estava, ao lado, refletida nas águas escuras. A tumba de mármore branca. Harry sentiu o coração disparar a vista da seputura familiar, de repente a idéia de Rony de esconder a varinha em outro lugar, lhe pareceu muito coerente, como pudera pensar em violar o túmulo de Dumbledore? Onde estava com a cabeça? Ele abriu a boca para voltar atrás, mas Hermione já lançara o feitiço impervius sobre as cabeças deles, provavelmente para evitar o odor e no mesmo instante erguendo a varinha ela falou:- "Virgardiu leviossa". A tampa da tumba se ergueu no ar. A figura embrulhada era tão longa e magra como havia sido em vida. Rony vacilou e Hermione o amparou. Harry levantou novamente a própria varinha de azevinho e pena de fênix: "Diffindo". As mortalha rasgou. O rosto amado de Dumbledore estava translúcido, pálido, e ainda quase perfeitamente preservado, ainda conservava os óculos em seu nariz torto. Harry sentiu as lágrimas molharem os olhos mas não se preocupou em escondê-la dos amigos, Hermione também soluçava e Rony apoiado nos ombros dela parecia estranhamente verde. Harry sentiu uma força externa guiá-lo, não parecia ser ele mesmo a pessoa que colocou a varinha das varinhas novamente cruzada sob o peito de Dumbledore. "R...reparo". A voz de Hermione saiu entre soluços, mas o feitiço para costurar a mortalha funcionou. Harry deu tapinhas nas costas da garota e murmurou novamente o feitiço para recolocar a tampa do túmulo, estava feito, a varinha das varinhas descansava, abaixo deles, enterrada, segura.Voltaram para o castelo em silêncio com Hermione ainda fungando de tempos em tempos e sem combinarem nada, seguiram direto para a torre da Grifinória, ainda estavam cobertos com a capa que agora deixava seus pés a mostra conforme os movimentos que faziam. Na torre também não havia ninguém, o retrato da mulher gorda estava vazio e o buraco da entrada escancarado, eles entraram e Harry achou bom fechar a passagem pelo menos seriam avisados da chegada de qualquer pessoa, ele não se sentia com ânimo para ver ou falar com quem quer que fosse.Assim que tiraram a capa, os três se jogaram nas poltronas em frente a lareira e permaneceram em silêncio, Harry examinava as próprias mãos, Hermione fixava o nada e Rony permanecia de cabeça baixa.Após um longo tempo Rony quebrou o silencio: "Sou só eu que estou cheirando a uma mistura de trasgo montanhês e pús de bubotúberas?" Perguntou ele súbitamente, os outros dois riram e a tensão pareceu se dissolver um pouco. "Tem razão precisamos desesperadamente de um banho." Concordou Hermione com fervor. "Um banho e cama." Continuou Rony."Um banho, cama e comida" Atalhou Harry. "Eu não comi nada lá embaixo". "Não? O pudim de Ruibarbo estava realmente delicioso, mas Hermione não comeu nada também, sabe...ela sente falta dos cogumelos cozidos e dos peixes queimados.". "RONY!!"… "brincadeira" Completou o amigo rindo. "Bom eu vou começar pelo banho". Hermione se levantou em direção a escada do dormitório das garotas, no caminho passou a mão na cabeça de Rony e Harry. Os garotos subiram logo depois e após um banho quente, Harry se jogou na sua cama, Rony já dormia pesadamente ao lado, no entanto passados alguns minutos, quando Harry estava num estado de semi-consciência, Hermione adentrou o dormitório, vestida com um pijama azul claro, carregando um enorme travesseiro e com uma cara de quem está um pouco envergonhada de seu comportamento:"Será que eu posso dormir aqui também?- Ela perguntou vacilante- O dormitório das garotas está muito...deserto, não quero ficar lá sozinha." Harry riu. "Claro que pode, venha aqui, fique com a minha cama e eu deito na do Neville." A garota aceitou sem pestanejar, enquanto ela se enfiava debaixo do lençol, ele se transferiu para a cama do outro lado, e então Harry pôde finalmente dormir. Um sono pesado e sem sonhos. Nada mais de pesadelos. Nada mais de Voldemort. Liberdade. O enterro dos mortos na batalha foi no dia seguinte, a maioria das famílias concordou em enterrá-los, todos, em Howgarts, durante o ofício fúnebre, Harry e Hermione permaneceram ao lado dos Weasleys e quando Gina segurou a mão de Harry, o afastando de Rony e Hermione e o levando junto com ela para duas cadeiras, entre Jorge e a Sra. Weasley ele se deixou ir.Jorge chorava copiosamente e Gina o abraçou firme e de olhos secos, enquanto eram realizadas as cerimônias. O corpo da Sra. Weasley estava sacudindo violentamente com a força dos soluços e Harry voltou a se sentir extremamente responsável por toda aquela dor, ele certamente devia algo aos Weasleys, eles o haviam acolhido como filho, desde o início e por sua causa a família toda tinha passado o ano anterior sem poder trabalhar, fugitiva, sofrendo ataques e ferimentos, haviam se tornado párias e agora, para completar, essa última tragédia, a morte de Fred. Ele tinha que fazer algo por eles, devia gratidão eterna a todos e jamais poderia esquecer isso, Gina segurou a mão dele no instante em que pensava nisso e ele a apertou com força. Após o fim da batalha, e em cerca de uma semana a escola foi reconstruída, pelos professores, elfos, alunos e pais, funcionando ao mesmo tempo como hospital para os feridos, as aulas convencionais foram suspensas e os alunos trabalharam juntamente com professores e funcionários em igualdade de condições, aprendendo muitas coisas novas e úteis que não se ensinam na escola, feitiços domésticos de reconstrução, de limpeza, de reparos e de curas. "Nosso livro didático, agora, deveria ser o Semanário das Bruxas." Comentou Hermione mal-humorada, uma noite na sala comunal, após passarem um dia todo ajudando limpar a escola. Todos riram do comentário. "Oras são feitiços úteis que estamos aprendendo, principalmente para garotas, que um dia terão uma casa para cuidar." Disse Rony deliberadamente a provocando e ao ver a expressão homicida no rosto dela ele ainda perguntou inocentemente: "O que foi? A maioria das mulheres normais gosta de aprender essas coisas, Hermione, Gina gosta não é Gina?". Mas Gina não parecia ter escutado nada, conversava as gargalhadas com Neville e Simas no canto oposto, Rony não se deu por achado.-Ela adora! Ela e a mamãe passam horas conversando sobre a melhor maneira de Tricotar um suéter ou de fazer uma torta. Harry pensou irresistivelmente em Tia Petúnia.A semana de reconstrução acabou sendo um período onde todas as casas ficaram muito mais unidas e a noite podiam ficar até tarde fora da cama, então MacGonaggal permitia que fizessem uma fogueira perto do lago e eles ficavam pelo jardim enquanto Dino e Simas tocavam violão. "Harry, Harry." Ele tomou um susto, tinha descido até a beira do lago, para assar mais marshmallows para os amigos, mas era apenas Hagrid que o chamava disfarçadamente."Hagrid? O que houve?" "Tenho uma coisa para te mostrar, venha até a cabana comigo." Harry deu uma olhada incerta para onde estava Hermione, esses passeios secretos com Hagrid jamais tinham dado em coisa boa, mas sem ter como se esquivar, acabou acompanhando o gigante até a cabana. Ao chegarem ao local, Harry viu Canino latindo e arranhando furiosamente a porta fechada."Harry, vou segurar Canino e você entra lá e o pega." "P...PEGA?? O quê... Hagrid, o que está havendo?" Mas o amigo não respondeu, segurou canino pela coleira e o arrastou para trás da cabana, fazendo um gesto impaciente com a cabeça indicando a porta para Harry, que a contra gosto abriu a porta e entrou cautelosamente.O garoto esperara encontrar um dragão, um explosivim ou um cão de três cabeças, mas se surpreendeu em ver apenas o que parecia uma enorme bola de pêlos laranja acomodada sobre a cama.-Bichento! Sentiu uma emoção diferente ao ver o gato de novo. Bichento ergueu a cabeça para ele sonolento e soltou um miado pouco interessado, Harry se aproximou sentando-se na cama e coçando a orelha do gato, que ronronou, sentia-se um pouco constrangido ao perceber que lhe subia um nó na garganta, porque andava tão "sentimental"?- Bichento! Tudo bem garoto... Está... com saudades dela? Ela...ela também sentiu muito a sua falta...Hagrid, devia ter dado um jeito de prender Canino ou coisa parecida, porque agora estava encostado na porta, olhando-os com ternura.-Você pode entregá-lo a ela Harry, disse o gigante, ela vai ficar muito feliz não vai?-Feliz? Ela vai ficar maluca Hagrid!!-Então vá, leve essa ferinha para a Dona dele, antes que Canino escape.Harry pagou Bichento no colo, movimento contra o qual o gato não protestou, sempre haviam sido muito amigos, e se dirigiu para fora da cabana, agradecendo a Hagrid, subiu em direção ao local onde a amiga se encontrava com o coração batendo forte e logo pôde avistá-la, ela conversava distraída com Gina, mas pareceu pressentir a presença do gato, pois assim que eles se tornaram visiveis entre as chamas da fogueira, ela virou-se para eles. -BICHENTO! Guinchou a garota assombrada e se precipitou correndo para a beira do lago, sendo seguida por Gina.Ao vê-la se aproximar correndo, Harry pode enchergar que haviam lágrimas nos olhos dela.-Bichento, Bichento...meu gatinho. Ela falava enquanto o arrebatava do colo de Harry, o abraçando e beijando. O gato miava em protesto aos carinhos exagerados e pouco usuais da Dona. Ela olhou para harry, o sorriso radiante que ele se lembrava iluminado o rosto. - Onde ele estava? Como o achou?-Estava na cabana de Hagrid, ele deve tê-lo trazido há dias, mas queria te devolver em uma ocasião especial. - Obrigada Harry!!-Não tem problema, eu também estava com saudades dele. Respondeu Harry olhando encantado o gato e sua Dona. -Ahhhh, eu também estava...Gina falou tentando de aproximar do gato no colo da amiga, mas o gato arreganhou os dentes e as unhas furioso, seus pêlos estavam eriçados e ela deu um passo atrás.-Acho que ele não está feliz em me ver. Disse Gina assustada.-Não, não é nada disso, ele só está com medo que eu o deixe de novo não é Bichento? Não vou deixar você nunca mais viu? Coitadinho...Rony se aproximava curioso.-O que houve? Ah...o gato, ele parecia divertir-se com a cena. - Sabe que até eu estava com saudades dessa coisa.-RONY!!-Desculpe, desculpe estou só brincando!!! Os Wesleys foram os pais mais participantes do movimento de reconstrução da escola, ajudados pela sua experiência em coordenar muitas pessoas ao mesmo tempo, mas até os Malfoy ajudaram muito e se mostravam continuamente arrependidos dos seus feitos e aliviados por Draco estar vivo. Só Draco, segundo Harry observara, não se mostrava nem um pouco arrependido ou agradecido, com a volta dos demais alunos da Sonserina, voltara a andar pelo castelo com sua impáfia e arrogância. -Ele nem ao menos tem vergonha naquela cara pálida? Perguntou Hermione perplexa a Harry, após terem entreouvido Malfoy contando ao seu séquito, como lutara com dois comensais da morte pela vida de seu pai.-Bom suponho que sendo um verme, ele seja incapaz de sentir qualquer emoção humana não? Respondeu o garoto.-Mas Harry, até para os padrões Malfoy, isso é um completo absurdo. - Em se tratando desse imbecil nunca se pode descer o suficiente. Completou Rony.Gina, que caminhava ao lado deles em direção ao saguão não fez comentário algum, apenas soltou uma espécie de grunhido de insatisfação a vista de malfoy e o seguiu com os olhos enquanto ele sumia escada acima com uma Pansy o olhando em êxtase.Durante a reforma, Gina ajudou muito Madame Pomfrey na enfermaria, Harry, Rony e Hermione ficaram a maior parte do tempo junto de Hagrid ajudando a recuperar e cuidar dos animais da escola, tranqüilizar Groppe e os centauros, e ajudando também a reconstruir o exterior do castelo. Neville trabalhou próximo dali, cuidando das plantas e reconstruindo a estufa com Profa Sprout, Simas, Dino e Luna...bem Luna pelo menos os divertiu enquanto trabalhavam.-Ela está insistindo novamente que devemos fazer um canteiro de cuia, para extrair raízes em quantidade suficiente, para que passe a ser servido chá toda noite aos alunos, diz que afasta Dilax Voraz ou algo do gênero. Neville contava as gargalhadas para Harry e Rony. - A Profa. Sprout vai enterrar a cabeça dela em um vaso, logo logo se ela não parar com isso.-Acho Luna o máximo!!! Deve estar sendo muito divertido trabalhar com ela por perto...Rony olhava esperançoso em direção a estufa. Na primeira vez que Rony e Hermione saíram de mãos dadas no salão comunal, Harry notou que todos os olhos se viraram instantaneamente para ele, não se preparara para isso, mas pensou que tinha sido idiota por não prever que as pessoas estranhariam o fato dela estar namorando com seu melhor amigo, quando todo o mundo bruxo sabia, por meio dos jornais da época da guerra, que ele e Hermione haviam estado fugindo juntos durante o ano anterior e a maioria, mesmo em Hogwarts, não chegara a saber que Rony estivera com eles a maior parte do tempo, somando-se a isto o fato de muitos ainda terem bem viva em sua memória a versão de Rita Skeeter de que ele e a amiga eram namorados desde crianças, e a verdade de sempre terem sido grudados na escola, e ali estava o que a imprensa queria, uma espécie de casal heróico. -Eles estão mesmo juntos então? Perguntou uma Lilá chorosa a Harry que se sentava entre ela e Neville durante o jantar.- Estão. Respondeu Harry talvez mais rabugento do que desejara.- Mas...O que aconteceu com você e ela Harry ? Perguntou Neville, em voz baixa, irritantemente cúmplice.-Não aconteceu nada comigo e com ela, Neville!!! Nunca houve eu e ela entendeu? Isso é invenção do profeta diário, não percebeu ainda? - E do Semarário das Bruxas, do pasquim, da Radio Bruxa... Lembrou com zombaria Dino, que estava sentado em frente. Talvez ele nunca houvesse perdoado realmente Harry por ter ficado com Gina, logo depois deles terem terminado e agora se deleitasse com a idéia de Harry estar passando pela mesma situação, vendo um amigo namorar com a garota que ele gostava.-Mas é mentira ok!?! Nunca houve nada entre nós dois!!!-Ok Harry, nós acreditamos. Completou Simas com uma cara de quem não estava acreditando coisa nenhuma - Mas então você é mesmo um herói porque ela está realmente linda e você sabe, todos aqueles meses, vocês dois sozinhos, a saudade de casa, o medo, o frio...-CALA A BOCA SIMAS!!! Parvati interveio prevendo uma briga. - Não ligue Harry, todos sabemos que Rony esteve com vocês.- E, esteve mesmo, a história da sarapintose era só um blefe, já falei mil vezes. Mas Harry sabia que não era a verdade Rony estivera com eles a maior parte do tempo mas não o tempo todo e o pouco tempo que ficara longe, fora crucial e mudara tudo para ele. - Ela gosta dele há séculos. Completou, mas percebeu que o seu tom traíra sua mágoa, pois até Dino e Simas haviam parado de rir e o olhavam penalizados, por isso apressou-se a emendar. - Ela é só minha amiga...minha melhor amiga, er...podemos mudar de assunto, por favor? Rony e Hermione realmente haviam assumido o namoro, deixando o Sr. Weasley, Gina e os garotos Weasleys radiantes, a Sra. Weasley, bem ela dizia que também tinha ficado muito feliz, embora numa tarde em que a amiga, se ocupara em ajudar a Diretora com a reorganização dos arquivos do colégio, Harry, sem querer tivesse ouvido a Sra. Weasley, na porta da cabana onde Rony separava vermes, advertí-lo sobre as diferenças entre os nascidos trouxas e os bruxos puro sangue:-Mãe! Não acredito que estamos discutindo isso, como você pode ser casada com o papai e ter tanto preconceito contra trouxas? Perguntou Rony parecendo atordoado.- EU NÃO TENHO PRECONCEITO CONTRA TROUXAS!!!-Respondeu ela parecendo ofendidíssima.- Apenas estou dizendo que você deve estar preparado para alguns... problemas, eu gosto muito dela, mas ela nem ao menos é mestiça Rony, e se você acabar tendo abortos como filhos?Harry sentiu como se lhe dessem um soco no estômago, a Sra. Weasley falando dessa forma de Hermione? Hagrid a quem ele ajudava no canteiro de abóboras atrás da cabana, olhou para Harry e balançou a cabeça desconsolado. Rony também não pareceu gostar nada do comentário da mãe:-EU NÃO ME IMPORTO ESTÁ BEM?!! MESMO QUE ELA TIVESSE SETE FILHOS, TODOS TROUXAS OU QUE JAMAIS TIVESSE FILHO ALGUM EU AINDA IA QUERER FICAR COM ELA. E DEPOIS N”S NÃO VAMOS TER FILHOS AGORA, ESTAMOS SOMENTE NAMORANDO MAMÃE.-NÃO SEJA GROSSEIRO COMIGO RAPAZINHO.-NÃO SEJA PRECONCEITUOSA ENTÃO. Apesar do namoro assumido e tudo mais Rony e Hermione continuavam iguaizinhos, discutindo eternamente e grudados em Harry e embora tomassem o maior cuidado para não excluí-lo das atividades e conversas e também não cultivassem o péssimo habito de ficarem se agarrando na frente das pessoas, como Rony e Lilá ou Gina e Dino, Harry começou a se sentir absurdamente, carente e solitário acabou reatando o namoro com Gina.Reatar o namoro com Gina não foi nada difícil, na verdade ela parecia estar esperando por isso, no primeiro momento que se viu sozinha com Harry ela tomou a iniciativa e o beijou, e logo na seqüência, foi tomando também as outras iniciativas para aprofundar a relação deles ainda na semana de reconstrução.
Gina, era uma boa namorada, bonita, extrovertida, além de ser a única filha mulher dos Weasleys que sempre haviam sido como uma família para Harry e o tinham apoiado contra Voldemort, com prejuízos pessoais incontáveis, era não apenas uma forma de demonstrar gratidão, mas também de passar a fazer parte oficialmente da família era uma escolha natural, além do mais, Gina e Hermione se davam bem, o que era um alívio, não queria outra Cho na sua vida implicando a cada passo com a sua amizade com ela, então nos horários livres os quatro ficavam a maior parte do tempo juntos como no final do sexto ano, só que agora Neville e Luna normalmente se juntavam ao grupo, e as vezes Dino e Simas também. Num fim de tarde dourado, Harry permanecia sentado nos jardins, debaixo da bétula, onde tantas vezes ele Rony e Hermione se sentaram, em épocas menos complicadas, a garota estava ao seu lado, lendo absorta um livro, Rony e Gina ainda não tinham terminado as suas tarefas do dia e portanto eles estavam à sós, uma ocasião rara nos últimos tempos, ele a olhava de relance de minuto em minuto, não tinha vontade de falar nada, só queria olhá-la, ali ao seu lado lendo, isso lhe dava a sensação de calma e plenitude de que ele precisava tanto.

O Grande Baile da Paz

Quando a reforma do castelo terminou a Professora Minerva agora nomeada oficialmente diretora de Hogwarts, num ímpeto que nem parecia dela resolveu fazer um grande baile de comemoração ao fim da batalha e a reconstrução da escola, foi um grande e lindo baile.A musica tocava alto e era ouvida dos jardins. Alunos de Hogwarts, professores e grande parte da população de Hogsmead se encontravam no “Baile da Paz.Elfos domésticos passavam de um lado para o outro com travessas de salgadinhos, docinhos, taças de champanhe, hidromel e uísque de fogo, todos se divertiam imensamente, riam alto e dançavam.
Pouco antes da meia noite, depois de Mione, a pedido da Professora Minerva, ter feito um discurso que arrancou lágrimas dos presentes, no qual mencionou Harry (fazendo-o corar furiosamente), Fred e os demais mortos na guerra terminando com a afirmação que os alunos e ex alunos de Hogwarts haviam provado que ela não era apenas uma escola, onde se aprendia em livros e se desenvolvia a inteligência, mas acima de tudo era onde se aprendia coisas mais importantes coragem, nobreza e acima de tudo amizade, ela agora estava dançando com Rony enquanto Harry os olhava de longe, sentado ao lado de Hagrid. Ela realmente deixara de ser uma menina, era uma mulher que agora estava ali dançando com o seu melhor amigo, uma mulher esguia, de longos e bem cuidados cabelos castanhos, vestindo um longo vestido vermelho (“a cor da nossa Grifinória” Dissera ela assim que eles a encontraram no salão comunal) e rindo de alguma piada que Rony contava. Ele lembrou irresistívelmente da primeira aparição dela na porta da cabine do expresso de Hogwarts há sete longos anos atrás (“Vocês viram um sapo? Neville perdeu o dele.”) E não pôde controlar o sentimento de perda, de ter sido roubado de algo seu por direito, que ele não sabia explicar mas lhe subia o conhecido nó na garganta e lhe ardia os olhos. - Aqui está o que você me pediu para comprar Harry, tem certeza que quer dar isso mesmo pra ela? Porque ainda esta em tempo de mudar de idéia. Hagrid falava arrancando-o de sua viagem ao passado e lhe entregando uma caixa de veludo. - Claro que vou dar isso pra ela. – disse ele abrindo levemente a caixa em suas mãos e olhando o lindo objeto. - Que lindo Harry, vai dar isso para Hermione? – era Luna, num vestido azul claro que lembrava uma longa bata Hippie, e olhava o objeto sob o ombro de Harry e parecia estar chegando à conclusão mais obvia do mundo - Você realmente gosta muito dela. - Claro que gosto, ela é minha melhor amiga. – Harry respondeu baixo tentando não parecer constrangido. Mas Luna já havia se retirado parecendo flutuar pelo salão.- Não é disso que ela estava falando e você sabe. – Hagrid completou baixinho. - Não estou entendendo o que quer dizer – respondeu Harry desafiador. - Entende sim, mas não importa. Quando vai dar isso pra ela? - Assim que ela acabar de dançar com o Rony. Nesse momento todas as luzes se apagaram fazendo várias garotas gritarem. Harry rapidamente guardou o presente em suas vestes, enquanto os outros bruxos trocavam animadamente de par, Rony agora dançava com Parvati e Hermione com Neville, Harry caminhou determinado ate os dois.- Harry!!! Neville parou a dança para cumprimentá-lo efusivamente.Hermione sorria exultante para ele. – Venha vamos dançar!!! -Se importa Neville?-Não, claro que não. Respondeu Neville.-Não...eu... não danço Mione. Completou Harry, mas pode vir até aqui um instante? Preciso falar com você. -Claro. Ela deu uma olhada furtiva para Rony, mas ele estava entretido com a conversa de Parvatti e não viu.Os dois saíram para o terraço juntos e Harry de repente se tornou subitamente consciente da estranheza do que pretendia.- O que houve? Perguntou Hermione ao notar a expressão tensa de Harry.Ele parou e não conseguiu dizer nada, olhou simplesmente para ela com a silhueta cortada pelo céu estrelado e tirou o seu presente de dentro das vestes, abriu a caixa de camurça revelando assim seu conteúdo, o que arrancou uma exclamação da garota. Dentro da caixa havia um lindo colar feito pelos Duendes, de ouro branco, enfeitado de pedras da lua e diamantes, que acabava em um lindo mosaico feito de vários pequenos diamantes que formavam a figura de uma lontrinha. - Harry!…... é lindo! …...para mim? - Para quem mais seria um colar de lontra Mione? Ele respondeu divetido. - Mas... eu não posso aceitar.-Porque? Somos amigos não somos?-Claro que somos, mas...-Melhores amigos?- Melhores amigos...ah Harry... mas deve ter custado tão caro- Harry a olhou com severidade.- E quem se importa com o preço? Eu disse ao Hagrid quando encomendamos, mesmo que custasse mil vezes o que custou, eu compraria porque é o presente perfeito para você. Ele a olhou dentro dos olhos. Você Merece, fez mais por mim no último ano do que qualquer outra pessoa jamais fez, alias faz desde que nos conhecemos, sem você eu não poderia ter feito nada e estaria morto há muito tempo. Não pense que eu não reconheço. – Ele percebeu os olhos marejados dela. - Posso colocar em você? - Pode Harry - respondeu ela com a voz quebrando. Ele se aproximou, colocando o delicado colar no pescoço dela e então ele pôde sentir mais uma vez o perfume que ele jamais poderia ter esquecido e uma estranha imensa sensação de despedida se apoderou dele enquanto fazia isso, principalmente ao notar uma lágrima dela que caiu na sua mão. Após colocar o colar, ele rapidamente se dirigiu a um dos arranjos num vaso próximo e arrancando uma rosa entregou a ela, que repentinamente se atirou nos braços dele o abraçando muito forte, como se fosse a última vez que pudesse fazer isso.-Obrigada Harry.-Obrigado você Hermione...Por... tudo. E dando um beijo nos cabelos da garota falou com a voz trêmula: "se achar melhor... não diga... bem a ninguém quem te deu...” e se afastou rapidamente para que ela não visse que ele também estava prestes a chorar. Ao se afastar, no entanto, ele usando toda a sua força de vontade, se controlou e saiu em busca de Gina. Passando pelo salão ele viu que Rony, agora dançava com Luna, e seguindo para o extremo oposto, pegou um copo de uísque de fogo de um elfo, bebeu um gole sentindo a sensação reconfortante da bebida e voltou atenção para a pista de dança, onde varias pessoas dançavam, algumas de maneira desengonçada, mas no meio de muita gente, se desatacava Gina, com um vestidinho preto, rodado, dançando livre e graciosamente. As pessoas haviam deixado um pequeno espaço para que ela dançasse, todos admiravam a menina e Harry viu Malfoy, com um copo de bebida nas mãos olhando acintosamente para ela, num minuto ele abriu caminho entre as pessoas e interrompeu o espetáculo, abraçou e beijou Gina. Todos gritaram de aprovação e aplaudiram o casal. Molly e Arthur sorriam orgulhosos a um canto. Harry se retirou rápido, pois não gostava de dançar e não queria atrapalhar Gina no seu habitat natural, o palco, com muitas pessoas a admirando, queria simplesmente mostrar a Malfoy que ele é quem estava com a garota.Draco Malfoy parecia observar a felicidade de todos os presentes ali com certa superioridade, nem deveria estar ali, pensou Harry, fora do lado errado o tempo todo e ainda assim fora convidado ao baile, era bem tratado por muitos, exceto os Weasley’s ele e Hermione, o garoto tinha se saído bem e isso irritava Harry, toda família Malfoy estava viva e ele poderia concluir seu ultimo ano na escola ainda com muito dinheiro, era motivo para qualquer um estar agradecido pulando de felicidade, rindo, brindando e cantando alto, mas ele mantinha aquele ar fleumático irritante. Harry resolveu novamente sair do salão para uma sacada próxima, pra tomar um ar e logo sair “á francesa”. Contemplou um pouco o céu cheio de estrelas e percebeu como o clima era mais agradável sem os dementadores soltos por toda parte. Percebeu também que fazia um pouco de calor dentro das vestes a rigor, virou-se para ir embora dormir um pouco e algo chamou a sua atenção, no extremo oposto da sacada, parecendo não terem notado a presença de Harry, Malfoy e uma Gina saltitante acabavam de colidir, ele Segurou-a pela cintura para que não caísse. Ela estava suada de dançar e ainda exibia um sorriso radiante e empolgante, que foi desfeito quando o encarou.- Boa noite Draco, pode me soltar, sei me equilibrar. Disse ela friamente.- Ah sim... – disse ele, soltando-a e colocando as mãos nos bolsos das vestes. – ‘noite Gina. Por que parou de se exibir? Harry achou extremamente estranho os dois se tratarem pelo primeiro nome, que ele soubesse, jamais haviam trocado mais que algumas ofensas.- Não que isso seja da sua conta Doninha. – ela disse sorrindo e cruzando os braços em frente ao corpo. – vim tomar um ar, mas o daqui está bem contaminado.- Bom então volte para a sua festa da ascensão. Volte para o seu lado “do bem” ruiva atrevida. Potter deve estar, também, como a sangue ruim, prestes a fazer um comovente discurso de “eu sou o salvador do mundo”. – disse ele desdenhosamente.- Vou voltar mesmo – disse ela lívida de raiva – não sei por que perdi tempo com uma... – ela o olhou de cima em baixo, como se procurasse uma palavra suficientemente ofensiva para descrevê-lo e disse com todo o nojo que conseguiu reunir na voz – coisa Albina....Gina voltou para a festa deixando Malfoy na sacada, mas ele não se demorou imediatamente seguiu atrás dela como se tivesse repentinamente lembrado um desaforo novo para lhe dizer Harry o seguiu imediatamente encontrando a namorada ao lado de Rony, que agora bêbado dançava com uma Lilá igualmente bêbada, Harry se assustou e olhou para os lados procurando Hermione a amiga ficaria triste com aquilo, mas ela, felizmente, não estava a vista.- Gina – chamou Harry – esta tudo bem?A ruiva estava parada, de braços cruzados, próxima a pista de dança. Tinha no rosto uma expressão de extremo desagrado e resmungava para si mesma aos poucos, mas quando Harry lhe chamou, abriu um leve sorriso e disse amigavelmente.- Oi amor.Harry perguntou:- O que Malfoy te fez? Vi você discutindo com ele...Gina arregalou os olhos, mas se recuperou rapidamente e tranqüilizadora passou a mão no rosto de Harry. - Não esquenta – ela passou o braço em torno do pescoço de Harry e o beijou – não foi nada que uma azaração contra bicho papão não resolva. Harry ainda estava confuso com a cena que presenciara, mas Gina o estava beijando com um entusiasmo que ficava difícil pensar em mais alguma coisa, ainda mais porque percebeu os olhares do senhor e da senhora Weasley. Eles aprovaram com louvor o namoro e sorriam para eles, mas Harry se sentia incomodado de ficar beijando Gina na frente deles.- Deixa pra mais tarde – ele sussurrou no ouvido da garota.- Ah Harry, que frescura, então devo voltar a dançar? Todos estavam adorando e pode ser a ultima oportunidade de um baile antes da volta às aulas...A ruiva beijou-lhe na bochecha e voltou para a pista de dança, ele a seguiu mas já estava cansado e queria realmente sua cama, mesmo assim procurou Hermione com os olhos pelo salão, uma última vez, mas não a encontrou e começou realmente a ficar preocupado que ela pudesse ter visto Rony dançando com Lilá e estivesse escondida em algum canto chorando. Viu Luna ali perto, conversando com Cho num elegante vestido longo e preto, abraçada a Miguel Córner e foi até eles. -Oi Harry, saudou a ex-namorada contente.- Boa festa?-Boazinha, vocês viram Hermione?Cho gargalhou divertida - Certas coisas nunca mudam não é?Harry se irritou com o comentário, mas não respondeu.- Eu a vi a pouco conversando com Hagrid numa mesa. Respondeu Miguel. –Olhe ela ali!Harry olhou para onde o garoto apontava e realmente Hermione conversava com Hagrid sentada em uma mesa bem em frente a Rony e Lilá dançando, mas não parecia ter enxergado os dois ela simplesmente estava compenetrada no que Hagrid lhe dizia e Harry sorriu ao ver que ela ainda usava o colar.- Obrigada, respondeu ele a Miguel tentando se dirigir para lá, mas nesse momento novamente as luzes se apagaram e era hora de trocar de pares, Cho se aproximou:- Me concede a honra?-Ahã? Ah sim.Miguel se afastara as gargalhadas com Luna nos braços.- Você não é muito de dançar não é?-Que? Ah não, não muito.Harry sentia o corpo da garota contra o seu, ela dançava muito bem e ele havia esquecido o quanto ela bonita e cheirosa.-Harry?- Hum?-Você está me ouvindo?- Não, desculpe, o que você dizia?-Que estou morando em Hogsmead, eu e minha mãe compramos a casa de chá de madame puddifoot.-Ah que ótimo, então poderemos nos ver sempre que quisermos. Ele não sabia bem se devia ter dito isso. Ela, no entanto pareceu gostar da idéia. - Eu vou adorar. E você o que pretende fazer agora que tudo isso acabou? Ela perguntou.- Ainda não tive, muito tempo para pensar nisso. Cho pareceu repentinemente triste.- Às vezes fico me perguntando, se nós dois poderíamos ter dado certo, se tudo isso não tivesse acontecido. Ele abriu a boca para responder que não, que certamente eles jamais poderiam ter dado certo já que o problema dela sempre fora Hermione, mas não houve tempo, Gina apareceu como um raio, pisado duro parecendo um arminho furioso, seguida pelo pai, a mãe, Gui, Fleur num lindo vestido rosa claro, Rony e Hermione que pelo visto tentava desesperadamente contê-la.- O QUE EXATAMENTE … ISSO HARRY POTTER? Ela gritava em plenos pulmões.- O que? Eu...eu só estava.- AH DANÇAR COMIGO VOCÊ NÃO QUER MAS COM ESSA...ESSA... - Essa o que? Perguntou Cho calmamente e com ironia.- ESSA... HERMIONE PÁRE DE ME SEGURAR...- Hahaha, não me faça rir Gina Weasley. Essa o quê? Que moral tem para falar de alguém? Toda a escola conhece a sua fama.-Fama? Fama do que ela está falando perguntava o Sr. Weasley assustado.-VOCÊ QUER ROUBAR O MEU NAMORADO, VOCÊ QUER TUDO QUE E MEU, VOCÊ JÁ NÃO ESTAVA COM O MIGUEL?-Ela está comigo. Miguel aparecera e abraçara a namorada.-ENTÃO TOME CONTA DELA SEU IDIOTA!!! PARA ELA NÃO FICAR AGARRANDO O MEU NAMORADO, CORNER. - Que eu saiba - Respondeu Miguel calmamente- Quando se apagam as luzes, se trocam os pares e eu troquei com o Harry, a Luna aqui, pela Cho, não é esse o costume nesse tipo de festa, não poder se recusar nenhuma dança a ninguém? Ele não se alterara apesar do obvio descontrole de Gina. Mas Harry não estava mais prestando atenção, não podia deixar de lembrar que ele acabara de recusar uma dança a Mione, ainda há pouco, e se sentiu um completo idiota. -Foi assim mesmo, constatou Luna que parecia estar apenas por cortesia dando explicações.-NÃO ME INTERESSA EU NÃO QUERO QUE VOCÊ DANÇE COM ELA!!!-Fale baixo Gina, por favor, pedia Hermione. – Todos estão dançando com todos é o baile da paz.-… fale baixo! Concordou Harry. - A festa inteira está olhando, tenha modos!!! Completou ele vendo Malfoy que ria num canto.-QUE OLHEM!!! EU NÃO ME IMPORTO E NEM ME IMPORTO MAIS COM VOCÊ!!! FIQUE COM ESSA IMBECIL DA CHO, EU TENHO MUITOS GAROTOS QUE ME QUEREM HARRY POTTER!!! INÚMEROS, SOU A GAROTA MAIS POPULAR DESSA DROGA DE ESCOLA E NÃO PRECISO DE VOCÊ!!!-Filha não diga essas...A Sra. Weasley tentou, mas não adiantou.-EU DIGO SIM!!-Pois então diga. Completou Harry baixinho, contendo a raiva, eu também não me importo. E saiu para o jardim.Hermione e Rony correram para ele.-Não precisam vir atrás de mim, eu estou bem.- Harry eu sinto muito você sabe como ela é explosiva... Começou Rony.-Explosiva não, ela é sem educação. Completou Hermione passando os braços pela cintura de Harry que a abraçou.- O que quer dizer? Que meus pais não deram educação a ela?-Não Rony, só quis dizer que a sua irmã é mimada e sem limites e a culpa é de todos vocês.- Ah, me desculpe, esqueci que namoro com uma filha da nobreza britânica.- AH PAREM DE BRIGAR VOCÊS DOIS, SE … PARA ISSO QUE VIERAM, PODEM VOLTAR PARA DENTRO. -Desculpe. disseram os dois ao mesmo tempo. E se sentaram na grama ao lado de Harry permanecendo em silêncio.Talvez Harry estivesse arrependido de dançar com Cho, mas ele não sabia se estava ou não, mas tinha a certeza absoluta de estar arrependido por ter perdido, talvez a última chance de dançar com a garota que agora estava ali, sentada ao seu lado, olhando para o céu. Possivelmente a bebida começara a mostrar-se dentro do cérebro dele e, então, ele baixou o olhar e deparou-se com um par de olhos grandes e azuis. Sem que ele percebesse, Luna havia chegado e sentou-se defronte a ele olhado-o desconfiada.— Está tudo bem, Harry? – ela indagou.— Sim, está – ele a fitou.— Onde está Gina?— Foi dormir, se os pais dela tiveram bom senso.— Oh, eu sei.— Pensei que estivesse dançando com alguém – Harry comentou.— Eu estava, mas ele ficou cansado e eu, com sede – ela deu de ombros.— Posso pegar uma bebida para você? – Harry perguntou.— Não, eu já não estou com sede, obrigada — Luna abriu um sorriso.— Quer dançar?— … claro!Eles se ergueram, sob o olhar atordoado de Rony e Hermione e caminharam de volta para a festa, no momento abarrotada de casais. Harry acordou no outro dia com uma ressaca horrível e uma Gina aos prantos no dormitório, pedindo perdão e dizendo que tinha sido burra, ciumenta e mal educada e que andava muito nervosa ainda com a morte de Fred por isso estava agindo assim e que queria muito que ele, por favor, por favor, por favor, não terminasse com ela por isso e ela jurava que iria se comportar dali para frente, Luna estava junto e disse com sinceridade que achava que eles deviam realmente se entender. Rony o olhava zombeteiro e o garoto achou melhor afinal pedoar Gina pelo escândalo.Hermione adentrou ao dormitório no momento em que Harry ria as carreiras, entre Luna e Gina, e olhou para ele com um olhar indefinível que o desarmou, mas ela não lhe dirigiu nenhuma palavra, simplesmente se dirigiu altivamente à cama do namorado deu-lhe um beijo de bom dia no rosto. Naquele mesmo dia, após o almoço começaram as férias de verão, as pessoas iam voltar para as suas casas, Hermione ia ao encontro dos pais com Bruxos do esquadrão de reversão de feitiços acidentais, colocados à disposição pelo novo Ministro da Magia, a fim de procurá-los e desfazer o feitiço da memória, em partes e sem que percebessem, então eles julgariam que estavam os três de férias na Austrália.Rony e Gina iam para a Toca, onde todos os Wesleys se reuniriam a fim de se ajudarem a suportar a ausência de Fred, nessa época Fleur tinha anunciado sua gravidez e a alegria pelo primeiro neto, aliviou um pouco os corações do Sr. e da Sra. Wesley, Jorge era o que mais estava demorando para se recuperar da morte do irmão, ele sequer conseguia comer ou se levantar da cama, por dias seguidos e não havia mais risos ou piadas na sua boca, Rony havia se voluntariado a cuidar da loja de logros enquanto Jorge não tivesse condições, já que havia funcionários e coisas a resolver.Enquanto isso, Harry não tinha mais casa para onde voltar, os Dursleys haviam voltado para a Rua dos Alfeneiros numero 4, segundo ele soubera, porque o perigo havia passado e Harry sabia que estavam bem, Duda ia para uma Universiadade no ano seguinte, já que havia ganho uma bolsa por seu ótimo desempenho no boxe, mas nada animava menos Harry do que pensar em ir para lá novamente e nem achava que eles ficariam felizes em vê-lo. Mas ele era maior de idade agora e tinha uma fortuna só sua em Gringotes, não existia mais a ameaça de Voldemort, sentia-se livre como nunca na vida, e de alguma forma tristemente feliz...de uma felicidade que o deixava culpado por tudo o que havia acontecido e por todos que estavam sofrendo a morte dos seus queridos.Harry não quis ir passar as férias na toca com Gina e Rony quando eles o convidaram...despediu-se deles e de Hermione na estação King Cross cada um deles escoltado por seguranças destacados pelo ministério a fim de evitar os jornalistas que abarrotavam o lugar e pareciam querer tirar pedaços deles, não se sentia preparado para dar entrevistas, ou falar sobre o que ocorrera, embora soubesse que teria que fazer isso em breve, como lembrou-lhe o Ministro ou logo teriam que lidar com livros do tipo "A vida e as mentiras de Harry Potter".Kingsley lhe contara sobre uma bruxa chamada J. K. Rowling, que havia trabalhado no Profeta Diário e tinha sido perseguida durante a guerra, devido ao fato de, alguns meses antes, ela ter lançado um livreto para crianças, bastante simpático à Harry, relatando o início da história dele e o primeiro ano em Hogwarts, chamado, salvo engano, "Harry Potter e a Pedra Filosofal, segundo Kin o livro vazara para os trouxas e isso tinha causado um grande transtorno para ela e um processo por quebra do Estatuto do Sigilo, mas ainda segundo ele, ela era uma excelente pessoa e de total confiança para a tarefa de contar sua história e Kingsley o ajudaria a selecionar somente as lembranças que Harry permitisse para constarem do livro. Era isso, Harry ia procurá-la.

Capítulo 3 - As melhores Férias de Verão

Saindo de King Cross, Harry foi direto para o Beco Diagonal e se hospedou no Caldeirão Furado, Tom pareceu encantado em vê-lo e realmente o movimento na estalagem aumentou muito com a presença dele ali, por isso mesmo detestando a idéia teve que manter os Seguranças do Ministério, era mais para evitar jornalistas do que ataques de ex-comensais, já que desde a derrota de Voldemort, tinham havidos poucas e fracas manifestações de bruxos das trevas, segundo soubera.Após se acomodar no mesmo quarto que ocupara há cinco anos, Harry foi até o Gringotes, sacar dinheiro, os duendes, que haviam voltado a controlar o Banco, pareceram meio tensos com a presença dele ali, afinal, no ano anterior, Harry Rony e Hermione haviam sido os únicos bruxos da história terem êxito em assaltar o banco. Até mesmo Grampo cuja vida ele salvara na Mansão Malfoy, não foi nem um pouco simpático, tratando-o simplesmente como um duende trata um portador de varinhas, ou seja, com desconfiança e secura, frente a isso Harry pensou que as coisas no mundo bruxo realmente haviam voltado ao normal, as boas e as ruins.No outro dia Harry saiu cedo para visitar seu afilhado Ted Lupin. Harry olhava para ele, um bebezinho que não tinha a menor noção da tragédia que lhe arrancara os pais e percebia como era parecida a história dele, do bêbê, de Neville e de tantas outras crianças que mesmo antes de ter consciência do fato são privados da presença dos pais. Mas em uma coisa ele e Ted eram muito diferentes, ele não estava preso, era o padrinho do bêbê, e não ia deixá-lo sozinho nunca, seria um padrinho tão legal quanto Sirius, mas teriam muito mais tempo para aproveitarem juntos. Harry só não levou o garoto consigo, apesar da vontade de fazê-lo porque ficou com muita pena de Andrômeda, a mãe de Tonks, já sem o marido e sem a filha, o único consolo da senhora era o neto, e também porque seria complicado frente aos seus planos imediatos se encarregar de uma criança, mas deu instruções expressas a ela para que o procurasse para qualquer coisa que precisasse e deixou-lhe um bom dinheiro para despesas do garoto.Kingsley, chamara Harry e Rony para ajudá-lo a remodelar o Departamento de Aurores, até que as aulas dos garotos recomeçassem, o que deu a Harry ainda mais certeza, que queria mesmo ser Auror quando terminasse Hogwarts, Rony logo se cansou do estágio de verão nos aurores e resolveu cuidar somente da loja de logros mesmo, mas Harry ao contrário cada vez ficava mais encantado com o ofício, mais sabia que teria que se dedicar de verdade para conseguir os NIEM´s necessários para isso.Assim que soube que Hermione voltara da Austrália, Harry apanhou a Firebolt e foi buscá-la para conhecer sua nova casa, sempre tivera vontade de receber os amigos na sua casa, como Rony fazia, mas nunca tivera sequer esperança de fazer isso enquanto morou com os Dursley já que as poucas visitas de bruxos a Rua dos Alfeneiros n.º 4, haviam sido desastrosas. Mas além da vontade de finalmente receber algum amigo na sua casa, Harry, no fundo, esperava que Hermione o ajudasse com os toques finais.Não chamaria Gina ou Rony, porque sabia pelas cartas que Rony estava demasiado ocupado com a loja e Gina ficava a maior parte do tempo cuidando de Jorge e do Sr. e Sra. Wesley e... bem Harry só se sentia seguro com Hermione por perto, ainda mais depois do ano anterior e tudo que viveram juntos naqueles três meses em que moraram sozinhos, fugindo pelo país, dentro daquela barraca, havia sido a primeira vez que Harry se sentira num lar dele de verdade. Não havia maldade nisso, decidira depois da milésima vez que pensara no assunto na noite em que tomara o caminho da casa dela, ele tinha apenas o endereço e até que encontrasse o local teve que usar a capa da invisibilidade, bem presa sobre ele e a vassoura, e não andar na velocidade habitual para que ela não esvoaçasse e assustasse algum trouxa, já que simplesmente ainda não aprendera a lançar feitiços de desilusão. Chegando no endereço Harry tomou um susto, Hermione jamais mencionara a ele como ela vivia fora de Hogwarts, mas o local era realmente um palacete, em estilo clássico, e então ele entendeu o porque de Rony dizer, que namorava uma filha da nobreza britânica quando queria implicar com ela.Ele se sentiu, imediatamente mal arrumado, despenteado e esquisito assim que desceu da vassoura e despiu a capa, não avisara a amiga que viria e agora achava que obviamente era uma falta de educação aparecer assim, sem avisar, num local como aquele.Havia um segurança trouxa em uma guarita, que deve ter achado Harry suspeito porque perguntou muito agressivamente.-O QUE VOCÊ QUER AQUI?- O ...oi...Boa noite, aqui é a casa da Herm... da Senhorita Granger?O tom do segurança mudou imediatamente:- Sim senhor e quem é você?-Bem, sou Harry, Harry Potter, sou um amigo dela da Escola, ela, ela está?-Um momento.Harry, permaneceu na calçada, olhando para os pés e se sentindo um tanto ridículo com aquela vassoura pendurada nas costas, mas após poucos segundos de espera ouviu uma voz familiar pelo interfone: -Harry? Harry, é você mesmo?Ele sorriu ao ouvi-la.- Não, sou um comensal da morte que veio te capturar...Lógico que sou eu Mione, sou o cara que preparou o melhor jantar da sua vida: Macarronada à bolonhesa e peras enlatadas, dentro de uma barraca, no ano passado. Ele ouviu um gritinho de satisfação, seguido de um alvoroço e minutos depois ela corria sorridente ao seu encontro o abraçando.-HARRY!!! Que bom te ver, o que está fazendo aqui, aconteceu alguma coisa? Ele queria responder mas havia um pouco de cabelo dela obstruído sua boca, então esperou ela se afastar.-Não houve nada, queria te ver só isso, como foi de viagem? -Muito bem. E olhando novamente para ele- Que bom que está aqui, entre venha conhecer minha casa. E segurando-o pela mão arrastou-o pelo jardim sob o olhar severo do segurança. Eles entraram por uma casa como Harry jamais havia visto na vida, era uma daquelas casas de famílias inglesas tradicionais, mas assim que entrou na casa ele viu a figura familiar de um gato cor de laranja que se enroscou na sua perna miando e apesar de terem sido recebidos por uma governanta, Hermione a dispensou imediatamente e se dirigiram a uma ala íntima da residência onde o Sr. e a Srª. Granger, se encontravam numa sala que parecia biblioteca, mas havia grandes e confortáveis poltronas e pelo visto não estavam prestando atenção a entrada dos garotos, estavam discutindo sobre uma operação de transplante dentário que tinham realizado aquele dia. -Mãe, pai, olhe quem está aqui. Disse a garota alegremente.O Sr.e a Sra. Granger olharam para Harry deixando-o tímido:- Ora, ora, ora o tão famoso Harry Potter hein? Disse a Sra. Granger, rindo divertida para a filha.O Sr. Granger, no entanto, passou os olhos por ele avaliando-o, detendo-se nos cabelos, o que era uma novidade visto que as pessoas costumavam sempre pararem na cicatriz.- Ué ele não era ruivo? Perguntou confuso.Harry e Hermione riram, mas a Sra. Granger acudiu, visivelmente constrangida:-Não querido, esse é o outro, o amigo e não o namorado. Harry parou de sorrir imediatamente, mas era isso mesmo, ele pensou tristemente ele era "o amigo e não o namorado". -Ah sei, esse é o que preferiu ...-Papai, vamos tomar um chá? Cortou Hermione imediatamente.Depois do chá, onde Harry pode ver que embora fossem milionários, os pais de Hermione eram tão simples e despretensiosos quanto a filha, a garota o levou para conhecer o restante da casa. -Quer conhecer meu quarto? Ela perguntou NOVAMENTE tomando a mão dele entre as dela, era muito comum, desde que haviam se conhecido, ela pegar na sua mão, o abraçar, beijar seu rosto etc...Não havia novidade nenhuma nisso, mas depois do que ocorrera no ano anterior, esses momentos para Harry eram acompanhados de uma deliciosa mas quase insuportável agonia, da qual a amiga não tinha a menor idéia.- Quero, claro. Respondeu o garoto retribuindo a pressão dos dedos dela.E juntos eles subiram as escadas, em direção ao quarto dela, havia um grande corredor iluminado e no final dele uma porta de madeira clara, entalhada, o aposento era uma suíte ampla e iluminada, lindamente decorada em estilo clássico, havia uma cama com dossel e tudo era rosa claro e de babadinhos, Harry achou que parecia um pouco a sala da Humbridge. - Horrível né? Perguntou a garota visivelmente constrangida. - Foi decorado pela minha mãe quando eu tinha quatro anos e ela não quer nem ouvir falar em uma mudança.-Não...não é horrível é só um pouco...- Ele estava segurando o riso, nada combinava menos com Hermione do que aquele quarto. - Rosa demais. Completou olhando para ela que riu da expressão dele e logo ambos estavam as gargalhadas. - Quem é esse bebê? Perguntou o garoto ao ver uma foto trouxa onde um bebê de mais ou menos um ano, com marias chiquinhas, mandava um beijo para o fotógrafo.- Sou eu!!! Nossa...eu nunca mais tinha olhado essa foto.Harry sorriu para a fotografia e depois para a amiga.- Nunca te vi de marias chiquinhas, fica bem em você, devia usar mais. Ele disse no intuito de provocá-la.- HARRY!!! Ela lhe deu um tapa entre risos sentando-se na cama.- Tá me desculpe estou brincando. Ele respondeu sentando-se ao lado dela.- Você já percebeu não é? Minha mãe e meu pai sonharam com uma princesa e acabaram com uma...- Bruxa? Ele disse olhando sério no fundo dos olhos dela.- Bruxa. Confirmou ela retribuindo firmemente o olhar.- Você sente orgulho disso não? Digo de ser uma bruxa? Perguntou o garoto querendo confirmar.- Hoje eu sinto, mas já foi muito difícil, quando eu era muito pequena e não entendia as coisas que aconteciam comigo e meus pais desesperados me levavam de um médico para outro antes de aceitarem que eu era...diferente. E pela primeira vez Harry pensou em como havia tantas coisas que ainda não sabia sobre ela, que ele nunca pensara em perguntar em como também devia ter sido difícil para uma garota de família trouxa, criada entre tantos mimos, descobrir que era uma bruxa e conseguir que seus pais aceitassem a idéia de deixá-la seguir seu caminho que obviamente era muito diferente do sonhado por eles. Ele sentiu um assomo de ternura pela garota, coisa que ele imaginava ser impossível já que todo seu coração já estava nela.- Mas você é uma bruxa e uma princesa ao mesmo tempo. Disse Harry passando de leve a mão pelos cabelos dela e a olhando ternamente. Ela se levantou devagar e ficou olhando pela janela, depois riu:- Não há princesas no mundo dos bruxos, Harry, nem príncipes, nem mesmo mestiços, mas é o nosso mundo e é nele que temos que aprender a viver.Ele se deitou de costas na cama cor de rosa dela, colocou as mãos atrás da cabeça e disse:- Você está soando dura demais Mione, pode não haver princesas bruxas, mas se houvessem você seria uma com certeza.- Obrigada, você está muito lisonjeador hoje, vamos descer?- Espere um pouco... Você sabe que eu estou morando novamente no Largo Grimmauld? Redecorei a casa, Monstro ajudou, estamos os dois lá novamente.Ela se voltou e sentou-se novamente na cama, uma coruja piava lá fora.- … mesmo? E como está sendo toda essa independência? Hermione perguntou parecendo divertir-se.- Bem para falar a verdade está meio solitário sem você e o Rony por lá, entende? Só eu e Monstro naquela casa enorme cheia de quartos e sem comensais de tocaia na porta.Ela riu e deitou-se na cama ao lado dele, ficaram ambos olhando para o teto.- Eu vim aqui porque queria que você voltasse pra lá comigo. Ele falou sem pensar. Ela pareceu confusa.- Voltar, você quer dizer...voltar a morar lá?- Bem é só até as aulas recomeçarem, você podia me ajudar, sabe, com algumas coisas que eu não consigo resolver sozinho. Harry sabia que um pedido de ajuda a amiga jamais recusaria. - Quando vamos embora? Ela perguntou se sentando e parecendo animada. Harry riu satisfeito sabia que ela concordaria.Fazer o Sr. e a Sra. Granger concordarem com o fato de Hermione querer passar o restante das férias numa casa que não conheciam em companhia somente de Harry e de um empregado (havia sido assim que tinha explicado Monstro, para os pais dela, pois desconfiavam que eles não compreenderiam exatamente o que era um elfo doméstico) não foi tarefa das mais fáceis, uma coisa era eles permitirem Hermione na casa dos Weasleys, com pai, mãe etc...Outra coisa era uma garoto de 17 anos morando sozinho, mas Hermione, delicadamente, lembrou-os que ela era maior de idade, até mesmo no mundo trouxa e que era melhor para todos que não tentassem impedi-la de fazer o que ela queria e assim terminou a conversa.- Pelo menos leve dinheiro querida e deixe o endereço para o caso de precisarmos. Disse a mãe da garota aflita. E acrescentando para Harry. - Cuide dela para mim ok ?- Como se fosse da minha vida. Ele garantiu.O Sr. Granger, abraçou a filha com lágrimas nos olhos:- Parece que não adianta querer prender o vento não é mesmo?E abraçando Harry com força, completou:- Juízo vocês dois.- Juízo é meu nome Sr. Granger. Ele respondeu rindo. Já era alta madrugada quando eles montaram a vassoura e subiram no ar, era mais fácil fazer isso assim bem tarde, quando os trouxas já estavam dormindo, mas Hermione relutara muito em ir de vassoura porque tinha muito medo de voar: - Porque não podemos ir de carro? … tão perto...- Ah vamos Mione, vai ser muito mais divertido de vassoura. Ele pediu. - Harry, eu tenho muita bagagem, temos que levar o bichento.- Mione eu tenho uma Firebolt esqueceu? Mas se você não quiser mesmo teremos que ir de Noitebus. Ele ameaçou, sabia que a amiga detestava o ônibus dos bruxos e a vontade dele que ela andasse na sua vassoura pelo menos uma vez na vida era tanta que ele lançaria mão de qualquer subterfúgio para conseguir isso.- Está bem então, mas você não corre? - Juro que não. Ele respondeu satisfeito.Mas Harry não cumpriu inteiramente o prometido, quando alcançaram a segurança das nuvens não pode deixar de exibir um pouquinho, para uma Hermione, reclamando em pânico o quanto a sua vassoura era potente, ela se sentara na sua frente com as pernas de lado na vassoura e segurava no pescoço de Harry que com uma mão segurava a vassoura e com outra segurava a cintura dela firmemente. Felizmente para a garota a viagem era curta, após cerca de quinze minutos eles desceram em frente ao Largo Grimmauld, e viram a casa se materializar em frente a eles. A diferença era visível desde o Hall de entrada, Harry mudara absolutamente tudo na casa, de antigo ficaram só Monstro o retrato de Fineus e as paredes, mas até essas haviam sido pintadas de cores claras deixando tudo muito mais informal. Hermione se maravilhou com a mudança:-Harry!! Não imaginava que você fosse capaz de redecorar uma casa dessa forma!!!-Bem, Monstro ajudou muito. Ele respondeu olhando para o Elfo que sorria a um canto da sala.- E o que é melhor tem espaço para todos meus amigos, sabe o antigo quarto de Régulus?- Hum, o que tem?- Quero que decore para você, do jeito que quiser! Ela pareceu perturbada:- Porque isso Harry?- Isso o quê? Respondeu ele inocentemente.- Por quê um quarto para mim na sua casa?- Porque você é minha melhor amiga oras, é como uma irmã para mim!! Mas se você não quiser tudo bem, quando você vier dormir aqui podemos te colocar na antiga toca de Monstro, porque caso não saiba até ele ganhou um quarto novo.Ela riu e balançou a cabeça:- Você é impossível Harry... Então, com Hermione lá, ele finalmente se sentiu em casa, ela agora também repetia a fala dele que eram como irmãos e Harry sentia uma afinidade incrível com ela, um nível de entendimento que não precisava de palavras, só com a amiga, se sentia totalmente a vontade para ser ele mesmo, mas resolveram não contar nada a Rony e Gina, porque talvez eles se sentissem excluídos e já estavam passando por um momento familiar muito difícil. Harry e Hermione se divertiram muito, dando os retoques finais na casa. Passearam no mundo trouxa, que ambos conheciam bem e onde eram totalmente desconhecidos e portanto podiam dispensar os seguranças e visitaram Ted Lupin, levando-o para a casa por um dia inteiro, no aniversário de dezoito anos de Harry, já que Andrômeda parecia confiar muito mais em Hermione para cuidar dele do que no padrinho.- … incrível não é? Ela nunca deixaria o garoto só comigo e foi só você pedir que ela me deixou trazê-lo. Harry sussurrou.- Mulheres tem mais jeito com crianças Harry, é natural que ela confie mais em mim. Hermione também sussurava.- Mulheres tem mais jeito com culinária e você não consegue fazer nada além de um chá.- … diferente, Harry... Olhe só para ele como é lindo não?Eles estavam no antigo quarto de Sirius que agora era de Harry, Ted hoje com os cabelos roxo beterraba, dormia sono solto sobre a cama e sob os olhares maravilhados de Harry e Hermione um de cada lado dele, Bichento miava e se enroscava na perna dos dois, provavelmente para chamar a atenção pois achava que Ted era uma espécie de rival.- Com quem você acha que ele se parece? Harry perguntou.- Com Remo...tenho certeza que essa expressão da boca era dele. - Mas tem algo da Tonks não tem? Não consigo decifrar o que é...além do cabelo lógico.Hermione girou os olhos para o teto numa expressão de impaciência característica dela. - … obvio não é Harry, ele tem os olhos dela, é que agora ele está dormindo, mas são iguais, vivos e brilhantes.- … mesmo? Não tinha identificado.- Não tem nada mais bonito no mundo que criança dormindo não é? Ela perguntou olhando para Ted.Harry olhou para Ted, e voltou seus olhos para ela que ainda fixava o bebê:- Não existe nada mais bonito no mundo. Ele disse sem tirar os olhos dela. Hermione tentou aprender a cozinha bruxa com Monstro, que agora a idolatrava e só a chamava de minha Mestra, mas a garota era uma negação total e queimava ou destruía tudo em que colocava as mãos, enquanto Monstro a seguia consertando os estragos e insensatamente elogiando-a sem parar, o que dava a Harry bons motivos para gargalhar e era disso que ele andava precisando muito naquela época.À noite ficavam na sala, nova em volta da lareira, com Bichento passeando por entre as pernas deles, ouvindo música, lendo em silêncio ou conversando sobre os mais variados assuntos e sobre si mesmos, sobre tudo que haviam passado juntos e sobre como se sentiam a respeito da vida e do futuro agora que a guerra havia acabado, mas estranhamente não falavam dos respectivos namoros. Quando sentiam sono já bem tarde da noite, Hermione se despedia com um beijo no rosto de Harry e ia dormir, o garoto ficara com o antigo quarto de Sirius, mantendo muito da decoração original e Hermione já estava instalada no quarto de Régulos, que ela havia redecorado da forma como sempre quisera seu quarto na casa dos Garnger, mas fora inflexível em colocar duas camas de solteiro ali, justificando que era para quando Gina também fosse dormir lá, Harry não a contradisse tinha certeza que ela se sentia melhor assim.Mas houve uma noite, só uma noite em que ela caiu no sono na sala mesmo e Harry realizou o desejo de dormir de mãos dadas com ela, estranhamente teve o sonho mais lindo que lembrara em toda a sua vida ele e Hermione estavam girando no ar e caia um chuva de estrelas sobre eles, seus corpos estavam entrelaçados por um laço luminoso e etéreo, mas quando ele tentava tocá-la uma barreira invisível o impedia de se aproximar, então eles permaneciam se olhando amorosamente através da barreira eternamente separados, eternamente ligados. Nos últimos dias de agosto receberam a Carta de Hogwarts, enviada pela diretora Profa. MacGonaggal, convidando-os a retornar para cursar o sétimo ano integral, com a turma de Gina, já que não haviam freqüentado a escola no ano anterior, e então resolveram que no outro dia de manhã iriam se hospedariam no caldeirão furado, então mandariam corujas à toca, combinando de encontrarem-se com Rony e Gina, pois Rony provavelmente já havia recebido uma coruja igual.No outro dia de manhã, assustaram-se ao receber seus malões já totalmente arrumados de um choroso Monstro que se despedia de ambos, afirmando que esperaria o Sr. e a Sra. Potter para o natal. Hermione corou furiosamente e Harry Riu.-Não monstro Hermione não é minha senhora é só uma amiga.-Só uma amiga mestre?-Sim, bem não é só uma amiga, ela é ... (Harry não conseguia achar a palavra).-Hermione interveio- Como uma irmã, entende monstro?-Meu mestre teve uma irmã senhor? Perguntou o elfo inocentemente-Não Monstro não tive. Harry disse.- E minha mestra teve um irmão senhora? Continuou o pestinha.- Não Monstro, nunca tive um irmão.-Sei, sei e como meus mestres podem dizer que são como irmãos se nunca tiveream nenhum irmão para comparar?-…...… porque eu a amo... como uma irmã monstro. Disse Harry querendo encerrar a conversa rápido.- Nós dois. Interveio Hermione. - Nós nos amamos como irmãos.-O amor verdadeiro pode vir sob os mais variados disfarces, mas é apenas um em toda a vida (monstro sussurava quase inaudivelmente como quando dirigia palavras grosseiras aos dois no passado)-De qualquer forma é uma pena, o velho monstro gostaria de ter o prazer de carregar o filhote de bruxo que nascesse do meu mestre a da minha mestra, realmente... realmente seria o maior bruxo do mundo com a inteligência e a bondade da minha mestra e a coragem e a força do meu mestre oh sim sim seria imbatível. Harry e Hermione se entreolharam meio rindo e meio assustados, porque nunca mais monstro tinha voltado a falar como se as pessoas presentes não pudessem ouví-lo mas sem palavras concordaram que era melhor não discutir mais com ele, deram-lhe um abraço recomendaram que cuidasse da casa, mas que podia ir para Hogwarts sempre que quisesse companhia de outros elfos e que se precisasse de algo os procurasse imediatamente, deram os braços e aparataram.

Capítulo 4 - De volta à Hogwarts

Harry continuava a caminhar de cabeça baixa, entre os seguranças ouvindo a barbúrdia que os jornalistas faziam. Toda a batalha, toda a responsabilidade, todas as mortes, o fim da guerra tudo isso voltava a pesar sobre ele quando via aquele bando de fotógrafos os seguindo onde quer que fossem. Ele estava tenso e irritado, apesar dos protestos do garoto, após ter passado o dia anterior no caldeirão furado com Hermione, Rony e Gina, tinham sido obrigados, por medida de segurança, a se separarem para a ida a estação. Ao chegarem a estação de Hogsmead houve um pequeno tumulto devido a população da Vila que queria ver, tocar e falar com Harry, por isso eles tiveram que ser praticamente enfiados as pressas por Hagrid na primeira carruagem que partiu rumo à escola.- Você viu aquela vaca da Cho, se esticando como uma cobra para te ver Harry? Perguntou uma Gina raivosa assim que a carruagem começou a sacolejar.- Anhã? Respondeu o garoto confuso, não vira Cho na estação e achava incrível que Gina pudesse ter reconhecido qualquer pessoa que fosse, no ínfimo e confuso segundo que haviam levado para sair do trem e entrar na carruagem.- NÃO SE FAÇA DE SONSO!- NÃO GRITE COMIGO!- Calma, calma os dois ai!! Disse Rony, ineditamente conciliador. - Harry não tem culpa se Cho foi até a estação para vê-lo Gina, e acho que nem mesmo chegou a enxergá-la, eu não enxerguei, nem Hermione, não é Hermione?- Bem...eu enxerguei.- HERMIONE!!!- Que foi? Eu enxerguei mesmo.- Mulheres. Rony falou severo, e Harry concordou com a cabeça. Chegar em Hogwarts novamente depois da reforma foi maravilhoso, a sensação de voltar e agora sem quaisquer preocupações foi como um bálsamo para Harry. No banquete de boas vindas ele não pode deixar de sentir falta de Dumbledore, nunca estivera em um início de ano em Hogwarts sem a figura de oclinhos de meia lua e barbas prateadas que normalmente se sentava na cadeira onde hoje se sentava uma altiva MacGonaggal e se surpreendeu ao perceber que sentia falta da figura sombria de Snape também.Tudo estava o mais normal possível, houve seleção dos alunos novos, em um número bem reduzido, Harry supunha que a maioria dos pais bruxos ainda estava com medo de mandar os filhos para Hogwarts, houve canção nova do chapéu seletor, que homenageou os alunos que lutaram na batalha e os exortou a se dedicarem a reerguer o nome de Hogwarts entre as escolas de bruxaria. O grande salão estava lindamente decorado. E na mesa dos professores sentavam-se Flitwick, Bins, Sprout, Slugorn, Hagrid, Sibila e os demais, Havia duas pessoas diferentes na mesa dos Professores: Um deles era Aberforth Dumbledore e Harry ficou imaginando se seria ele o novo professor de defesa contra as artes das trevas e que tipo de aulas um homem tão rude poderia dar a eles e a outra era uma mulher de cabelos negros e bochechas rosadas que Harry se lembrava mas não sabia de onde. -Temos dois professores novos? Ele perguntou incerto para os amigos.- Transfiguração. Respondeu Hermione simplesmente. - A Professora MacGonaggal não conseguirá conciliar as aulas e a direção não é?- Ah é. Concordou Harry.- Ei quem será o novo diretor da Grifinória então? Perguntou Rony. Espero que seja alguém mais tolerante que a Professora MacGonaggal.- Eu ficarei contente se for alguém com metade da competência dela. Retrucou Hermione. Luna vinha se aproximando de mãos dadas com Dino dando umas espécies de saltinhos ao andar.- Oi pessoas. Ela falou abraçando Hermione e Gina e beijando os garotos. Dino os cumprimentou muito sem jeito e disse: - Está meio vazio sem Neville e Simas não é? -Está mesmo. Concordou Harry. - Com quem será que vamos dividir o dormitório?-Não sei, tomara que não seja um bando de pirralhos chatos. Respondeu o garoto. - Eu realmente lamento que Neville e Simas já tenham terminado Hogwarts o dormitório não será o mesmo sem eles.- Bom eu não posso dizer que estou lamentando tanto assim não ter mais que dividir o dormitório com Lilá e Parvati. Lembrou Hermione. - Sem contar que ficamos livres de Malfoy para sempre.- Você vai ficar no meu dormitório não é? Perguntou Gina à garota.- Tem uma vaga lá porque a Roberta Manson foi obrigada a abandonar Hogwarts depois que a irmã dela morreu na batalha, está terminando os estudos em Beauxbatons. - Eu vou adorar. Disse Hermione feliz.O jantar estava divino e no meio dele surgiu a figura de Nick quase sem cabeça numa travessa em que Rony se servia de Frango. - Ahhhhh. Pelas barbas de Merlin, você não se cansa de me assustar Nick???-Cavaleiro Nicholas para o senhor. Respondeu o fantasma mau humorado. - Harry meu rapaz, que bom revê-lo. - … bom te ver também Sr. Nicholas. Após o jantar MacGonaggal fez um discurso de boas vindas onde apresentou Aberforth como seu substituto na cadeira de transfiguração, Harry nunca suspeitara que ele tivesse algum talento, mas como se não bastasse ela o nomeou diretor da Casa Grifinória. Rony inexplicavelmente ficou radiante com a notícia e Hermione torceu o nariz. A professora Minerva apresentou, também, a nova professora de Defesa Contra as artes das Trevas, Héstia Jones, e ao ouvir o nome Harry então se lembrou, ela era parte da Guarda avançada que acompanhara Olho Tonto para buscar Harry na Rua dos Alfeneiros, nas férias antes do quinto ano, e segundo a Diretora era também uma das Aurores mais competentes do Ministério.- Alunos novos sejam bem vindos. -Alunos antigos, bem vindos de volta, a direção e os professores desejam à todos um excelente período letivo. - Os testes para os times de quadribol das casas começarão na terceira semana de aula e os capitães dos times são: Kevin Whitby da Lufa Lufa; Grã Pritchard da Sonserina; Orla Quirke da Corvinal e Harry Potter da Grifinória.Harry teve um sobressalto, nem se lembrava mais que ainda era o capitão da equipe de quadribol da Grifinória, obviamente ainda era, mesmo não tendo frequentado a escola no ano anterior porque numa Hogwarts dominada pelas forças de Voldemort, o quadribol havia sido proibido, no entanto, não sabia se se sentia feliz com a notícia, adorava jogar quadribol, mas ser o capitão era muito diferente, ainda se lembrava das chateações em ter que escolher jogadores e treinar a equipe dois anos atrás, e ele ainda não se sentia totalmente recuperado do que vivera no ano anterior, já tinha tido a sua cota de responsabilidades e encargos por toda a vida e agora queria era sossego, mas depois pensaria no assunto. A professora MacGonagall continuava com os avisos: - Os novos monitores são, Eleonora Branstone e Owen Cauldweel da Lufa Lufa, Orla Quirke e Stuart Ackerley da Corvinal, Malcolm Baddock e Grã Pritchard da Sonserina e Dênis Creevey e Hermione Granger, que volta ao seu posto após a sua ausência no ano passado, da Grifinória.Rony nem começara a manifestar todo seu desagrado e sentimento de injustiça quando a diretora acrescentou: - O novo Monitor Chefe de Hogwarts é o Sr. Ronald Weasley.O amigo o olhou com um ar de assombro e ficou instantaneamente vermelho, enquanto todas as mesas irrompiam em aplausos entusiásticos.-Rony!!! Parabéns. Harry gritou abraçando-o, estava muito feliz em vê-lo realizar um sonho de criança, ainda se lembrava de um Rony de onze anos, lhe contando o que via no espelho de osejed.- E...eu não sabia!!!-Ninguém sabia não é? Disse Hermione que olhava o namorado carinhosamente.-Ela não nomeou os Monitores por carta esse ano, deixou para fazê-lo hoje e aqui, acho que é melhor nos dá mais autoridade. MacGonagall voltara a falar:- Monitores, por favor, guiem os alunos movos de suas casas até as respectivas salas comunais, boa noite à todos:E com a costumeira balbúrdia os alunos, se levantaram e se dirigiram as salas comunais, Hermione levantou-se com autoridade e dirigiu-se aos alunos novos, conduzindo-os até a sala comunal e Harry, Rony e Gina, acabaram seguindo-a de perto.Ao chegarem no retrato da mulher gorda, Harry pôde ouvir, ao longe Pirraça, cantando em um corredor por perto:"...Potter venceu, Voldy já era...e agora vamos nos dvertir à vera" - Senha? A mulher gorda, perguntou sonolenta.- Testrálios. Respondeu Hermione com um sorriso de quem não podia estar em melhor lugar no mundo.O retrato girou e eles adentraram a sala comunal, Hermione se despediu dos garotos e subiu para o dormitório feminino e quando a juba de cabelos castanhos desapareceu pela escada, Harry novamente sentiu um nó na garganta, que diabos, andava acontecendo com ele? -Vamos subir também? Harry perguntou a Rony, que olhava uma velha poltrona da sala, como se estivesse perdido em pensamentos.- Quê? Ah, vamos vamos sim. No dormitório os garotos descobriram que além de Dino, teriam como companheiros, Euan Abercrombie e Dênis Creevey, o irmão de Colin, ambos do quinto ano, souberam também por Dino, que Neville fora para a Índia aprofundar os estudos em herbologia, e Simas arrumara um estágio em Gringotes.Os novos companheiros de quarto agradaram muito Harry. Euan era muito engraçado e falante e Dênis era legal, apesar de estar muito diferente do que Harry lembrava, parecia abatido e triste e contou aos garotos que seus pais estavam o pressionando para abandonar o mundo bruxo e viver como trouxa, após a morte de Colin. Mas ao ver a expressão de culpa no rosto de Harry, completou rapidamente:- Harry, eu não admito que você se culpe por nada!!! Colin morreu como herói e por uma causa nobre. Ele te admirava tanto, tenho certeza que está orgulhoso de mim, onde estiver porque eu também prefiro morrer a deixar de ser um bruxo. Harry se sentiu grato e impressionado com as palavras de Dênis, mas achou que o menino também estava muito endurecido e não pôde deixar de se sentir meio constrangido com tanta lealdade ao deitar na sua cama de dossel, no auto da torre, sentiu-se pressionado a corresponder a imagem heróica que as pessoas faziam dele, elas precisavam disso para continuar a ter esperança, era essa a responsabilidade que Scrimgeour quisera lhe dar no passado, e ele pudera recusar, mas agora não tinha escolha, devia isso principalmente as famílias que haviam perdido membros na guerra contra Voldemort, não tinha o direito de falhar com elas. Mas ele sabia que não era um herói, no fundo era apenas um ser humano que cometia as vezes magoava as pessoas, cometia erros de julgamento e falhava.
E então, mesmo lutando com todas as suas forças contra isso, uma recordação reprimida aflorou, a lembrança contra a qual ele lutara bravamente para manter longe até de seus sonhos por meses invadiu sua mente. Harry balançou a cabeça, tentando expulsar os pensamentos, mas eles se sucediam. Ele se sentou na cama tentando estancar o fluxo ininterrupto de imagens e sons: “Eu devia ter percebido, eu TINHA que ter percebido”...Do lado de fora das duas janelas do medalhão, fora dos olhos, ali aparecia, como duas bolhas grotescas, as cabeças de Harry e Hermione.Rony gritou em choque e recuou enquanto as figuras floresciam para fora do medalhão, primeiro o peitoral, depois a cintura, depois as pernas, até eles ficarem na frente do medalhão, lado ao lado como árvores de raízes comuns, balançando na direção do Rony e do Harry verdadeiro, que havia tirado seus dedos do medalhão quando ele começou a queimar e a ficar branco intenso....- Quem não iria preferir ele, que mulher iria aceitá-lo, você não é nada, nada, nada compara a ele, - sussurrou Riddle-Hermione, e ela se esticou como uma cobra e se entrelaçou no Riddle-Harry, envolvendo-o num abraço apertado: os lábios deles se encontraram. Harry sentiu a dor insuportável da culpa....Devagar, Harry caminhou em direção a ele, sem saber o que dizer ou o que fazer. Rony estava respirando pesadamente: seus olhos não estavam mais vermelhos, estavam seu azul normal: estavam também molhados.Harry se inclinou ainda tremendo ainda horrorizado com o que a Horcrux refletira, enquanto fingia não ter visto nada e apanhou a Horcrux quebrada. Rony tinha o perfurado em ambas as janelas. Com olhos curiosos olhavam o medalhão manchado. A coisa que tinha vivido na horcrux havia desaparecido; torturar Rony foi seu último ato. A espada tiniu quando Rony derrubou-a. Ele tinha caído de joelhos com a cabeça em seus braços. Ele estava tremendo, mas Harry achava que não era do frio, se sentiu um monstro. Ele colocou o medalhão quebrado em seu bolso, se ajoelhando ao lado de Rony, e colocou uma mão cautelosamente em seu ombro. Ele levou como um ótimo sinal que Rony não o tivesse empurrado.- Depois que você partiu. - ele disse com uma voz baixa grato por Rony não estar olhando para ele - Ela chorou durante uma semana. Provavelmente por mais tempo, mas não queria que eu visse... Houve dias em que nem nos falamos... Depois de sua partida...Ele não pôde terminar; só agora ele percebia quanto aquilo lhe custaria.- Ela é como uma irmã... Eu a amo como a uma irmã. - Harry disse - Acho que ela... sente o mesmo por mim... sempre foi assim, achei que você soubesse. No mesmo instante o peso daquelas palavras o esmagou e ele soube, da mesma forma que sabia que a corça era benigna e que Rony deveria empunhar a espada, que havia selado seu destino, que não podia mais voltar atrás. Voltando ao seu presente, à torre da Grifinória. Harry se revirou incomodamente na sua cama.

"Não pense mais nisso" Disse severamente para si mesmo. "foi melhor assim...melhor para todo mundo""Não para você". Disse uma incômoda vozinha na sua cabeça.

No outro dia, a primeira aula dos garotos era Defesa Contra as Artes das Trevas e eles então puderam confirmar o que MacGonagall dissera, Héstia Jones era uma professora fantástica e logo demonstrou o fraco que tinha por Harry, o chamando carinhosamente de Futuro Auror, ao que Rony retrucou baixinho que Gina arrumara mais uma rival.A Segunda aula do dia foi de transfiguração e Aberforth os surpreendeu, mostrando grande talento e deixando ao alunos eufóricos ao anunciar que iniciariam imediatamente a transfiguração humana, além disso a aula foi muito engraçada, principalmente porque ele resolveu dá-la toda transfigurado em um bode falante. - Ele é o máximo, é simplesmente o melhor professor que já tivemos!!! Exclamou um Rony radiante ao final da aula, enquanto os três seguiam para o almoço. - A professora MacGonagall era uma excelente professora também Rony!- Não estou dizendo que não era!!! Mas ele é mais divertido.- Você só gostou dele porque ele disse que você é divertido.Realmente o professor demonstrara um predileção rara por Rony, e Harry não sabia se os fatos tinham ligação ou não, mas era inversamente proporcional a frieza com que tratara Harry e Hermione.
- E você só não gostou dele, porque ele não ficou babando pela sua inteligência como a MacGonagall fazia.- Não tem nada a ver Rony, só o achei meio grosseiro... Harry não ouviu o resto da discussão porque Gina, que saíra na metade da aula para falar com Luna, aparecera dando um grito de satisfação em vê-lo e pulara no seu pescoço quase o derrubando.- HARRY!!!! - Gina, nossa!!! Calma ai...- Ah desculpe, tudo bem? Como foram de aula? Aberforth é o máximo não é?- Ah é...é muito...divertido. Respondeu o garoto.A primeira semana do sétimo ano passou num atropelo, e na Sexta feira os três foram tomar chá com Hagrid, Harry queria que Gina os acompanhasse, mas ela disse que não estava com a menor vontade de ver Hagrid de novo, já que tinha tido aulas de Trato de Criaturas Mágicas naquela manhã e depois já tinha combinado com Luna de se encontrar com um pessoal da Corvinal na torre de astronomia, insistiu muito para ele ir junto, mas Harry não perderia aquele chá com Hagrid por nenhum programa no mundo ainda mais para ficar no meio de pessoas que se autodenominavam "galerinha da magia". Então às cinco horas Harry, Rony e Hermione desceram pelo jardim em direção à cabana e foram recebidos por um Canino, pulando e babando suas vestes e Hagrid, já com a chaleira na mão, sentaram-se os quatro na grande mesa de madeira e conversaram e riram despreocupados por um longo tempo, Harry sentiu, de uma forma como jamais sentira antes, a beleza daquele simples gesto, tomar chá num fim de tarde com os seus melhores amigos, de repente parecia tão extraordinário que até lhe doía o peito, e lembrar que há alguns meses pensara que jamais poderia fazer isso novamente. - O que foi Harry? Hermione perguntou sorrindo intrigada com o olhar ardoroso que Harry lançava dela para Hagrid, para Rony e depois novamente para ela.Ele sorriu para os três e disse:- … bom estar com a minha família novamente!Os amigos riram e abraçaram Harry, enquanto Canino latia e pulava em volta deles.Harry, Rony e Hermione, permaneceram com Hagrid até o anoitecer e então Rony se lembrou que tinha uma reunião com MacGonagall sobre a monitoria e precisava ir embora. Hermione quis ficar e Harry prometeu a Rony, fazendo força para não rir, que a acompanharia em segurança até a escola, Rony se tornara um namorado extremamente superprotetor e parecia ter esquecido como fora sempre ela quem acabara salvando a vida dos três. Após a saída de Rony, Hagrid sentou-se entre Harry e Hermione e deu tapinhas amigáveis na cabeça dos dois, deixando Harry meio atordoado, o gigante jamais aprendera a dosar a força de seus gestos.- E o namoro como vai? Perguntou o gigante casualmente a Hermione. A garota baixou os olhos para a xícara de chá e respondeu com a voz fraquinha.- Bem...vai bem.- Ele deixou de ser grosseiro com você, espero? E aquela mãe dele?- Está tudo bem mesmo, Hagrid.Hagrid se virou para Harry. - E você? Soube que você voltou a sair com a Gina Weasley? - …...voltei. Respondeu o garoto um pouco mais desanimado do que gostaria.- Saindo não, eles estão namorando Hagrid! Completou Hermione.- É mesmo Hermione? Hagrid continuou baixinho encarando a garota nos olhos. - E o que você pensa disso?- E...eu? O que eu penso? P...penso que é ótimo não é? Ela perguntou incerta olhando para Harry em busca de apoio. - É claro que é ótimo. Harry disse.- Não. Quero ouvir de Hermione. Me diga. Eu quero saber, acha mesmo que a Gina é a garota ideal para Harry? -Eu, eu acho que é ideal se ele gosta dela. Respondeu a garota confusa.-E é dela que você gosta Harry? Perguntou o gigante olhando indagador para Harry e alteando um pouco a voz, o garoto começou a sentir uma irritação enorme com o amigo.- Hagrid, quer parar de dizer bobagens!? - Ora, somos amigos não somos? Quando vemos que o outro está indo por um caminho errado não devemos mostrar-lhe o certo? Vejamos Gina quer ser popular, famosa e rica e Harry quer ser honrado, simples e ter paz. Acha que dará certo Hermione? - Eu não sei, Hagrid, porque está me perguntando isto? E...ele gosta dela não é minha culpa! Disse a garota olhando desesperada para o amigo. - Gosta mesmo Harry? Perguntou o gigante, indiferente aos sinais que Harry lhe lançava em desespero para que parasse com aquilo. - Diga à Hermione Harry é da Gina Weasley que você gosta?- Obvio que eu gosto da Gina. Respondeu Harry por puro medo de dizer a verdade. Hagrid o olhou desapontado, que diabos, o que o gigante esperara dele? Uma declaração para Hermione naquela altura do campeonato?- E você Mione? Tem certeza que Rony é o rapaz certo para você? Perguntou o gigante olhando tristemente para a garota. - E...eu não sei... Hagrid, porque está falando assim comigo? A garota parecia confusa e à beira das lágrimas e Harry teve vontade de dar um soco em Hagrid por deixá-la naquele estado, não era culpa dela! Nada do que houvera fora culpa dela! Harry era o único culpado, só ele, por não ter percebido que a amava, por não ter lutado por ela enquanto era tempo, por ter aberto mão dela para Rony . Mas Hagrid não sabia de nada disso só o que devia ter advinhado é que Harry a amava e sofria por vê-la com Rony e isso o estava virando contra a garota. - HAGRID, O QUE HÁ COM VOCÊ? Harry se desesperava. -Nós vamos embora agora, se for para você ficar fazendo um interrogatório sobre nossos namoros aqui!O gigante pareceu repentinemente perceber o que fizera e notando a expressão de choro no rosto de Mione acrescentou rapidamente:- Desculpe, desculpe Mione, ah por Merlin me desculpe, eu não quis magoar ninguém, eu, eu devo estar andando muito em companhia de Grope e não sei mais manter uma conversa civilizada com humanos. E levantando-se dirigiu-se a cozinha para buscar mais chá dizendo. - Afinal, vocês são muito jovens para perceber certas coisas, ainda não têm que ter certeza de coisa nenhuma.Mas no caminho de volta para a escola, Harry percebeu que a amiga estava evitando deliberadamente olhar para ele, quando ela tropeçou e ele segurou-a pela cintura para que ela não caísse ela pareceu ter sido picada por uma cobra se afastando rapidamente. Assim que chegaram a sala comunal, ela sumiu pela escada do dormitório feminino, mal murmurando "boa noite" e deixando Harry, com um buraco no peito e com uma raiva medonha de Hagrid. Só o que lhe faltava agora, era perder a amizade da garota por causa das bobagens que o amigo dissera, depois de tudo que Harry fizera, que sacrificara para mantê-la perto dele, ele simplesmente não podia viver sem ela, não tinha a menor chance. O final de semana passou numa névoa de tristeza e desespero para o garoto, porque Hermione, decididamente estava evitando seu olhar. Ou seria seu pânico de que ela viesse a se afastar que o fazia ver cada vez mais provas de que ela estava distante? Ele não sabia, só sabia que era insuportavelmente dolorido, como se estivessem lhe amputando lentamente uma parte sua, a mais querida.

Capítulo 5 - Sétimo ano

Aberforth, realmente logo se tornou o Professor preferido de Hogwarts, engraçado, brincalhão e carismático, ele até tentava ser um diretor de casa tão inflexível, quanto MacGonaggal, Mas não conseguia ser tão bravo quanto ela o que causava situações hilárias, Rony se tornara o aluno preferido dele e seu braço direito, mas com Harry e Hermione ele continuava a agir como se os garotos precisassem aprender alguma particular lição de humildade.Harry até entendia que ele agisse dessa forma com ele próprio, já que Harry sempre fora o aluno preferido de Dumbledore e Aberforth, como ele sabia fora ofuscado a vida toda pelo irmão mais inteligente e famoso, mas não entendia o que Hermione tinha a ver com isso, não obstante a garota ser a melhor e mais brilhante aluna de Trasfiguração o que, obviamente MacGonagall lhe informara, ela era a namorada de Rony, que afinal era o aluno preferido de Aberforth, mesmo assim o professor ignorava solenemente a garota e jamais a elogiava. Ela não reclamava, mas Harry se revoltava com a injustiça. Os demais professores, ao contrário, como a maioria da população bruxa, tratava Harry e Hermione com uma deferência que cansava e por vezes ignoravam Rony e Gina insistindo em agir como se Harry e Mione fossem um casal, isso piorava tudo, pois Hermione, certamente para evitar tais situações, se afastava cada vez mais dele. Slugorn se vangloriava de que haviam sido dois membros do clube do Slugue, os maiores responsáveis pela derrota de Voldemort, esquecendo-se de mencionar que Harry jamais chegara realmente a frequentar o tal Clube ou que Rony, o outro maior responsável pela derrota de Voldemort, nunca havia sido convidado para fazer parte do mesmo. Já era final de tarde quando o sinal que anunciava o fim da aula de Poções soou, para a alegria geral da classe. Hermione, como de costume, não parecia ter pressa. Harry tocou seu ombro gentilmente e falou baixinho. - Ei – vou andando na frente. Gina insistiu em me ver antes do jantar... Eu não queria ir, mas... - Ok – Mione disse displicente. Não ergueu os olhos do que estava fazendo para encará-lo. - Certo, então – a mão do rapaz escorregou de seu ombro – Falo com você mais tarde. Harry se afastou lentamente. Lançou um olhar da porta, vendo-a ainda arrumar os cadernos na mochila mordendo o lábio inferior, ela tinha essa mania quando estava pensativa. - Você decididamente precisa superar isso, Harry– murmurou para si mesmo. Mas ao se afastar, deliberadamente se arrastando, pôde ouvir quando ela saiu da sala de aula e assim que colocou os pés para fora da masmorra, trombou violentamente com um garoto da Sonserina, de modo que seu material ainda fora da mochila espalhou-se desastradamente aos seus pés. - Por que você não olha por onde anda? – ela exclamou zangada, mas o rapaz já havia desaparecido na curva do corredor. – Perfeito – resmungou, ajoelhando-se para juntar as suas coisas. Harry voltou imediatamente para ajudá-la. -Não precisa, Harry pode deixar, Gina vai se aborrecer se você se atrasar de novo! Ela disse preocupada.-Não Mione, me deixe te ajudar e eles seguraram juntos, um mesmo estojo e o olhar de um encontrou o do outro pela primeira vez em semanas.O professor Slugorn saiu da classe neste exato momento, passando por eles, um sorrisinho sarcástico desenhado sob o farto bigode. - Que galante Potter! Granger você realmente é uma garota de sorte!– ele falou, passando reto por eles e sumindo de vista antes que tivessem tempo de retrucar.Furiosa, a menina empilhou seus livros com força um sobre o outro e acabando por derramar um vidro de tinta sobre os pergaminhos.- NOSSA QUE ESTRAGO! – Rony acabara de virar o corredor, e olhava risonho para o material da garota espalhado pelo chão. Hermione virou-se para encará-lo, parecendo assustada. - Oh... Eu, eu derrubei a tinta, Harry estava me ajudando – ela tentou explicar desnecessariamente. Rony deu um sorrisinho que Hermione demorou um pouco a retribuir. – Deixa que eu lhe ajudo com essas coisas – ele disse, começando a recolher os papeis. - E ai como foi a aula?- Ele tinha se ausentado para resolver alguns problemas da monitoria. - Gina está procurando você de novo. Ele disse sorridente para Harry. - A aula acabou meio tarde... Harry respondeu sem jeito – e eles começaram a caminhar os três juntos. Gina logo apareceu saltitante e se jogou nos braços de Harry num beijo de tirar o fôlego.Rony pareceu, querer competir com o padrão de amassos da irmã, colocando-se no caminho da namorada. - Rony... – Hermione falou com um pouco de impaciência. Ela ergueu os olhos para Rony, corando ao perceber a forma como ele a estava observando. Hermione parecia subitamente nervosa. - O que foi? – Rony perguntou, percebendo que ela fugia de seu olhar. – Qual o problema? Olhe para mim. Rony colocou a mão sob o queixo dela, levantando seu rosto e obrigando-a a encará-lo. Eles nunca haviam estado tão próximos assim na frente de Harry, nunca... - Merlin, você é tão... tão... - Rony gaguejou. - Rony – ela disse num murmúrio, os olhos entreabertos – Vamos com calma, tudo bem? O rapaz respirou fundo, afastando-se. - Eu estou ficando cansado de ir com calma – ele falou parecendo magoado. - Eu sei – Mione disse. – Mas estamos no meio do corredor das masmorras, e se alguém da Sonserina nos apanhar aqui... -E daí? – Rony indagou. – Eu não acho que estejamos fazendo nada errado você é minha namorada ou não? - Sou, claro que sou, mas, acontece que nós somos monitores e...Mas Rony a beijou de surpresa a segurando nos braços. Harry, desviou os olhos, com o ciúme lhe mordendo a alma, não podia fazer nada ele era o namorado dela, mas Hermione protestou:- Rony, por favor – ela desviava o rosto e o empurrava, mas ele era mais forte. – Aqui não... - Aqui não? Em que lugar então? Você nunca me deixa...- Rony...Eu não posso, eu ainda não estou preparada para...- Acontece que eu não posso esperar mais – Rony disse, empurrando Hermione contra a parede violentamente, numa atitude que deixou a menina totalmente sem ação, ele começou a beijá-la e dessa vez havia uma lascividade em seus movimentos que fez Harry ter ímpetos de assassiná-lo e ele realmente se adiantou para fazê-lo, mas Gina interveio.- NÃO ESTÁ OUVINDO A GAROTA RONY? PÁRE DE SER UM TRASGO!!! Disse ela brava.- ”timo! – ele exclamou com irritação, afastando-se de Hermione. – ”timo, como quiser! E com essas palavras o rapaz apressou-se em sumir das vistas dos três, ignorando os chamados da namorada. - Céus – Hermione murmurou – Por que ele tem que agir como se tivesse onze anos, e não dezenove?- Acho que o problema. Disse Gina à amiga, como se explicasse a uma criança muito pequena. - … que vocês não tem mais onze anos, Hermione, quanto tempo espera que ele agüente?Gina sacudiu os ombros e jogou seus longos cabelos para trás, ajeitando a vassoura sobre os ombros. Dirigiram-se em seguida para o salão principal, onde a maior parte de seus colegas já se deliciava com a fartura do jantar. Uma rápida olhada e Harry, que ainda tremia de raiva, soube que Rony não estava lá – nada muito surpreendente, considerando-se a maneira intempestiva com a qual ele os deixara minutos atrás.- Vou até a mesa da Corvinal falar com Luna ok? Já volto. Gina falou deixando Harry e Hermione sozinhos um de frente para o outro novamente. - Desculpe pela cena lamentável. Ela falou parecendo magoada. Harry resmungou qualquer coisa ininteligível, aborrecido com a lembrança. - Eu quero dizer... Você também acha que eu estou errada em não gostar de ficar me agarrando pela escola? E de não me sentir preparada para...certas coisas? Quero dizer...Eu sei que você e Gina já ... Bem eu entendo que garotos têm necessidades...Mas se ele gosta realmente de mim deveria respeitar meus limites não? -… CLARO...HERMIONE … OBVIO QUE SIM, ELE TEM QUE TE RESPEITAR, … S” ME DEIXAR...VOU DAR UM MURRO NELE NA PR”XIMA VEZ...– ele falou ranzinza.- O que foi? Porque está tão zangado?- Não estou zangado.- Harry eu te conheço o que houve?- Bem – Harry começou, brincando com a comida em seu prato desanimadamente– Aquilo que o Slugorn falou...Eu não... - Você deveria ter dito a ele que nós somos como irmãos – Hermione falou displicente.Harry permaneceu alguns minutos sem resposta, o olhar fixo no rosto de Hermione e os lábios entreabertos. - Você está certa... como sempre. Ao dizer isso ele baixou os olhos, com o coração um pouco mais partido do que ele imaginava ser possível. Era isso o que ela pensava, sempre. Dessa forma que o via, como um irmão mesmo, nunca como um homem que pudesse lhe interessar. Estava na hora de se acostumar...Porque obviamente ela em algum momento teria que ceder a Rony...Não queria pensar naquela possibilidade terrível era dolorido demais. - Harry – a voz de Mione trouxe o garoto de volta a realidade. Harry reparou que lentamente os alunos deixavam o salão principal rumo aos salões comunais das suas respectivas casas. Ele ergueu os olhos para a amiga, um pouco distraída. - Ahã? -O que foi? Hermione perguntou ao verificar que ele permanecia calado.-Hum nada, respondeu ele desviando os olhos novamente.-Harry...tem alguma coisa que você queira me contar? Você anda com uma cara horrível desde o início do ano letivo, e imagino se está dormindo. Acho sinceramente que não. Harry não era o tipo de pessoa que pudesse encarar com facilidade uma desilusão amorosa. Nenhum psicólogo trouxa teria dificuldades para constatar que o fato se devia a carência óbvia que o garoto tivera de afeto na infância. Tendo perdido os pais tão cedo, e sendo preterido deliberadamente pelas únicas figuras paternas que ele conhecera Harry se apegava muito facilmente às pessoas. Hermione fora para ele a primeira fonte de afeto feminino que ele conhecera e na floresta, sem querer, reabrira feridas antigas na alma dele.Além disso, apesar de ter perdido muitas pessoas queridas na guerra, só agora, com o fim dela e sem Voldemort a lhe perturbar a mente Harry tinha cabeça para pensar finalmente em amor, era irônico que agora já tarde demais para ele, quando ele só tinha dezoito anos. Não estava sendo nada fácil tudo aquilo e Gina não lhe dava o tipo de apoio que ele precisava, só queria saber de amassos e mais amassos, estava sempre ocupada em manter seu posto de garota mais popular de Hogwarts e obcecada em se divertir o máximo possível a todo momento aquilo as vezes o cansava. “Não não tenho dormido, não tenho comido também mas eu estou aqui do seu lado como sempre” Harry pensou com amargura. “Ah, Mione, por que você não consegue ver?” - Eu estou bem, terminou? – o rapaz perguntou apontando para o jantar, percebendo que Hermione parara de comer. - Bem... Já – a garota falou, passando os olhos pelo salão comunal. – Ela olhou o relógio em seu pulso – eu realmente tenho que ir. Estou atrasada para a reunião dos monitores... Harry fez um aceno positivo com a cabeça e sorriu. Mas nesse instante, Orla Quirke, a monitora da Corvinal, passava pela mesa e disse.- Granger a reunião foi adiada... O Rony Weasley não avisou você? - Não – Hermione disse confusa.- Mas eu falei com ele depois da aula. Ele disse que ia encontrar com você e dar o recado. - O Rony deve ter esquecido – Hermione murmurou. Harry pensou consigo mesmo que, considerando a forma intempestiva com que o amigo os deixara horas atrás, o fato era facilmente explicável mas Rony estava entrando no salão naquele momento. - Rony – Hermione disse, deixando escapar um suspiro de alívio. – Onde você esteve? - Esfriando a cabeça. – o rapaz resmungou, desviando os olhos. – Esqueci de avisar que a reunião dos monitores foi cancelada. Desculpe... - Você precisa aprender a separar questões pessoais de problemas da monitoria...- Eu sei, me desculpe – Rony resmungou contrariado. Hermione levantou-se e começou a caminhar sem esperar por ele, que foi atrás dela e Harry os seguiu. -Vai ficar muito zangada por causa disso? - O que você esperava, uma condecoração? - Ah, Mione! Você sabe que sou eu quem tem motivos para estar realmente aborrecido com você e, no entanto...

E assim entre as discussões dos amigos chegaram a sala comunal, com Harry precisando controlar-se para não se envolver. Gina o aguardava com o olhar de adoração que lhe lançava normalmente e se jogando nos braços dele o beijou com fervor e dessa vez ele não se esquivou, não a mandou parar e nem a repreendeu, deixou-se levar, até que ouviu uma vozinha conhecida, parecida com a voz que sua consciência falava. - Nossa que animação! Isso aqui não é a torre de astronomia!– Hermione falou severa. - É mesmo, galera, menos amasso ai por favor estamos em público! Completou Rony.- Sou monitor e se a minha irmã e o meu melhor amigo ficam se agarrando dessa forma, como fica a minha autoridade?Harry desgrudou de Gina, fazendo um barulho de desentupidor de pia e voltou a tona, não podia acreditar que Rony o estivesse repreendendo sendo que há duas horas praticamente atacara Hermione diante dos olhos deles.-Olha quem fala não é Ronald? Hermione se encarregava de aproveitar o gancho, está vendo como é feio ficar se agarrando em público?- Quantas vezes eu vou ter que repetir. Se eu digo que não fiz de propósito, é porque eu... -Chega, não diz nada. Estamos bem e... … isso o que importa. Harry forçou um sorriso para Gina que o olhava com um olhar de "Esses dois não têm solução" e suspirando olhou pela janela, ah, não! “Estamos bem”... Rony podia estar bem, mas e Hermione estava? Será que ela não via que Rony não a entendia, sequer a ouvia ou se importava com os sentimentos dela! Ela não poderia querer ser namorada de alguém com quem vivia brigando! Ela não poderia fazer isso, não mesmo! Mas Hermione havia feito a escolha dela e ele tinha que simplesmente aceitar. Ele ouvia ao longe o recomeço da discussão dos amigos... Tudo era como antes, mas, ele, não era mais o mesmo. Aquela discussão o entristecia ao invés de simplesmente irritar como antigamente... Por que aqueles dois brigavam tanto? Ele olhou para Hermione. Ela não parecia feliz, seria impressão dele? Seria o desejo dele de que ela percebesse o erro? Não, ele a conhecia e ela não estava feliz. Mas o que ele podia fazer? Nada! Nada, enquanto Hermione persistisse em ser a ... Olhou para Rony na sua frente e para Gina ao seu lado. Ah, ele nunca poderia fazer nada. Ele ouviu ao longe a voz de Hermione o chamando, talvez fosse a sua imaginação... Ah, ela chamara de novo: -Harry! Esse último chamado foi um pouco mais próximo. Ele respondeu, baixinho também se curvando para a frente. -Oi. -Você está bem? -Sim, estou. - Você está triste. O que está acontecendo? -Nada... Eu...Gina virara-se para ele, pegando-o pelos ombros e forçando-o a olha-la e desatou a falar supondo pelo visto que esse era SEU papel agora e não de Hermione.-Harry, você não deve se culpar pelas mortes que aconteceram. O que você fez foi evitar que mais mortes acontecessem, se Voldemort estivesse vivo você acha que...Hermione por exemplo, sendo uma sangue ruim, estaria viva? Ele sentiu um golpe ao ouví-la chamar Hermione assim, semelhante ao que sentiu quando ouviu a Sra. Weasley aconselhando Rony a tomar cuidado com Hermione.-Ah, Gina, por favor, não diga...-NÃO CHAME HERMIONE ASSIM!!! GRITOU RONY. -Deixe Rony, não tem importância. Hermione apartou conciliadora. -Ela não disse por mal.-Desculpe, nossa!!! Eu não quis ofender, é que nascidatrouxa é uma palavra muito comprida. O que quis dizer é que: Harry, você evitou mais mortes! E tem que se orgulhar disso! Você derrotou o maior bruxo de todos os tempos e foi mérito exclusivamente seu! -Ah, eu... Harry começara a falar no intuito de corrigir dois erros na sentença de Gina Voldemort não fora jamais o maior bruxo que já existira e sim Dumbledore e o mérito não era todo seu, era no mínimo de Rony, Hermione, Neville e Crabble, que haviam igualmente destruído horcruxes, mas calou-se ao ver o olhar "cale a boca já" de Hermione porque Gina jamais soubera dos detalhes da derrota de Voldemort.-Ela tem razão Harry. Falou Hermione.- … Harry e com o tempo você vai se acostumar a viver em paz e ser feliz ao meu lado. Terminou Gina.Talvez fosse simplesmente o efeito de toda a estranheza daquele dia. Ou, quem sabe, ele estava apenas permitindo-se ser um pouco menos Hermione Granger. O fato é que ele já havia colado seus lábios aos de Gina nova Mas mente antes que pudesse pensar a respeito e a sensação de tomar a iniciativa com ela pela primeira vez pareceu-lhe incrivelmente interessante. Pela primeira vez naquela noite, não havia nada em sua cabeça e percebeu que gostava daquilo, Gina o puxou pela mão e subiram para os quartos abandonados do dormitório masculino, enquanto Rony e Mione continuavam sua interminável discussão.

Se havia alguma mágica naquele momento, no entanto, rompeu-se tão repentinamente como começou. Uma voz rouca e trêmula exclamou o nome de Hermione, fazendo Harry pular para trás e afastar-se de Gina extremamente constrangido. Quando virou para encarar o indivíduo que os pegara em flagrante, o menino deparou-se com uma garota do quinto ano de olhos arregalados. - Hermione – a garota repetiu. - O que houve? – perguntou Harry, tomado por um péssimo pressentimento. - Por favor, ajude... Ele... Alguma coisa... Não sei o que... Ele... Onde está Hermione?Harry voltou pela escada chamando pela amiga, Rony ergueu uma sobrancelha, dividido entre a surpresa e o divertimento. Hermione correu para junto de Harry e Rony os seguiu, voltando pelo caminho que acabara de percorrer com Gina que permanecia sentada na cama com cara de poucos amigos. - Acalme-se, ok? - Mione colocou as mãos sobre os ombros da menina gentilmente. Percebeu que ela estava tremendo extremamente descompassada. – Eu não estou entendendo... - Dênis Creevey, bebeu alguma espécie de veneno e está agonizando. Ele vai morrer se não fizermos alguma coisa! Você tem que vir comigo! Harry sentiu seu coração levar um choque desde que o irmão mais velho morrera na guerra no ano anterior, Dênis apresentava sinais obvios de depressão e parecia estar enfrentando uma oposição ferrenha dos pais a continuar em Hogwarts. Hermione deixou-se arrastar pela garota, parecendo atônita com o que acabara de ouvir. Antes de desaparecer na curva do corredor conseguiu, de algum modo, raciocinar, e berrou para Rony que fosse buscar Slugorn. Não ficou para ver se ele a obedeceria, Rony desceu aos pulos os degraus da escada e Harry ficou novamente só com Gina, no entanto a magia se fora, olhou para ela esperando algum sinal de preocupação com Dênis ou idéia para ajudar, mas ela parecia impassivel e furiosa. - O ... o quê foi? Perguntou o garoto incerto.- Esse imbecil tinha que resolver se matar justo agora? Perguntou ela furiosa.-GINA!! Como consegue ser tão egoísta e insensível, ele é irmão do Colin, só está passando por tudo isso por causa da Guerra...por minha culpa...-Ah não Harry, me economize de outra crise de culpa e baixo astral, vêm aqui e vamos continuar nos divertindo, se ele quer se matar que morra logo!!! Ela lhe estendeu a mão com uma expressão sorridente no rosto, como se o estivesse chamando para um simples passeio após o jantar. Aquilo lhe enervava em Gina, a frivolidade, a recusa constante em se aborrecer com qualquer coisa que não fosse de seu interesse direto, ele tinha ganas de socá-la as vezes. Harry agarrou o pulso da namorada e a puxou alguns metros adiante no corredor transversal, e escancarando com um chute uma porta que estava entreaberta praticamente a jogou dentro do dormitório onde Hermione estava debruçada sobre um Dênis agonizante e a outra garota chorava desconsolada sobre a cama, sentiu-se nauseado com a cena que viu, ao mesmo tempo em que um odor agridoce de morte inebriava seus sentidos. Dênis, sofrendo tremedeiras que eram quase convulsões, jazia no chão caído em uma posição completamente deformada, enquanto Hermione segurava sua cabeça e murmurava algo que parecia encantamento. Gina se atirou para a porta, tentando fugir do local, mas Harry puxou a namorada para seu lado e abraçando-a prendeu ela ali, achava que já estava na hora de Gina acordar parar de ser tão egocêntrica. - Agüente, por favor, agüente – soluçou Hermione– Já estamos trazendo ajuda. Você vai ficar bem, eu sei que vai... Olhe para mim, por favor. O Professor Slugorn, Aberforth e MacGonagall, entraram neste exato momento: - Afaste-se, Granger – Aberforth sibilou, empurrando-a para o lado. Minerva passou os braços ao redor de Hermione e Harry imaginou se aquilo seria um abraço ou um ato de contenção. Alguns minutos se passaram sem que ninguém ousasse falar. Slugorn deu-lhe uma poção e observava o garoto com seus olhinhos minúsculos. McGonagall e Aberforth estavam visivelmente confiantes no talento do colega. Rony permanecia boquiaberto, e a outra garota parecia visivelmente apavoradaTodos assistiram a tremedeira de Dênis diminuir aos poucos. Gina soltou um ruído seco quando as pálpebras do garoto se fecharam devagar. Slugorn ergueu os olhos para eles. - Ele vai ficar bem. Harry, sentiu seus joelhos fraquejarem quando Rony o abraçou rindo. Enquanto todos respiravam aliviados, Mione desabava em lágrimas com a garota amiga de Dênis. - Calma, minhas queridas, tudo vai ficar bem agora – a professora MacGonagalL falou num tom maternal abraçando as duas. Slugorn e McGonagall levaram Dênis desacordado para a ala hospitalar, e Rony conseguiu levar Hermione e a outra garota para a sala comunal, persuadindo-as a descansar um pouco. Deixaram o quarto e Harry e Gina ficaram sozinhos novamente. Harry estava atordoado demais para falar alguma coisa nos primeiros minutos. Tudo acontecera muito rápido. Foi Gina quem, após algum tempo, quebrou o silêncio. - Então está vendo? Não foi preciso você interfer para salvar a vida dele!!! Não está com inveja de Hermione? Disse a garota rindo zombeteira. Harry não se deu ao trabalho de lançar-lhe um olhar assassino, estava muito decepcionado com ela e falou com raiva: - Ao invés de falar besteiras, porque você não vem me dar uns amassos já que obviamente é isso que você quer? Gina corou, constrangida, mas fez o que ele sugeriu. Ficaram algum tempo assim, sem dizer nada. Então se deram as mãos e, finalmente, caminharam de volta ao salão comunal da Grifinória.