Os dias correram felizes, se tornando semanas maravilhosas e meses inesquecíveis, mas como qualquer homem apaixonado Harry evitava e fugia de qualquer assunto ou providência que pudesse tirá-lo de seu mundo cor de rosa, ele contou com a ajuda de tabelas complicadas dos campeonatos de quadribol que evitaram visitas ou até mesmo a menção entre eles do nome dos Weasleys, mas as vezes a realidade de que publicamente nada mais eram do que amigos, causava grandes estragos entre eles, como no dia em que foram a um barzinho com os colegas aurores:
O lugar estava movimentado, típico de sábado à noite. Era um pub em Londres e Ana havia dito a ele que os colegas costumavam se reunir ali e não era como se ele tivesse muita escolha. Ernesto ergueu o braço para que Miguel que estava perto do bar pudesse vê-lo, e os olhos escuros do auror logo pousaram neles. E ele tratou de chamar Terêncio, cutucando-lhe as costelas e murmurando algo em seu ouvido. O olhar de Terêncio pousou em Hermione e lá permaneceu o suficiente para irritar Harry. Terêncio saiu quase em disparada na direção do bar deixando seu drink pela metade.- Terêncio! - cumprimentou Harry irônico, o puxando pelo braço. - Você não vai terminar seu drink? - Lamento, Harry. - Terêncio lhe deu alguns tapinhas consoladores nas costas. - Mas há coisas mais interessantes do que bebida. Harry virou-se, de modo a observá-lo andando até Hermione com um largo sorriso no rosto, o qual ele conhecia muito bem. Enfureceu-se instantaneamente. - Olá, Terêncio. - Ela disse ignorando os braços abertos do colega e depositando-lhe um beijo na bochecha. - … bom vê-lo. - Eu que o diga. - disse Terêncio, alto e sonoramente. - Posso te perguntar porque demorou tanto? Ele dizia com um sorriso afetado. - Não, não pode. - a voz de Harry ressoou logo atrás de Hermione, mas ela não se voltou para olhá-lo. Ele sentia todas as células de seu corpo se voltarem contra Terêncio parecendo inspirá-lo a enfiar a varinha na boca do colega enquanto sentia o perfume dela entorpecidamente perto de si. - Por que não nos sentamos em uma mesa? - sugeriu Hermione. Arranjaram uma mesa nas proximidades e sentaram-se nela Hermione, Harry Terêncio, Ana, Ernesto, Miguel e logo Brenda .Ele quase não falou naquela noite, permaneceu recostado em sua cadeira com seus olhos - observando atentamente as conversas dos amigos, especialmente no que Hermione dizia, e isto não pareceu passar despercebido por ela, que tratava de rir e conversar animadamente com Terêncio. Harry estava se sentindo cansado e queria ir embora. Ernesto e Ana haviam acabado de se retirar, e Harry sabia que eles iriam esticar no apartamento dela, mas fora eles, todos continuavam ali. Harry poderia estar roncando em cima de mesa se não fosse por Miguel que mantinha uma conversa interminável com ele, embora ele não conseguisse responder nada adequado, já que Terêncio permanecia com toda sua atenção voltada para Hermione. - Estou indo - anunciou ela, finalmente levantando-se da cadeira. Mas Terêncio inexplicavelmente levantou-se também. - Posso acompanhá-la, se desejar...Harry pareceu picado por uma cobra e levantou-se de supetão e disse para o colega. - DO QUE ESTÁ FALANDO? PODE DEIXAR QUE EU FAÇO ISSO! Hermione engoliu em seco:- Eu sei me cuidar sozinha, não se preocupem. - NÃO SABE NÃO. Cortou-a Harry. Miguel e Terêncio, estancaram. - Harry eu não... - começou Terêncio, mas, repentinamente, Hermione virou as costas e saiu, Harry a seguiu. Alcançou-a na saída do Pub e ela perguntou cansada. - Você está com ciúme do Terêncio de novo?. - Dez pontos para a Grifinória! - Harry riu irônico - Deixe de ser criança - ela disse mordaz. Harry colocou as mãos no bolso, olhando-a furioso. - Tem razão, sou criança e você ...você é... Começou ele fora de si.Ela o olhou, completamente indignada o rosto começando a avermelhar-se:– Eu sou o que??? Me diga??? O que eu sou Harry? PORQUE EU NÃO SEI MAIS QUEM EU SOU. – Disse ela com a voz aumentando gradativamente, as bochechas levemente avermelhadas. – SOU ALGUEM…M QUE DOOU A SI MESMA DURANTE ANOS SEM PEDIR NADA EM TROCA? CUJA A VIDA SE RESUMIU A VOCÊ SEMPRE, DESDE OS ONZE ANOS, E DESDE AQUELA …POCA EU SEMPRE PASSEI EM CIMA DE TUDO, VALORES, REGRAS PESSOAS OU O QUE FOSSE, QUANDO O QUE ESTAVA EM QUESTÃO ERA VOCÊ? DIGA, HARRY!
