As coisas na cabeça e no coração de Harry melhoraram milagrosamente após a conversa com Hermione na sala comunal, ela voltou a passar muito tempo com ele e Rony e ele voltou a ter vontade de rir por qualquer coisa e a ter vontade de jogar quadribol e ser atuante no FALE, ela não parecia mais ter medo de pegar na mão dele, abraçá-lo ou de olhá-lo nos olhos e até Rony e Gina pareciam mais felizes e aliviados com a melhora no humor de Harry.
No começo de dezembro houve um passeio a Hogsmead, que os alunos haviam sonhado por meses já que, extraordináriamente, seria o único daquele ano.-Vou pegar outro casaco, hoje está anormalmente frio. Disse Harry aos amigos que já estavam prontos na sala comunal.E dirigindo-se ao dormitório, Harry abriu o malão a procura de um casaco bem reforçado que fazia tempo que não usava, estava bem no fundo junto com um jornal velho e um pedaço de espelho esquecido, ele pegou o casaco deu uma sacudida e colocou, enfiando as mãos no bolso, sentiu que havia algo ali, ao retirar percebeu que eram luvas femininas de tecido caramelo, com um botãozinho preto fechando o punho. Eram de Hermione. Ele se lembrou imediatamente, na noite em que eles haviam saído para Godric´s Hollow, ela a usava, mas depois durante a caminhada devia ter deixado no bolso dele, porque no cemitério ela já estava sem luvas, disso ele tinha certeza porque ainda lembrava da sensação da mão dela na dele enquanto ele permanecia parado em frente a sepultura dos pais e das mesmas mãos fazendo o gesto com a varinha que fez aparecer uma coroa de flores para eles, como se ela tivesse lido os desejos do coração de Harry naquele momento, como lera tantas vezes mais.Como aquelas luvas foram parar ali, ele não conseguia se lembrar, mas ficou olhando para elas hipnotizado, como se fossem realmente as mãos da amiga que ele tivesse entre as suas novamente, sabia que o certo era devolvê-las, mas não queria fazê-lo, encostou-as no rosto e sentiu o cheiro dela, devia ser somente a sua imaginação, precisava parar com aquilo, as luvas não lhe pertenciam, mas ele não conseguia devolvê-las, apertou-as forte entre as mãos e olhando para os lados, com uma sensação de que estava fazendo algo muito errado, escondeu-as novamente entre suas roupas, descendo a escada rumo a sala comunal. Hogsmead estava coberta de neve e, ainda que fosse início de dezembro, já era possível ver a decoração de natal das lojas. Harry viu Cho distraída na porta da casa de chá de sua propriedade e rapidamente puxou a mão de Gina e dobrou a esquina para evitar outra cena.Rony e Hermione os seguiram para a Dedosdemel, acompanhados por Dino e Luna, onde os garotos compraram uma quantidade astronômica de doces e guloseimas e depois resolveram ir para a Zonkos, que por sinal havia sido comprada por Rony e Jorge.- Ah, eu me esqueci, queria tomar um sorvete de fruta, daqueles que fazem levitar. Disse Hermione, fazendo menção de retornar a loja de doces, mas Rony a segurou pelo braço.- AGORA NÃO! - Mas Rony é rápido eu...- Mione, quero que você conheça a minha loja nova e preciso dar uma supervisionada nas coisas por lá, você também devia se interessar pelo assunto é o nosso futuro, você não se importa? Disse o garoto fazendo cara de triste.Hermione pareceu penalizada, Rony sempre conseguira tudo que quisera da garota se fazendo de vítima e com o tempo aprendera a se beneficiar disso.- Claro que me importo Rony...Está bem, vamos para a Zonkos!A loja estava realmente mudada, com a Administração de Jorge e Rony tudo melhorara por ali, Rony logo foi para o fundo da loja para conversar com os funcionários e Gina o seguiu para ver Jorge.Luna e Dino olhavam um conjunto de mágicas para trouxas há umas três prateleiras de distância e Harry se aproximou de Hermione que parecia não saber muito bem o que estava fazendo ali.- E então...belo futuro hein!!! Ele disse olhando para a loja fingindo estar bem impressionado.- Cala a boca Harry...Ela respondeu entre risos.- O que foi? Não é tudo o que você sempre sonhou? Ele continuou entre risos, só para implicar com ela. - Acha mesmo que eu combino com esse lugar? Ela perguntou incerta.- Bem, pelo jeito não é só esse lugar não é? Já se tornou uma rede de lojas e... outras coisas...Eles estão ricos...- Ah pelo amor de Deus Harry!!! Você sabe do que eu estou falando. Ela continuou agora definitivamente desesperada. - Acha que o problema reside em ser rica ou não? Você não viu como eu fui criada, como meus pais vivem? Você parece o Rony falando em ser rico como se isso me impressionasse, como se isso sequer me importasse. Isso não basta!!! Eu quero que minha vida faça diferença. - Calma, calma, Mione, sou eu quem está aqui lembra?. Disse o garoto um pouco assustado com a veemência da amiga. - Claro que não é do seu feitio simplesmente deitar nos louros do dinheiro e aproveitar a vida, mas na realidade, você já fez...montes...Mione, você fez mais que muitos bruxos extremamente qualificados e mesmo que nunca mais faça nada, sua vida já fez diferença...a nossa vida já fez diferença.- … isso que você quer para você agora? Ela perguntou olhando dentro dos olhos dele.- Isso o que? Ele perguntou incerto.- Uma vida medíocre, sem desafios, projetos sem riscos?- Não. - E acha errado eu também não me contentar apenas com isso?- Não.- Então você me entende. Ela falou terminando a conversa, já que Luna se aproximava com a expressão sonhadora de sempre. Ele entendia Hermione totalmente, sabia o que ela estava sentindo, ela realmente não combinava com aquele lugar e era difícil imagina-la dali a alguns anos uma espécie de Sra. Weasley do futuro. Como Rony e Gina demoravam demais no interior da loja de logros, os demais resolveram esperá-los no Três vassouras, tomando cerveja amanteigada. Ao seguirem para o pub, puderam avistar ao longe a fachada abandonada do Cabeça de Javali, com Aberforth dando aulas em Hogwarts o segundo Pub da Vila tivera que ser fechado. O três vassouras estava quente e caloroso e enquanto Hermione, Luna e Dino, seguiram para uma mesa, Harry foi até o balcão pegar quatro cervejas, que ele equilibrou com dificuldade de volta para a mesa, o pub sempre estivera muito cheio aos sábados, mas com a proximidade dos feriados de natal, as lojas de Hogsmead recebiam uma quantidade extra de visitantes e viravam a noite abertas e o agora único bar da Vila, estava praticamente intransitável. - Pronto, aqui estão. Harry disse depositando ofegante os copos em frente aos amigos.- Você viu quem está ai Harry? Perguntou Dino, com mal disfarçado prazer.Harry olhou para o lado e viu uma figura de cabelos louros em cachos, óculos de aro de tartaruga e enormes unhas vermelhas vindo em direção a eles.- Ah não, Murmurou Hermione, baixando os olhos para o copo. - Harry Potter. Que coincidência encontrá-lo. Rita Skeeter disse com um sorriso forçado a pena de repetição rápida saltando lépida de dentro da bolsa de couro de crocodilo. - O que está fazendo na Vila? Como vai o último ano de preparação? O que pretende fazer depois de Hogwarts? Acha que os amigos que fez durante a guerra o poderão ajudar em suas ambições profissionais?Mas Hermione cortou-a imediatamente. - Ele não precisará de ajuda nenhuma. Têm competência o suficiente para conseguir o que quiser por si mesmo. Dê o fora Rita não tem nada aqui para você.- Ora, ora, ora, se não é a Srta. Perfeição. Rita olhava divertida para a garota. - Sempre ao lado do herói não é? O braço direito. Como você se sentiu depois de tanta dedicação, sendo abandonada por Harry, querida? Eu soube que ele está de casamento marcado com uma bruxa de puro-sangue, salvo engano pertencente a uma das mais tradicionais famílias bruxas, os Weasleys? Como você se sentiu, discriminada? Preterida? Injustiçada? - SAIA DAQUI AGORA! Hermione disse olhando ameaçadora para a repórter. -Nosso trato não se desfez apenas porque permiti que você voltasse a trabalhar.- Bem...Mas se a história for realmente boa, até que uns meses em Azkaban não me farão tão mal. Não se esqueça, querida, que o atual Ministro me deve muito, pois fui a única jornalista altruísta a dar voz à verdade, quando entrevistei gratuitamente o eleito para o Pasquim afirmando que o Lord das Trevas voltara. E dizendo isso se retirou ainda rindo e comentando algo com o fotógrafo que a acompanhava. - Ela é uma mulher ruim. Constatou Luna olhando distraída para a porta. - Rony chegou. Realmente Rony e Gina estavam adentrando o Pub cobertos de neve. E assim, após outras tantas cervejas amanteigadas e muitos insultos a Rita Skeeter os seis deixaram o Pub e voltaram a escola.Naquela noite, Harry não conseguiu dormir lembrando do que Rita Skeeter dissera, era um absurdo! Ele não abandonara Hermione e preferira Gina! Ele simplesmente jamais tivera a escolha, fora Hermione quem preferira Rony! Era tão injusto que tudo que as pessoas pudessem saber, tudo que os jornais pudessem noticiar fosse aquela paródia da verdade! E então, desistindo de perseguir o sono, Harry saiu da cama e desceu para a sala comunal, quase não se assustou ao encontrar Hermione, olhando absorta para a janela, era como se, sem palavras, tivessem marcado aquele encontro e parecia que haviam trocado os papéis da noite em que haviam acabado na cozinha, agora ele estava na escada e ela na janela.- Vai chover... – comentou a garota ainda de costas, como se tivesse pressentido a chegada dele- Harry notou que ela parecia triste...-Você está bem?-Estou, o Rony já dormiu?-Ah...sim e a Gina? Harry perguntou.-Também...sabe sono pesado.-Deve ser de família.Hermione sorriu de leve, e Harry sentiu que poderia destruir um exército de dementadores,
apenas com a lembrança daquele sorriso e sem conseguir se controlar disse num impulso:- Então, vamos buscar comida na cozinha?- O que?- … Mione, você não está com fome?- Claro que não, nós comemos como trasgos em hogsamead.- Então só me acompanhe...Ela pareceu tentada, mas uma expressão de dúvida passou pelo seu rosto.-Ah, vamos Mione!!! - Ninguém vai nos ver, a gente se cobre com a capa do meu pai e depois somos maiores de idade podemos sair à noite quanto eu quisermos.E para total surpresa de Harry Hermione concordou, eles se cobrirarm com a capa da invisibilidade e passaram pelo buraco do retrato. Mas assim que que passou o braço sobre os ombros da garota e ela estremeceu Harry percebeu que os receios dela eram maiores.- Hermione, o qu... - Harry talvez nós devêssemos voltar. - Por quê?- Harry observou a amiga que parara, aparentemente pensando em uma boa desculpa para voltar...A garota parou por um momento, obviamente tomando uma decisão. – Por nada, vamos, além do mais quero um chocolate quente.-Você disse que estava sem fome. Lembrou ele encolhendo os ombros.- Eu mudei de idéia... Eu faço muito isso... – acrescentou ela com um sorriso.- …, eu percebi... Disse ele divertdo.Alguns momentos mais tarde eles voltavam para a sala comunal aos risos, quando Harry teve uma súbita inspiração:- Vamos para a sala precisa.- S...sala precisa?- …, vamos assim ninguém vai nos incomodar. - Harry é perigoso se nos virem, o que vão pensar?- Você me prometeu parar com essa bobagem... Ele disse fazendo cara de triste a fim de convencê-la ( estava aprendendo com Rony). - Harry? Disse a amiga com a testa ligeiramente franzida.- O que? - Oh Harry vamos! Você não acha que ... Quero dizer... O que agente ta fazendo? – ok... Agora ele estava oficialmente perdido...- Er... Indo para a Sala Precisa...?- Certo... – concordou ela impaciente e ligeiramente vermelha agora. – Mas o que isso significa? – logo a conversa fez sentido para Harry. E apesar de ter uma resposta totalmente contrária em sua mente, a ponta de sua língua se preparou para outra:- Significa que queremos um pouco de privacidade, só isso. – mentiu ele. Olhe... Se você não quiser tudo bem... – não, não estava bem. Ele queria ir ... e sabia que se ela aceitasse, os dois iriam se divertir... - Ok, olhe... Eu estou sendo estúpida... Você está certo... Vamos. Ao se verem na segurança da sala precisa, hoje transformada praticamente num terraço com uma linda vista para a neve de onde podiam até avistar Hogsmead ao longe, eles tiraram a capa e Harry pôs os olhos na amiga... Assim como ele, ela estava um tanto descabelada... E ainda assim...- O que...? – perguntou ela, tirando Harry de seus pensamentos. Só agora ele percebia que ele devia estar observando-a por muito tempo...- O que? – desconversou ele.- Harry! - O que? – repetiu.- Pare! – reclamou ela, apesar de ter um sorriso nos lábios.- Eu?- agora ele próprio estava rindo da expressão da amiga.- …, você! - O que foi que eu fiz?- exclamou ele, perdido.- Você... Bem... Você fica me olhando assim...! - Como? – questionou ele agora com um ligeiro rosado no rosto, e a sensação de que já sabia do que a amiga falava...- Eu não sei... … só... Diferente... Do usual eu quero dizer... – explicou ela agora baixando os olhos. Harry não soube o que dizer... - Er... Isso é muito ruim...? – perguntou ele sem pensar.
- Eu... Depende... – Harry encarou a amiga. O que ele estava fazendo? Só agora ele percebia do que a garota estava falando quando sugeriu que voltassem para a cama... Por ele, Harry sabia que se continuasse ali só havia uma forma de aquilo acabar... Pelo menos do ponto de vista completamente irracional... (que, diga-se de passagem, estava em completa vantagem naquele momento).Além do mais. Pensou ele justificando-se. Havia sido ela quem mudara de idéia e resolvera vir com ele certo? Então se alguma coisa acontecesse, pressupondo claro que algo iria acontecer, seria por vontade mútua... Quero dizer... Geralmente são necessárias duas pessoas para esse tipo de coisa... Um silêncio quase que tocável se abateu sobre os dois, enquanto Harry observava Hermione tomar o chocolate dela calada. Logo, ele foi tomado por uma imensa vontade de rir à visão da amiga...- O que? – perguntou ela levemente irritada, ao ver que Harry ria dela. - Seu rosto... – respondeu Harry ainda rindo. – Você tem chocolate no seu rosto- Onde? – ela perguntou já passando a mão em uma das bochechas. Fazendo Harry rir ainda mais, pois agora, o chocolate atingira inclusive o nariz da amiga.- Espere... – disse Harry limpando o rosto da amiga com a mão. Hermione pareceu ter sido pega de surpresa pelo ato do amigo, encarando-o, sua expressão ficou séria quase que imediatamente. Harry, evitando ao máximo qualquer tipo de contato visual com a ela, tentou distrair o pensamento, pensar em qualquer coisa, qualquer coisa que não se relacionasse com a proximidade que os dois estavam agora... Tentou, e tentou novamente, mas não sabia se felizmente ou infelizmente, não foi muito bem sucedido... A verdade é que no fundo ele não queria se desfazer daquilo. Ele sabia que não devia, mas sua força de vontade não estava das melhores ultimamente... Ele queria beijá-la, ele queria tanto, e há tanto tempo que já nem se importava mais se era certo ou errado fazê-lo... E ele sentia que ela queria também... ou queria sentir que ela queria?- O que foi isso?- murmurou ela repentinamente olhando a sua volta.- Hãn...?- perguntou o garoto, ainda meio que desconecto ainda com a idéia do beijo na cabeça. - O que foi o que? .- Isso! – falou ela olhando para o amigo assustada. De fato, agora Harry ouviu um estrondo mais alto e sentiu o chão tremer levemente...Um estrondo ensurdecedor se fez ouvir no local, seguido de um tremor ainda maior, que fez Hermione cair com um grito no chão... - Hermione! – Harry chamou levantando por entre os escombros e se voltando para ela.- Você está bem? - Estou. - Mione...eu...nós...Ele estava completamente sem ação.- H...Harry, volte, volte para a cama, se souberem que estávamos juntos aqui, ficaremos ainda mais encrencados.E aos poucos, Harry pode ouvir barulhos... Gritos, vindos de fora, alguma coisa estava acontecendo na rua... Algo terrível pelo visto... Fazendo força para se livrar dos escombros Harry se aproximou do parapeito de onde se podia avistar Hogsmead. A primeira impressão que Harry teve foi a de que o dia estava amanhecendo novamente, uma luz alaranjada tomava conta da vista para o sul do povoado, clareando toda a rua principal. Isso foi até aos poucos uma fumaça imensa e cinza escura começar a subir formando um crânio de onde saia uma imensa cobra...Harry incrédulo e atordoado, pensando se isso nunca teria um fim definitivo afinal? Porque as pessoas sempre deixavam de alguma forma que o mal retornasse? - HARRY VÁ!!! Gritou Hermione.Harry obedeceu, sabia que era o melhor a fazer, se as pessoas soubessem que estavam juntos de madrugada, poderiam arranjar idéias perigosas que magoariam Rony ou Gina, por mais inocente que fosse aquele passeio para Harry e Mione, de repente a gravidade de tudo aquilo pareceu esmagá-lo. A cabeça de Harry girava, não sabia o que pensar ou fazer, exceto que deveria ajudá-la ou ela ficaria encrencada. Correu pela escola com a capa sobre si e avistou uma luz acesa na sala de MacGonagall.- Professora!!! Professora!! Ele gritou batendo na porta em desespero.
A diretora atendeu a porta com cara de poucos amigos, vestindo um robe verde de xadrez escocês e Harry pediu ajuda, explicando o ocorrido.Minerva saiu correndo desaparecendo em seguida.Minutos intermináveis se passaram até que a professora Minerva entrasse pela porta com uma cara que Harry não via desde quando ele chegara na escola de carro voador no segundo ano. Ela arrastava uma Mione pálida e prestes a desmaiar, Harry não se importava com mais nada, correu desesperado para a menina.- Você está bem?- perguntou preocupado pondo a mão em seu ombro, mas retirando rapidamente assustado com berro da amiga. – o que fo? Você está machucada? -Um pouco... - respondeu a garota gemendo. - Vamos sair daqui ...precisamos voltar para a torre da grifinória.-Não...Mione você não pode sair assim. Harry disse carinhosamente passando a mão pelo rosto dela.A Professora Minerva bufou forte e olhando para Harry falou pela primeira vez aquela noite:- Potter, tenha bom senso, precisamos levá-los para onde deviam estar já e o mais discretamente possível, antes que isso se torne um escândalo no Profeta Diário!!! Mas assim que botaram os pés nos corredores Hermione desabou, e Harry pôde ver a gravidade da fratura no seu ombro esquerdo. Assustado com os gemidos da garota, Harry a carregou em direção à enfermaria, pensando no que os amigos achariam dele passando pelos corredores de madrugada com a garota ferida no colo, até perceber que não se importava com mais nada mesmo...Tudo que importava para ele estava nos seus braços!!A diretora parecia a beira de um colapso-Vá, Potter, dormitório, agora!!-O que? Não de jeito nenhum não vou deixá-la sozinha aqui!!! Harry encarava a professora ferozmente. -Papoula, nos deixe volte para a sua cama eu cuido dos dois - Disse a diretora.Deitando Hermione na cama Harry começou a desenrolar a capa na qual ela estava vestida duas moedas rolaram do bolso e ao pegá-las Harry reconheceu se tratar de galeões que a Armada de Dumbledore usava para se comunicar, imediatamente o conhecido nó lhe subiu na garganta, ele depositou os galeões na mesinha ao lado até ser interrompido por ela: - Deveria ter cuidado com isso... – disse ela.-Como você está se sentindo? – ele perguntou enquanto se sentava na beirada da cama alisando-lhe os cabelos.- Melhor... Ainda dói um pouco...- Hermione... O que aconteceu? Quero dizer... – Harry tentava escolher as palavras – o que foi aquilo – com uma expressão um tanto preocupada, mas como se a resposta da pergunta dele fosse obvia demais ela começou.- Harry ... São ataques de neo-comensais... Harry...isso não importa agora, tem algo que eu preciso lhe falar... – ela também parecia estar escolhendo as palavras com cuidado - Escute... – começou ela de cabeça baixa – alguns ex-comensais da morte continuam a solta praticando maldades ... e o que eu quero que você saiba é muito importante para nós, e... Bom complicado pra contar... A voz da Professora Minerva veio de um canto da enfermaria:-Hum...hum, vou dar cinco minutos para que vocês conversem a sós e depois o Sr. Potter vai voltar ao dormitório ou será expulso, essa é a minha última palavra! E dizendo isso a diretora saiu do quarto com um olhar que dizia claramente que aquilo já era demais para ela. - Bem , então diga- disse ele carinhosamente .- Eu ... Ok , certo... Harry, primeiro eu quero que você entenda que não importa qual a sua decisão, se sua resposta for não , eu vou entender e não vou ficar com raiva ... – tudo isso foi dito de um pulo , como se a dificuldade diminuísse quanto menos tempo demorasse a falar.- Hermione se acalme... Você parece nervosa ... … algo ruim? – disse Harry preocupado.- Ruim? Bom ... Er ... Eu suponho que isso depende ...- Depende? Do que?- Bom... De você . - Eu? – Harry estava com a sensação de que sabia sobre o que era aquilo.- Bom, de como você se sente sobre isso...Mesmo com o nítido pressentimento de que não deveria mais longe do que aquilo já estava indo perguntou:- Como eu me sinto... Sobre o que?- Sobre o que eu vou lhe pedir...- Que é ... – com o corpo rígido e já esperando a resposta, Harry mal deixou Hermione começar, e cortando assim que a menina abriu a boca começou desajeitado e tropeçando nas palavras :- Hermione , talvez você não devesse nesse momento... Bom não faça nada do qual você vai se arrepender depois .. Quero dizer ... Bom , eu também...a gente...- Harry ? – disse ela aparentemente sem entender – Sobre o que você está falando? - Sobre o que VOCÊ está falando ? Perguntou o garoto sentindo-se tremendamente estúpido .- Eu preciso que você volte a me ensinar secretamente, defesa contra as artes das trevas – olhou pra Harry que tentava esconder a cara de pateta – O que você pensou que fosse?- observando-o agora um tanto desconfiada.- Er ... Nada, continue .- desconversou Harry sentindo seu rosto corar .- Eu ... Eu descobri um jeito de ... Bom de nos dois nos reunirmos para praticar porque decidi que não quero parar de lutar contra as forças das trevas e ...também quero ser uma Auror e...bem, Rony não quer nem ouvir falar no assunto. – praticamente jogou as últimas palavras , com visível receio da reação de Harry. O que?- Este é o motivo pelo qual eu tenho andado com esses novos galeões com o feitiço de Proteu. Afirmou ela indicando as moedas que Harry há pouco colocara sobre a mesinha. - Através deles poderiamos marcar de nos encontrarmos em local seguro, só nós dois.Ele sentiu uma pontinha de esperança nascer em seu peito de novo, imaginando encontros a sós com a menina, mas depois a imagem de Tonks estendida no grande salão se impôs em sua mente...Se algo acontecesse com Hermione... Então com o maior tato possível Harry tentou explicar a ela que não poderia fazer aquilo, que era muito perigoso e que Rony talvez tivesse razão.-...lembra...lembra Tonks? Se alguma coisa acontecesse com você também eu jamais me perdoaria.Ela agora parecia extremamente irritada e evitava olhá-lo- Desculpe por ter pedido isso à você, achei que você entenderia, mas estava enganada pelo visto.-Não!!! Mione, por favor!!! Você é que tem que entender. Eu fico tão... orgulhoso e ..e emocionado por você querer continuar a nossa luta ao meu lado, e ter os mesmos objetivos que eu! Você é a melhor mulher do mundo, a mais incrível e Perfeita ..., mas calou-se ao ver o olhar da amiga. Completando:- E... fico feliz porque a melhor mulher ficou com o meu melhor amigo... (agora tinha sido demais para ele, não tinha que aguentar aquilo e tomando uma e decisão repentina e corajosa falou).- Er...Tá bom vai!!! Como a gente vai usar isso aí para se comunicar? disse Harry apontando para os galeões.Hermione sorriu radiante para ele, no fundo ela sabia que ele concordaria.
Duas semanas haviam se passado desde o incidente na sala precisa, a própria MacGonagall se encarregara de espalhar a notícia que havia pedido para Hermione e Harry a ajudarem em uma missão secreta para Hogwarts por isso eles estavam na sala dela na hora do ataque à Hogsmead. No café da manhã Harry e Mione haviam recebido um bilhete da diretora convocando-os para uma conversa e agora se encontravam na sua frente, com as cabeças baixas e as caras culpadas, parecendo as mesmas crianças pegas por filch, sozinhas na torre de astronomia, numa madrugada há oito anos atrás, Hermione torcia os dedos e Harry murmurava baixinho desculpas esfarrapadas.-Muito bem meninos, não vou ser indiscreta há ponto de perguntar-lhes o que faziam, os dois, fora da cama, sozinhos de madrugada.-Professora, por favor, estávamos apenas, começou Harry, mas a diretora cortou-o imediatamente.-Não Potter não quero ouvir explicações, apenas quero que entendam a gravidade do que fizeram e o perigo que correram. Não apenas perigo por vocês serem Harry Potter e Hermione Granger a nascida trouxa que o acompanhou na jornada para destruir Você-sabe- quem e ainda existir pelo menos um exército de jornalistas que adoraria desencavar alguma estória sórdida sobre os dois, mas também e, principalmente, por vocês estarem se arriscando a magoarem seus amigos com esses encontros furtivos. -Não professora nós não...Harry tentava, mas Hermione agora erguera os olhos banhados em lágrimas para a Professora Minerva e a encarava altivamente sem dizer palavra.-Chega!! Entendam, eu não estou contra vocês, vocês sabem que eu mesma contei uma estória para evitar maiores problemas para ambos. Mas quero que me digam o que está acontecendo entre vocês dois, sei que vocês são maiores de idade e não tenho rigorosamente o direito de lhes dizer o que fazer ou não fazer, mas já sei que continuam se vendo escondidos e...bem eu gosto muito de ambos e não quero que se firam.Então Hermione falou com uma voz firme e os olhos brilhando.- A culpa é minha professora, eu e Harry temos nos encontrado escondido por um capricho meu, decidi que quero ser uma Auror também como ele quer... e meu namorado Rony é totalmente contra por achar que é uma profissão muito perigosa para...bem mulheres a senhora entende? E tenho tentado achar oportunidades de Harry praticar comigo em segredo para os exames, porque bem, a senhora sabe, ele namora a irmã do meu namorado, então se ela soubesse, certamente contaria a Rony.Harry não pôde deixar de admirar a capacidade de Hermione de explicar coisas difíceis de forma simples, aquilo era a verdade e olhando daquele modo nada parecia comprometedor porque estivera tão envergonhado? A diretora, não esperara por aquilo, não parecia acreditar totalmente mas não podia contradizer a menina.-Bem se é só isso, acho que posso ajudá-los- E olhando carinhosamente para Hermione- Bem... Uma Auror, não é o que eu imaginava para você, você daria uma excelente Professora ou até Ministra da Magia, mas...- Eu pretendo fazer algo um pouco mais prático pelo bem do nosso mundo Professora. -Bem... Tudo bem então, lembra-se disso? Disse a diretora erguendo em frente aos olhos da garota o vira tempo devolvido há anos.-Claro... Nossa pensei que todos haviam sido destruídos...-Não este. … o último exemplar no mundo e...Bem, acho que vocês podem usá-lo para se encontrarem livremente, e praticarem para os exames de Auror, quando quiserem sem que ninguém sequer desconfie, pois estarão em outros lugares na mesma hora- Entregando o objeto mágico nas mãos da garota -… seu a partir de agora, use-o bem. -Obrigada Professora.Harry sentia-se absurdamente feliz, seu coração dançava uma conga dentro do seu peito, poderia encontrar Hermione sozinha quando quisesse e em segredo, agora que tinham os galeões e o vira tempo, não teriam mais que se preocupar com nada, exceto em achar um lugar seguro para que não fossem vistos, sua mente imediatamente imaginou os dois no Largo Grimmauld, mas não estavam necessariamente praticando para os exames, certamente teriam que lançar feitiços de proteção por toda parte, Monstro ajudaria... Percebeu que deveria ter deixado transparecer todos os planos mirabolantes de sua mente porque a Diretora o olhava firmemente quando ele voltou a si. -Potter, não se empolgue demais está bem? Espero que tenham juízo e que tomem cuidado para que jamais os Weasleys saibam disso...Aqui a voz da diretora tremeu. -Mesmo que em algum momento achem que é mais honesto contar, jamais façam isso. Vocês só causariam dor e devastação, na maioria das vezes a ignorância é uma benção. - Harry não pode deixar de se sentir curioso com a expressão que traspassou o rosto da diretora, será que ela um dia...mas a voz de MacGonagall cortou os pensamentos de harry.- E... bem, só estou fazendo isso porque sei que não tem outra solução, vocês dois jamais se separarão! De uma forma ou de outra sempre acharão uma forma de ficarem juntos, pois sentem falta um do outro e quando estão longe se sentem pela metade, as suas vidas estão eternamente ligadas pelo laço invisível, não há nada mais que se possa fazer quanto a isso, exceto tomar cuidado para não magoar outras pessoas. Houve um silêncio onde Harry e Hermione pareceram absorver as palavras de MacGonagall, antes dela continuar.- E agora Potter, o Ministro da Magia, mencionou que você estará cedendo suas lembranças para um jornalista Chamada Rowling, ou algo assim, a fim de se esclarecer de uma vez por todas o mundo bruxo sobre sua história e que ele lhe ajudará a selecionar as lembranças que...bem...que podem ser publicadas sem causar mais escândalo? Ele acha que é necessário. Respondeu o garoto deixando claro que não sentia o menor prazer com isso.- E realmente é Potter! Você não sabe que Rita Skeeter, anunciou que assim que terminar de escrever “Snape: Santo ou Canalha”, ela se dedicará a escrever a SUA biografia? O que você acha que sairá dali? Um quarto de verdade e três quartos de besteira.- Respondeu a própria diretora.- Por isso tem que se apressar a fornecer o material para esta outra bruxa, porque se o livro dela sair antes do daquela gárgula da Skeeter, o interesse tende a ser menor.- …, certo. Respondeu o garoto concordando. - O Professor Dumbledore me deixou uma coisa em testamento para te dar quando fosse o momento, e acho que esse é o momento, ajudará na seleção das suas memórias. - Ela disse parecendo pensativa, completando logo depois. - … a penseira, é sua pode levar.-Ah, oh obrigada professora, eu não esperava eu...- Bem, bem peguem os presentes e podem ir então.Assim que deixaram a sala da diretora os garotos se olharam incrédulos, acharam que receberiam castigos e acabaram recebendo presentes extremamente valiosos e o sorriso e o abraço vieram naturalmente, naquele abraço ambos disseram tudo que não havia sido dito e sem palavras entenderam o que fariam a partir dali.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário