Aberforth, realmente logo se tornou o Professor preferido de Hogwarts, engraçado, brincalhão e carismático, ele até tentava ser um diretor de casa tão inflexível, quanto MacGonaggal, Mas não conseguia ser tão bravo quanto ela o que causava situações hilárias, Rony se tornara o aluno preferido dele e seu braço direito, mas com Harry e Hermione ele continuava a agir como se os garotos precisassem aprender alguma particular lição de humildade.Harry até entendia que ele agisse dessa forma com ele próprio, já que Harry sempre fora o aluno preferido de Dumbledore e Aberforth, como ele sabia fora ofuscado a vida toda pelo irmão mais inteligente e famoso, mas não entendia o que Hermione tinha a ver com isso, não obstante a garota ser a melhor e mais brilhante aluna de Trasfiguração o que, obviamente MacGonagall lhe informara, ela era a namorada de Rony, que afinal era o aluno preferido de Aberforth, mesmo assim o professor ignorava solenemente a garota e jamais a elogiava. Ela não reclamava, mas Harry se revoltava com a injustiça. Os demais professores, ao contrário, como a maioria da população bruxa, tratava Harry e Hermione com uma deferência que cansava e por vezes ignoravam Rony e Gina insistindo em agir como se Harry e Mione fossem um casal, isso piorava tudo, pois Hermione, certamente para evitar tais situações, se afastava cada vez mais dele. Slugorn se vangloriava de que haviam sido dois membros do clube do Slugue, os maiores responsáveis pela derrota de Voldemort, esquecendo-se de mencionar que Harry jamais chegara realmente a frequentar o tal Clube ou que Rony, o outro maior responsável pela derrota de Voldemort, nunca havia sido convidado para fazer parte do mesmo. Já era final de tarde quando o sinal que anunciava o fim da aula de Poções soou, para a alegria geral da classe. Hermione, como de costume, não parecia ter pressa. Harry tocou seu ombro gentilmente e falou baixinho. - Ei – vou andando na frente. Gina insistiu em me ver antes do jantar... Eu não queria ir, mas... - Ok – Mione disse displicente. Não ergueu os olhos do que estava fazendo para encará-lo. - Certo, então – a mão do rapaz escorregou de seu ombro – Falo com você mais tarde. Harry se afastou lentamente. Lançou um olhar da porta, vendo-a ainda arrumar os cadernos na mochila mordendo o lábio inferior, ela tinha essa mania quando estava pensativa. - Você decididamente precisa superar isso, Harry– murmurou para si mesmo. Mas ao se afastar, deliberadamente se arrastando, pôde ouvir quando ela saiu da sala de aula e assim que colocou os pés para fora da masmorra, trombou violentamente com um garoto da Sonserina, de modo que seu material ainda fora da mochila espalhou-se desastradamente aos seus pés. - Por que você não olha por onde anda? – ela exclamou zangada, mas o rapaz já havia desaparecido na curva do corredor. – Perfeito – resmungou, ajoelhando-se para juntar as suas coisas. Harry voltou imediatamente para ajudá-la. -Não precisa, Harry pode deixar, Gina vai se aborrecer se você se atrasar de novo! Ela disse preocupada.-Não Mione, me deixe te ajudar e eles seguraram juntos, um mesmo estojo e o olhar de um encontrou o do outro pela primeira vez em semanas.O professor Slugorn saiu da classe neste exato momento, passando por eles, um sorrisinho sarcástico desenhado sob o farto bigode. - Que galante Potter! Granger você realmente é uma garota de sorte!– ele falou, passando reto por eles e sumindo de vista antes que tivessem tempo de retrucar.Furiosa, a menina empilhou seus livros com força um sobre o outro e acabando por derramar um vidro de tinta sobre os pergaminhos.- NOSSA QUE ESTRAGO! – Rony acabara de virar o corredor, e olhava risonho para o material da garota espalhado pelo chão. Hermione virou-se para encará-lo, parecendo assustada. - Oh... Eu, eu derrubei a tinta, Harry estava me ajudando – ela tentou explicar desnecessariamente. Rony deu um sorrisinho que Hermione demorou um pouco a retribuir. – Deixa que eu lhe ajudo com essas coisas – ele disse, começando a recolher os papeis. - E ai como foi a aula?- Ele tinha se ausentado para resolver alguns problemas da monitoria. - Gina está procurando você de novo. Ele disse sorridente para Harry. - A aula acabou meio tarde... Harry respondeu sem jeito – e eles começaram a caminhar os três juntos. Gina logo apareceu saltitante e se jogou nos braços de Harry num beijo de tirar o fôlego.Rony pareceu, querer competir com o padrão de amassos da irmã, colocando-se no caminho da namorada. - Rony... – Hermione falou com um pouco de impaciência. Ela ergueu os olhos para Rony, corando ao perceber a forma como ele a estava observando. Hermione parecia subitamente nervosa. - O que foi? – Rony perguntou, percebendo que ela fugia de seu olhar. – Qual o problema? Olhe para mim. Rony colocou a mão sob o queixo dela, levantando seu rosto e obrigando-a a encará-lo. Eles nunca haviam estado tão próximos assim na frente de Harry, nunca... - Merlin, você é tão... tão... - Rony gaguejou. - Rony – ela disse num murmúrio, os olhos entreabertos – Vamos com calma, tudo bem? O rapaz respirou fundo, afastando-se. - Eu estou ficando cansado de ir com calma – ele falou parecendo magoado. - Eu sei – Mione disse. – Mas estamos no meio do corredor das masmorras, e se alguém da Sonserina nos apanhar aqui... -E daí? – Rony indagou. – Eu não acho que estejamos fazendo nada errado você é minha namorada ou não? - Sou, claro que sou, mas, acontece que nós somos monitores e...Mas Rony a beijou de surpresa a segurando nos braços. Harry, desviou os olhos, com o ciúme lhe mordendo a alma, não podia fazer nada ele era o namorado dela, mas Hermione protestou:- Rony, por favor – ela desviava o rosto e o empurrava, mas ele era mais forte. – Aqui não... - Aqui não? Em que lugar então? Você nunca me deixa...- Rony...Eu não posso, eu ainda não estou preparada para...- Acontece que eu não posso esperar mais – Rony disse, empurrando Hermione contra a parede violentamente, numa atitude que deixou a menina totalmente sem ação, ele começou a beijá-la e dessa vez havia uma lascividade em seus movimentos que fez Harry ter ímpetos de assassiná-lo e ele realmente se adiantou para fazê-lo, mas Gina interveio.- NÃO ESTÁ OUVINDO A GAROTA RONY? PÁRE DE SER UM TRASGO!!! Disse ela brava.- ”timo! – ele exclamou com irritação, afastando-se de Hermione. – ”timo, como quiser! E com essas palavras o rapaz apressou-se em sumir das vistas dos três, ignorando os chamados da namorada. - Céus – Hermione murmurou – Por que ele tem que agir como se tivesse onze anos, e não dezenove?- Acho que o problema. Disse Gina à amiga, como se explicasse a uma criança muito pequena. - … que vocês não tem mais onze anos, Hermione, quanto tempo espera que ele agüente?Gina sacudiu os ombros e jogou seus longos cabelos para trás, ajeitando a vassoura sobre os ombros. Dirigiram-se em seguida para o salão principal, onde a maior parte de seus colegas já se deliciava com a fartura do jantar. Uma rápida olhada e Harry, que ainda tremia de raiva, soube que Rony não estava lá – nada muito surpreendente, considerando-se a maneira intempestiva com a qual ele os deixara minutos atrás.- Vou até a mesa da Corvinal falar com Luna ok? Já volto. Gina falou deixando Harry e Hermione sozinhos um de frente para o outro novamente. - Desculpe pela cena lamentável. Ela falou parecendo magoada. Harry resmungou qualquer coisa ininteligível, aborrecido com a lembrança. - Eu quero dizer... Você também acha que eu estou errada em não gostar de ficar me agarrando pela escola? E de não me sentir preparada para...certas coisas? Quero dizer...Eu sei que você e Gina já ... Bem eu entendo que garotos têm necessidades...Mas se ele gosta realmente de mim deveria respeitar meus limites não? -… CLARO...HERMIONE … OBVIO QUE SIM, ELE TEM QUE TE RESPEITAR, … S” ME DEIXAR...VOU DAR UM MURRO NELE NA PR”XIMA VEZ...– ele falou ranzinza.- O que foi? Porque está tão zangado?- Não estou zangado.- Harry eu te conheço o que houve?- Bem – Harry começou, brincando com a comida em seu prato desanimadamente– Aquilo que o Slugorn falou...Eu não... - Você deveria ter dito a ele que nós somos como irmãos – Hermione falou displicente.Harry permaneceu alguns minutos sem resposta, o olhar fixo no rosto de Hermione e os lábios entreabertos. - Você está certa... como sempre. Ao dizer isso ele baixou os olhos, com o coração um pouco mais partido do que ele imaginava ser possível. Era isso o que ela pensava, sempre. Dessa forma que o via, como um irmão mesmo, nunca como um homem que pudesse lhe interessar. Estava na hora de se acostumar...Porque obviamente ela em algum momento teria que ceder a Rony...Não queria pensar naquela possibilidade terrível era dolorido demais. - Harry – a voz de Mione trouxe o garoto de volta a realidade. Harry reparou que lentamente os alunos deixavam o salão principal rumo aos salões comunais das suas respectivas casas. Ele ergueu os olhos para a amiga, um pouco distraída. - Ahã? -O que foi? Hermione perguntou ao verificar que ele permanecia calado.-Hum nada, respondeu ele desviando os olhos novamente.-Harry...tem alguma coisa que você queira me contar? Você anda com uma cara horrível desde o início do ano letivo, e imagino se está dormindo. Acho sinceramente que não. Harry não era o tipo de pessoa que pudesse encarar com facilidade uma desilusão amorosa. Nenhum psicólogo trouxa teria dificuldades para constatar que o fato se devia a carência óbvia que o garoto tivera de afeto na infância. Tendo perdido os pais tão cedo, e sendo preterido deliberadamente pelas únicas figuras paternas que ele conhecera Harry se apegava muito facilmente às pessoas. Hermione fora para ele a primeira fonte de afeto feminino que ele conhecera e na floresta, sem querer, reabrira feridas antigas na alma dele.Além disso, apesar de ter perdido muitas pessoas queridas na guerra, só agora, com o fim dela e sem Voldemort a lhe perturbar a mente Harry tinha cabeça para pensar finalmente em amor, era irônico que agora já tarde demais para ele, quando ele só tinha dezoito anos. Não estava sendo nada fácil tudo aquilo e Gina não lhe dava o tipo de apoio que ele precisava, só queria saber de amassos e mais amassos, estava sempre ocupada em manter seu posto de garota mais popular de Hogwarts e obcecada em se divertir o máximo possível a todo momento aquilo as vezes o cansava. “Não não tenho dormido, não tenho comido também mas eu estou aqui do seu lado como sempre” Harry pensou com amargura. “Ah, Mione, por que você não consegue ver?” - Eu estou bem, terminou? – o rapaz perguntou apontando para o jantar, percebendo que Hermione parara de comer. - Bem... Já – a garota falou, passando os olhos pelo salão comunal. – Ela olhou o relógio em seu pulso – eu realmente tenho que ir. Estou atrasada para a reunião dos monitores... Harry fez um aceno positivo com a cabeça e sorriu. Mas nesse instante, Orla Quirke, a monitora da Corvinal, passava pela mesa e disse.- Granger a reunião foi adiada... O Rony Weasley não avisou você? - Não – Hermione disse confusa.- Mas eu falei com ele depois da aula. Ele disse que ia encontrar com você e dar o recado. - O Rony deve ter esquecido – Hermione murmurou. Harry pensou consigo mesmo que, considerando a forma intempestiva com que o amigo os deixara horas atrás, o fato era facilmente explicável mas Rony estava entrando no salão naquele momento. - Rony – Hermione disse, deixando escapar um suspiro de alívio. – Onde você esteve? - Esfriando a cabeça. – o rapaz resmungou, desviando os olhos. – Esqueci de avisar que a reunião dos monitores foi cancelada. Desculpe... - Você precisa aprender a separar questões pessoais de problemas da monitoria...- Eu sei, me desculpe – Rony resmungou contrariado. Hermione levantou-se e começou a caminhar sem esperar por ele, que foi atrás dela e Harry os seguiu. -Vai ficar muito zangada por causa disso? - O que você esperava, uma condecoração? - Ah, Mione! Você sabe que sou eu quem tem motivos para estar realmente aborrecido com você e, no entanto...
E assim entre as discussões dos amigos chegaram a sala comunal, com Harry precisando controlar-se para não se envolver. Gina o aguardava com o olhar de adoração que lhe lançava normalmente e se jogando nos braços dele o beijou com fervor e dessa vez ele não se esquivou, não a mandou parar e nem a repreendeu, deixou-se levar, até que ouviu uma vozinha conhecida, parecida com a voz que sua consciência falava. - Nossa que animação! Isso aqui não é a torre de astronomia!– Hermione falou severa. - É mesmo, galera, menos amasso ai por favor estamos em público! Completou Rony.- Sou monitor e se a minha irmã e o meu melhor amigo ficam se agarrando dessa forma, como fica a minha autoridade?Harry desgrudou de Gina, fazendo um barulho de desentupidor de pia e voltou a tona, não podia acreditar que Rony o estivesse repreendendo sendo que há duas horas praticamente atacara Hermione diante dos olhos deles.-Olha quem fala não é Ronald? Hermione se encarregava de aproveitar o gancho, está vendo como é feio ficar se agarrando em público?- Quantas vezes eu vou ter que repetir. Se eu digo que não fiz de propósito, é porque eu... -Chega, não diz nada. Estamos bem e... … isso o que importa. Harry forçou um sorriso para Gina que o olhava com um olhar de "Esses dois não têm solução" e suspirando olhou pela janela, ah, não! “Estamos bem”... Rony podia estar bem, mas e Hermione estava? Será que ela não via que Rony não a entendia, sequer a ouvia ou se importava com os sentimentos dela! Ela não poderia querer ser namorada de alguém com quem vivia brigando! Ela não poderia fazer isso, não mesmo! Mas Hermione havia feito a escolha dela e ele tinha que simplesmente aceitar. Ele ouvia ao longe o recomeço da discussão dos amigos... Tudo era como antes, mas, ele, não era mais o mesmo. Aquela discussão o entristecia ao invés de simplesmente irritar como antigamente... Por que aqueles dois brigavam tanto? Ele olhou para Hermione. Ela não parecia feliz, seria impressão dele? Seria o desejo dele de que ela percebesse o erro? Não, ele a conhecia e ela não estava feliz. Mas o que ele podia fazer? Nada! Nada, enquanto Hermione persistisse em ser a ... Olhou para Rony na sua frente e para Gina ao seu lado. Ah, ele nunca poderia fazer nada. Ele ouviu ao longe a voz de Hermione o chamando, talvez fosse a sua imaginação... Ah, ela chamara de novo: -Harry! Esse último chamado foi um pouco mais próximo. Ele respondeu, baixinho também se curvando para a frente. -Oi. -Você está bem? -Sim, estou. - Você está triste. O que está acontecendo? -Nada... Eu...Gina virara-se para ele, pegando-o pelos ombros e forçando-o a olha-la e desatou a falar supondo pelo visto que esse era SEU papel agora e não de Hermione.-Harry, você não deve se culpar pelas mortes que aconteceram. O que você fez foi evitar que mais mortes acontecessem, se Voldemort estivesse vivo você acha que...Hermione por exemplo, sendo uma sangue ruim, estaria viva? Ele sentiu um golpe ao ouví-la chamar Hermione assim, semelhante ao que sentiu quando ouviu a Sra. Weasley aconselhando Rony a tomar cuidado com Hermione.-Ah, Gina, por favor, não diga...-NÃO CHAME HERMIONE ASSIM!!! GRITOU RONY. -Deixe Rony, não tem importância. Hermione apartou conciliadora. -Ela não disse por mal.-Desculpe, nossa!!! Eu não quis ofender, é que nascidatrouxa é uma palavra muito comprida. O que quis dizer é que: Harry, você evitou mais mortes! E tem que se orgulhar disso! Você derrotou o maior bruxo de todos os tempos e foi mérito exclusivamente seu! -Ah, eu... Harry começara a falar no intuito de corrigir dois erros na sentença de Gina Voldemort não fora jamais o maior bruxo que já existira e sim Dumbledore e o mérito não era todo seu, era no mínimo de Rony, Hermione, Neville e Crabble, que haviam igualmente destruído horcruxes, mas calou-se ao ver o olhar "cale a boca já" de Hermione porque Gina jamais soubera dos detalhes da derrota de Voldemort.-Ela tem razão Harry. Falou Hermione.- … Harry e com o tempo você vai se acostumar a viver em paz e ser feliz ao meu lado. Terminou Gina.Talvez fosse simplesmente o efeito de toda a estranheza daquele dia. Ou, quem sabe, ele estava apenas permitindo-se ser um pouco menos Hermione Granger. O fato é que ele já havia colado seus lábios aos de Gina nova Mas mente antes que pudesse pensar a respeito e a sensação de tomar a iniciativa com ela pela primeira vez pareceu-lhe incrivelmente interessante. Pela primeira vez naquela noite, não havia nada em sua cabeça e percebeu que gostava daquilo, Gina o puxou pela mão e subiram para os quartos abandonados do dormitório masculino, enquanto Rony e Mione continuavam sua interminável discussão.
Se havia alguma mágica naquele momento, no entanto, rompeu-se tão repentinamente como começou. Uma voz rouca e trêmula exclamou o nome de Hermione, fazendo Harry pular para trás e afastar-se de Gina extremamente constrangido. Quando virou para encarar o indivíduo que os pegara em flagrante, o menino deparou-se com uma garota do quinto ano de olhos arregalados. - Hermione – a garota repetiu. - O que houve? – perguntou Harry, tomado por um péssimo pressentimento. - Por favor, ajude... Ele... Alguma coisa... Não sei o que... Ele... Onde está Hermione?Harry voltou pela escada chamando pela amiga, Rony ergueu uma sobrancelha, dividido entre a surpresa e o divertimento. Hermione correu para junto de Harry e Rony os seguiu, voltando pelo caminho que acabara de percorrer com Gina que permanecia sentada na cama com cara de poucos amigos. - Acalme-se, ok? - Mione colocou as mãos sobre os ombros da menina gentilmente. Percebeu que ela estava tremendo extremamente descompassada. – Eu não estou entendendo... - Dênis Creevey, bebeu alguma espécie de veneno e está agonizando. Ele vai morrer se não fizermos alguma coisa! Você tem que vir comigo! Harry sentiu seu coração levar um choque desde que o irmão mais velho morrera na guerra no ano anterior, Dênis apresentava sinais obvios de depressão e parecia estar enfrentando uma oposição ferrenha dos pais a continuar em Hogwarts. Hermione deixou-se arrastar pela garota, parecendo atônita com o que acabara de ouvir. Antes de desaparecer na curva do corredor conseguiu, de algum modo, raciocinar, e berrou para Rony que fosse buscar Slugorn. Não ficou para ver se ele a obedeceria, Rony desceu aos pulos os degraus da escada e Harry ficou novamente só com Gina, no entanto a magia se fora, olhou para ela esperando algum sinal de preocupação com Dênis ou idéia para ajudar, mas ela parecia impassivel e furiosa. - O ... o quê foi? Perguntou o garoto incerto.- Esse imbecil tinha que resolver se matar justo agora? Perguntou ela furiosa.-GINA!! Como consegue ser tão egoísta e insensível, ele é irmão do Colin, só está passando por tudo isso por causa da Guerra...por minha culpa...-Ah não Harry, me economize de outra crise de culpa e baixo astral, vêm aqui e vamos continuar nos divertindo, se ele quer se matar que morra logo!!! Ela lhe estendeu a mão com uma expressão sorridente no rosto, como se o estivesse chamando para um simples passeio após o jantar. Aquilo lhe enervava em Gina, a frivolidade, a recusa constante em se aborrecer com qualquer coisa que não fosse de seu interesse direto, ele tinha ganas de socá-la as vezes. Harry agarrou o pulso da namorada e a puxou alguns metros adiante no corredor transversal, e escancarando com um chute uma porta que estava entreaberta praticamente a jogou dentro do dormitório onde Hermione estava debruçada sobre um Dênis agonizante e a outra garota chorava desconsolada sobre a cama, sentiu-se nauseado com a cena que viu, ao mesmo tempo em que um odor agridoce de morte inebriava seus sentidos. Dênis, sofrendo tremedeiras que eram quase convulsões, jazia no chão caído em uma posição completamente deformada, enquanto Hermione segurava sua cabeça e murmurava algo que parecia encantamento. Gina se atirou para a porta, tentando fugir do local, mas Harry puxou a namorada para seu lado e abraçando-a prendeu ela ali, achava que já estava na hora de Gina acordar parar de ser tão egocêntrica. - Agüente, por favor, agüente – soluçou Hermione– Já estamos trazendo ajuda. Você vai ficar bem, eu sei que vai... Olhe para mim, por favor. O Professor Slugorn, Aberforth e MacGonagall, entraram neste exato momento: - Afaste-se, Granger – Aberforth sibilou, empurrando-a para o lado. Minerva passou os braços ao redor de Hermione e Harry imaginou se aquilo seria um abraço ou um ato de contenção. Alguns minutos se passaram sem que ninguém ousasse falar. Slugorn deu-lhe uma poção e observava o garoto com seus olhinhos minúsculos. McGonagall e Aberforth estavam visivelmente confiantes no talento do colega. Rony permanecia boquiaberto, e a outra garota parecia visivelmente apavoradaTodos assistiram a tremedeira de Dênis diminuir aos poucos. Gina soltou um ruído seco quando as pálpebras do garoto se fecharam devagar. Slugorn ergueu os olhos para eles. - Ele vai ficar bem. Harry, sentiu seus joelhos fraquejarem quando Rony o abraçou rindo. Enquanto todos respiravam aliviados, Mione desabava em lágrimas com a garota amiga de Dênis. - Calma, minhas queridas, tudo vai ficar bem agora – a professora MacGonagalL falou num tom maternal abraçando as duas. Slugorn e McGonagall levaram Dênis desacordado para a ala hospitalar, e Rony conseguiu levar Hermione e a outra garota para a sala comunal, persuadindo-as a descansar um pouco. Deixaram o quarto e Harry e Gina ficaram sozinhos novamente. Harry estava atordoado demais para falar alguma coisa nos primeiros minutos. Tudo acontecera muito rápido. Foi Gina quem, após algum tempo, quebrou o silêncio. - Então está vendo? Não foi preciso você interfer para salvar a vida dele!!! Não está com inveja de Hermione? Disse a garota rindo zombeteira. Harry não se deu ao trabalho de lançar-lhe um olhar assassino, estava muito decepcionado com ela e falou com raiva: - Ao invés de falar besteiras, porque você não vem me dar uns amassos já que obviamente é isso que você quer? Gina corou, constrangida, mas fez o que ele sugeriu. Ficaram algum tempo assim, sem dizer nada. Então se deram as mãos e, finalmente, caminharam de volta ao salão comunal da Grifinória.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
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