- Me desculpe é que quando o vejo perto de você eu não me controlo.
Ela riu amarga
- Só ele?
- O que quer dizer?
- Você não liga que ainda sou oficialmente a namorada do Rony?
-CLARO QUE EU LIGO!!!
- Então por que você continua a fugir, Harry? - Eu não estou fugindo. – Harry disse fora de si. - Você está fugindo sim! Fugindo de assumir que nos amamos e que estamos juntos, apenas porque, sempre adiando, apenas porque quer manter a sua imagem diante dos Weasleys, e diante do seu amigo está fugindo de encarar a nossa realidade Harry! tudo o que faz … simplesmente ignorar o que realmente temos que resolver! Ele se adiantou com violência e tomou-a nos braços num beijo exigente:- Eu te amo. - segredou ele em um sussurro quase desesperado ao tempo que continuava apertando-a contra si. - Eu preciso de você. Simplesmente preciso, apenas... apenas não faça mais isso conosco. - Eu morro de ciúme...- Não tem motivo para ciúmes, eu amo você, só você. – ela disse, a voz abafada pelas roupas de Harry. – Eu também sempre a amei, muito, não quero perdê-la, Mione. Não novamente. – ele suspirou, enquanto a apertava contra seu corpo. – Vamos parar de nos magoar?-Então jure que vamos contar a verdade aos Weasleys. Disse ela baixinho.- Eu juro!!!
...
O tempo parecia brincar com eles passando ainda mais rápido e parecia que o sonho de Harry onde uma barreira intransponível os separava, estava se realizando, Rony resolvera abandonar o quadribol para se dedicar somente a loja de logros, após uma contusão muito grave e até mencionara a possibilidade de entrar para os Aurores também, assim sem perceberem as coisas fugiram um pouco do controle: Houve um dia em que Harry resmungava qualquer coisa, ainda próximo demais de Hermione, quando, da porta, os dois puderam ouvir a voz de Ana Abbott anunciar: - Harry, estamos indo almoçar e...oh... - ela parou de falar, visivelmente desconcertada - Vocês estão conversando...é... eu os esperarei lá fora, sim?- Não há problema, Ana. - adiantou-se Harry, andando para longe de Hermione não sem antes olhá-la forçadamente indiferente. - Nós dois não temos mais o que conversar. De qualquer forma, vamos almoçar.Ana parecia visivelmente desapontada pelo que obviamente interrompera entre Harry e Hermione. Harry voltou-se para Hermione, contudo, sem lhe dizer nada. Acenou brevemente para a garota e deixou a sala, sem mais nenhuma palavra.-Ei isto está errado, quero me sentar ao lado de Ernesto. Disse Ana em tom de brincadeira, na mesa do restaurante alguns minutos depois, sentando-se ao lado de Hermione.- é… Harry afinal eu e você não somos um casal. Completou o amigo que havia se sentado ao lado de Harry.- Claro que não Ernesto... - disse Zabini e Harry quase pode imaginar o que viria em seguida. - A não ser que você tenha cabelos castanhos, seja a Auror mais brilhante do Ministério...- E se chame Hermione Granger –Completou MacLaggen.Silêncio. Um silêncio mortal pairou no local. Todos na mesa calaram-se instantaneamente, cientes de que os colegas haviam ido longe demais. Tinham pisado em um solo proibido e quebrado o acordo silencioso entre todos os aurores de que aquele assunto jamais, jamais seria mencionado. Jamais. Miguel baixou os olhos para o prato, esforçando-se para não rir da situação, ao tempo que Brenda e Terêncio olhavam-se, aterrorizados. Ana estava começando a temer pela vida de Zabini e Maclaggen. Hermione estava paralisada em sua cadeira, os olhos fixos em Harry como se esperasse que ele lhe sorrisse desdenhosamente de volta e então risse da situação. Mas ele estava anormalmente quieto, os olhos presos nos dois aurores à sua frente como se fosse atacá-los a qualquer instante, havia algo diferente no olhar em que ele lançava aos destinatários de sua fúria. E então, Harry se levantou todos prenderam a respiração e então, inesperadamente, ele disse:- Então me devolva o meu lugar Ana. - E Ana quase tropeçou ao trocar de cadeira com ele, que sentou-se ao lado de Hermione e passou o braço em volta do seu ombro. Hermione parecia terrivelmente constrangida, mas não se desvencilhou, e a atitude deles pareceu ter paralisado todos os colegas, por um momento eles os olharam como se fossem algo extraordinário e depois disfarçaram e recomeçaram a comer, mas ele sabia que todos estavam atentos, e aquilo o exasperou. Será possível que nunca na sua vida poderiam ter um pouco de privacidade? ...Alguns dias depois eles estavam no quarto de Harry no Largo Grimmauld, ele deitara a cabeça pesadamente no colo da garota após terem se amado:- Há quanto tempo estamos vivendo assim, Harry? – ela perguntava, enquanto ele sentia as mãos dela em seu cabelo. - Tempo demais. – ele suspirou.- O Rony me deu um ultimato sobre o casamento ontem. – o corpo dele enrijeceu. - E qual foi sua resposta?- Disse que precisava de mais um tempo para pensar. – ela se afastou um pouco para encará-lo – Tinha que falar com você antes não é?- PODIA TER ACEITADO SE QUISESSE. – Harry se desvencilhou dela, furioso e se levantou. - Harry não estou dizendo que vou aceitar, claro que não !!! Só estou dizendo que precisamos resolver isso logo... porque a Gina também acredita que vocês vão se casar em breve.Ele permanecia de costas olhando pela janela.- Não sei de onde ela tira essas conclusões! - Talvez do fato de vocês estarem namorando há tantos anos, Harry.
- Isso é uma loucura total! – ele passou as mãos pelos cabelos – Por que estamos fazendo isso? Por que não contamos logo que nos amamos?- Agora é um pouco tarde para se arrepender... - VOCÊ QUER CASAR COM O RONY? Ele perguntou incrédulo.- Claro que não amor, que idéia!!! eu vou me casar com você. apenas estou tentando dizer que...Harry a interrompeu, tocando-lhe a face com carinho.- Diga isso de novo!-O que?- Que vai se casar comigo.-Claro que vou.-Então é isso que me importa nada mais, vou resolver isso logo!!!!-Harry por favor não faça nada que vá magoar ...- Já chega Mione darei um jeito nisso de uma vez!!!-Harry, mas não... Mas Harry se recusou a ouvir, sem deixá-la dizer mais nada beijou sua boca com paixão. Depois saiu correndo pela porta para fazer a coisa que mais desejava na vida a deixando totalmente confusa, voltou quase uma hora depois: -Trouxe Champanhe. – Harry disse.- você quer?- Harry o que?- Quer?-C...claro. Ele serviu duas taças e eles beberam, ela com um olhar assustado e ele com um olhar divertido. -… Uma ocasião especial? Ela perguntou.- Claro, deixa eu colocar uma música. Ele se propôs. com a voz falhando de emoção, lembrando de tudo que viveram juntos e pensando em tudo que ainda viveriam. E após fazer um feitiço a melodia preencheu a sala.Hermione sorriu entre lágrimas.- … é a nossa música.-E…, é tão linda não é? Uma mágica que excede todas as demais, como Dumbledore dizia, continuou Harry enquanto se beijavam. - Você é o amor da minha vida. – Disse ele buscando algo no bolso, e Hermione afastou-se um pouco para encará-lo. - Harry seu louco! – os olhos dela brilharam, quando ele abriu a caixinha, mostrando a aliança.- Hermione Granger você aceita se casar comigo? – ele pediu. Hermione fez que sim com a cabeça, então, ele retirou a aliança da caixa, mas antes de colocar no dedo dela, mostrou a inscrição que havia no anel: "Unidos por toda a vida". Ela sorriu, e olhou para ele entre lágrimas e dessa vez, ele não conseguiu mais conter as próprias lágrimas – Eu te amo de uma maneira que nunca amei, nem amarei ninguém mais e hoje, estou pedindo em casamento, a única mulher que quero ter ao meu lado durante toda minha vida, a mãe dos meus filhos e a mulher com quem eu vou envelhecer. - Também amo você, Harry. – sussurrou ela. – Eternamente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário