sexta-feira, 28 de maio de 2010

Capítulo 15 - Exames

No dia do ínicio dos testes práticos de Harry e Hermione, era uma Segunda feira e eles se despediram de Rony e Gina em frente ao Ministério da Magia e entraram rapidamente na cabine telefônica, com o coração aos pulos, ao entrar no saguão Harry não teve nem tempo de reparar se as pessoas o estavam olhando ou não tal era a sua apreensão sobre o que os esperava. Teve um sobressalto quando Hermione o puxou pelas vestes para sair do elevador, enquanto a voz de mulher anunciava:"NÍVEL DOIS, DEPARTAMENTO DE EXECUÇÃO DAS LEIS DA MAGIA, QUE INCLUÍ A SEÇÃO DE CONTROLE DO USO INDEVIDO DA MAGIA, O QUARTEL GENERAL DOS AURORES E OS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS DA SUPREMA CORTE DOS BRUXOS."Eles afundaram pelo corredor ladeado de janelas que hoje exibiam um tempo indefinido e ao final da curva no corredor entraram pela porta de carvalho, ali dentro já haviam dezoito pessoas aguardando a ao correr os olhos por elas Harry percebeu que conhecia algumas:Estavam entre os candidatos: Ernesto MacMillian e Ana Abbott da Lufa-Lufa; Terêncio Boot e Miguel Corner da Corvinal; Blásio Zabini e Emilia Bulstrode da Sonserina; e...- Harry não podia acreditar.- Cómarco MacLaggen!! - Não pode ser! Disse Hermione baixinho, enquanto o rapaz robusto de queixo quadrado e cabelos crespos a olhava desafiador.Logo depois de chegarem eles foram cumprimentar os demais conhecidos e depois permaneceram aguardando até que um bruxo alto e forte, de cerca de quarenta anos, com cabelos e barbas louro avermelhadas e grandes olhos verdes veio até eles, Harry achou que ele lembrava uma espécie de guerreiro viking e parecia o tipo de homem que não perdia tempo com bobagens. - Bom dia! Sou Mathew Broderick, Chefe da Seção de Aurores e estou aqui para avaliar as suas aptidões e caráter. … só isso e ponto final. Sigam-me. E virando as costas saiu pela porta de carvalho.Ele tinha uma voz retumbante e meio metálica, os candidatos a Auror imediatamente se puseram em pé e o seguiram sem fazer perguntas. Eles voltaram pelo corredor por onde haviam entrado e tomaram o elevador que estava vazio:"NIVEL NOVE DEPARTAMENTO DE MIST…RIOS"Harry sentiu um gelo desagradável no estômago e viu o olhar assustado de Hermione.Todos os candidatos desceram acompanhando o chefe. As paredes dali eram nuas, não havia janelas nem portas, só uma preta e lisa no final de um corredor, por trás daquela porta. Harry sabia que havia uma sala perfeitamente redonda e totalmente preta onde existiam mais portas iguais. Harry e Hermione já haviam estado ali uma vez, mas isso, ao invés de tranquilizá-los os assustava ainda mais, pois não guardavam boas lembranças do local. O chefe voltara a falar:- Os testes aplicados aqui tem o condão de avaliar as suas capacidades de reagir às pressões, perseverança, dedicação e habilidade prática em defesa. Devo preveni-los de que os testes são monitorados por uma equipe de salvamento, mas já houve incidentes graves durante a sua realização, portanto, caso não estejam seguros de que realmente querem continuar eu aconselho que peguem suas bagagens e tomem o elevador de volta, porque assim que passarmos por aquela porta. - Ele apontava a porta preta no final do corredor.- Vocês só poderão sair ao término dos testes, ou, direto para o St. Mungus.Uma garota pediu desculpas e se retirarou rapidamente para o elevador ao ouvir essas palavras.- Mais alguém? O chefe perguntou. - Ninguém? Podemos prosseguir então?Eles seguiram o Auror pela porta ao final do corredor e assim que a porta bateu as costas do ultimo candidato as paredes da sala giraram vertiginosamente, o fato de saber que ocorreria não tornou a experiência mais agradável, Mione agarrava tão forte seu braço que o estava machucando com as unhas. Os testes foram uma das coisas mais assustadoras pela qual Harry já passara na vida, só perdia para os confrontos com Voldemort, porque desta vez, ele sabia no fundo da sua mente que eram apenas provas e ele na realidade estava em segurança, embora fosse muito difícil lembrar disso quando eles era sistematicamente atacados, divididos, confrontados e confundidos.Eles permaneceram ilhados no Departamento de Mistérios por dias, não tinham comida suficiente, não tinham agasalho suficiente e não tinham nem mesmo onde dormir confortavelmente. Ele e Hermione estavam acostumados a isso, porque eram as mesmas condições pelas quais haviam passado na busca pelas Horcruxes, Passavam por uma sala por dia onde deviam provar por meio de inúmeros testes uma das qualidades necessárias a função de auror. No primeiro dia eles passaram pela sala da mente, Harry e Mione já a conheciam: tinha luminárias baixas, presas ao teto por correntes douradas, era comprida e retangular, havia algumas escrivaninhas e bem no centro da sala existia um enorme tanque com líquido verde, onde vários cérebros flutuavam.Ali foram testados suas capacidades de controlar seus pensamentos, lembranças, sonhos e manter a sanidade mental diante do absurdo, ao final um por um eles deveriam ir até o tanque onde os cérebros boiavam para se escolher um e retirá-lo do líquido, alguns candidatos quando tocavam o cérebro escolhido, eram imediatamente agarrados pelas fitas que uma vez Harry presenciara quase matarem Rony, imediatamente Broderick disparava fagulhas vermelhas de sua varinha e esses candidatos desaparaeciam.Quando chegou a vez de Hermione ela hesitara muito em escolher um cérebro tendo quase pego o da esquerda, ela subitamente olhou para Harry e pareceu mudar de idéia, pegando o da direita, que com alívio Harry viu que não a atacara. Para desgosto dos garotos, no entanto, MacLaggen também pareceu ir bem nos testes dessa sala.Quando chegou a sua vez, Harry se aproximou do tanque e viu que todo o som ao seu redor sumira, ele podia ver as pessoas a sua volta mas não podia mais ouvi-las, olhou para o tanque e os cérebros pareciam telas de televisão, por onde se via cenas, que envolviam Harry, eram sempre cenas que haviam deixado alguma dúvida no íntimo dele ou alguma em que ele tinha curiosidade de saber como se dera. Ele se viu olhando para sua mãe suada e com lágrimas nos olhos, ela tinha um bebezinho recém nascido e ainda todo sujo nos braços; Viu-se ao lado da Professora MacGonagall, deixando um bebezinho dormindo numa soleira de porta familiar; Então, ao ver pelo olhar de Sirius a cozinha do Largo Grimmauld, antes da reforma, quando Snape entrava esbaforido e parecia absurdamente feliz em vê-lo, lentamente ele entendeu que estava vendo a mente das pessoas importantes na sua vida; Viu-se pelos olhos de Rony, sentado sozinho numa cabine na primeira viagem no expresso de Hogwarts.Haviam outras cenas de inúmeras mentes ali: Riddle surgindo de dentro do diário no dormitório feminino; Uma moto voadora ganhando altura sobre uma casa em ruínas. Ele queria ver aquelas cenas todas, mas quando fixava os olhos em uma delas, ela sumia mudando para outra cena da mente do dono daquelas lembranças, outra cena que não tinha qualquer importância para ele. Então ele localizou seu próprio cérebro, soube que era o seu porque aquela cena não poderia estar na mente de ninguém mais, Hermione o olhava no interior da barraca, ele tinha as faces vermelhas e os olhos muito brilhantes e dizia coisas desconexas. Ele sentiu como se seu coração se derretesse ao ver aquela cena novamente, um impulso irresistível de pegar aquele cérebro, um impulso em que se mesclavam o desejo de reviver aquela lembrança até o final e o desejo de protegê-la de quaisquer outros olhos. Mas assim que desviou os olhos para o cérebro à sua direita sua vontade foi desumanamente tentada, Rony estava no interior da câmara secreta, com um cálice destruído em uma das mãos e com algumas presas de basilisco na outra, ele dizia alguma coisa enfaticamente e com os olhos cheios de lágrimas, Harry percebeu que aquela era a mente de Mione e que Rony provavelmente estava dizendo algo importante para ela, ele queria ouvir o que era, o que o amigo tinha dito ou feito naquele lugar que a levou a beijá-lo espontaneamente dali há uns minutos?Ele fixou os olhos na mente da garota e a cena mudou, ele viu se fora de si gemendo e gritando coisas desconexas após o ataque de Naguini na casa de Batilda, o que ele dissera? O que Hermione o vira fazer? Levou a mão ao cérebro para pegá-lo, mas a voz de Madame Pomfrey pareceu ressoar nos seus ouvidos: - Os pensamentos podem deixar marcas mais profundas do que qualquer coisa.Então ele se lembrou que aquilo era uma prova, o que queriam que ele provasse? Ele tinha que resistir a tentação de tentar entender a mente das pessoas que ele amava? A sua já era bastante complicada... Então ele decididamente voltou o braço para o cérebro que sabia que era o seu e o retirou do liquido, nada lhe aconteceu, Mione sorriu aliviada para ele de um canto. Após o teste, Harry começou a se sentir um tanto constrangido, será que todas aquelas pessoas haviam visto a sua mente? Todos os demais candidatos pareciam partilhar com ele o mal estar generalizado que a prova dos cérebros causara, eles mal se falaram e se olhavam desconfiados quando se prepararam para dormir pelo chão. Na manhã seguinte Harry notou que o Grupo diminuíra para apenas dezesseis candidatos. Ao deixarem aquela sala, assim que se viram novamente na sala circular e Broderick marcou a porta já utilizada, com o feitiço Flagrate, ele pareceu perceber o silêncio sepulcral que se abatera entre os candidatos após a visão dos cérebros e disse:- Não se preocupem mais com as cenas vistas no tanque, todas foram projeções das suas próprias mentes, são compostas de lembranças e imaginação, ninguém pôde ver o que cada um de vocês viram. Harry sentiu como se lhe tirassem cem quilos das costas e logo todos tinham a expressão menos tensa, o chefe continuou: -Esse teste serviu para peneirar os candidatos que entendem que devemos sempre proteger em primeiro lugar a nossa própria mente, por mais tentados que sejamos a fugir para a mente de outrem. VIGILÂNCIA MENTAL!!! Ele gritou sobressaltando a todos. Após isso ele os conduziu para uma outra sala, igualmente já conhecida por Harry e Hermione. Havia belas luzes dançando e cintilando como diamantes, haviam relógios refulgindo em cada superfície, grandes e pequenos relógios de todos os modelos, por todas as escrivaninhas o tique-taque enchia o ambiente como milhares de pés em marcha, em uma extremidade da sala havia um vidro alto de cristal, que encantara Gina certa vez, era em forma de um sino e parecia estar cheio de vento luminoso, soprando em ondas, no interior havia um minúsculo ovo que flutuava e brilhava como jóia quando subia ele se abria e emergia um beija flor, que era impelido para o alto, mas ao ser apanhado pela corrente de ar ele voltava a se molhar e amarrotar as penas e quando chegava ao fundo do vidro se encerrava novamente no seu ovo. Ali eles tiveram que provar, em uma série de testes que eram pessoas desprendidas da matéria, que não se importavam com dinheiro ou aparência, ao final do dia, cada um deles, teve que tocar o vidro em forma de sino e sumiu por alguns minutos, a maioria voltou deste teste sem problemas, apenas um garoto alto, loiro e de olhos muito azuis não retornou dessa prova. Hermione voltou sorrindo calmamente, Zabini, no entanto, retornou em choque e aos prantos tendo que tomar uma poção para alcalmar.Quando chegou a vez de Harry ele se adiantou e virou-se para sorrir para Hermione antes de tocar o vidro, mas ela estava conversando com Ana e não o viu. Assim que tocou o vidro ele se sentiu absorvido pela superfície e envolto na névoa prateada, todo som havia sumido e ele não via mais os colegas o vidro se tornara do tamanho de uma grande sala e

então ele viu algo que fez seu coração parar, sentado numa mesa parecendo pensativo, Dumbledore escrevia num pergaminho. - Ah olá Harry. -Disse o velho mestre o espiando por cima dos oclinhos de meia lua e sorrindo. - Estava esperando por você.- Dumbledore! Disse o garoto um tanto emocionado, sentia muita saudade do seu antigo diretor. - O ... O quê? Onde estamos? - Oras no seu teste de Auror não é? Perguntou o diretor divertido. - Você está chegando lá. Será um dos guardiões dos segredos e das Leis da Magia.- Serei. Afirmou Harry com mal disfarçado orgulho.- Mas saiba que antes terá que entregar algo como pagamento. Afirmou Dumbledore sério.- Ouro? Perguntou Harry, um pouco tenso, lembrando que não havia nada na carta de convocação sobre levar galeões para os testes.- Ouro? Não, certamente não. Afirmou Dumbledore.- S...Sangue? Perguntou Harry, lembrando da caverna junto ao mar onde estivera com o diretor certa vez.- Ah não Harry!!! Sangue não. Disse Dumbledore sorridente.- O que então? Perguntou o garoto começando a ficar irritado.- Tempo.- Tempo?- Isso. O bem mais precioso que existe. - Você será um dos Aurores se for capaz doar seu tempo, trouxe o seu caldeirão? - Sim eu trouxe. Harry disse procurando o objeto na sua bagagem.- Aqui está. -Dumbledore lhe entregou o pergaminho com a receita de uma poção muito complicada. - Os ingredientes estão aqui. - E fazendo um gesto com a varinha, todos os ingredientes necessários apareceram sobre a mesa.- Você tem cinco minutos pelos meus cálculos. A poção era complicadíssima e sem Hermione o ajudando ele ficou muito inseguro, Dumbledore cantava baixinho uma canção e tamborilava os dedos distraidamente na mesa. Após algum tempo que para Harry pareceu bem menos que cinco minutos, o ex diretor disse calmamente:- Acabou seu tempo.Harry terminou de virar o último ingrediente e levou o caldeirão até o diretor, que o olhou sorrindo e disse:- Beba!Harry obedeceu, a poção era amargosa e doía seu estômago e sua cabeça, ao terminá-la ele se sentiu fraco e cansado.- Venha até aqui. Dumbledore o chamou.Harry se arrastou até ele que lhe estendeu um espelho, o rapaz tomou um grande susto ao se ver refletido ali, estava velho! Velho como Dumbledore. Havia grandes vincos no seu rosto, seu cabelo estava branco e sentiu-se todo dolorido. Eu vou ditar o antídoto para essa poção. - Disse o ex diretor ainda sorrindo- Você terá mais cinco minutos.Harry tentou obedecer as instruções, mas seus reflexos já não eram os mesmos, sua mão tremia, para adicionar os ingredientes, seu corpo parecia o obedecer dois tempos depois do exigido, seus olhos tinham que se apertar para enxergar o conteúdo do caldeirão e até seu ouvido parecia falhar. Era muito difícil ser velho, constatou Harry após um tempo, não via a hora daquele antídoto ficar pronto para voltar aos seus dezenove anos...- Seu tempo acabou e você não terminou o antidoto. Disse Dumbledore inflexível.- Mas...Professor... Até sua voz falhava...Não tive tempo...Eu...não consigo.- Posso terminar o antidoto por você. Disse o velho calmamente. Mas você o tomará e voltará para a sua casa. Não descobrirá os segredos da magia e nem será guardião deles.- ISSO NÃO! Disse Harry firmemente.- A outra opção. - Continuou Dumbledore como se não tivesse sido interrompido- … você permanecer na forma atual para sempre, mas poderá continuar nos testes.Harry se sentiu imediatamente deprimido, como poderia continuar nos testes sob aquela forma? Não teria a mesma agilidade que os outros, seria motivo de piada, não teria a menor chance. Mas também não queria ir embora, pensou em Hermione, ela certamente terminara o antidoto no prazo, ela sempre o ajudara nas aulas de poções...Talvez ela o pudesse ajudar, pensariam num jeito de resolver suas limitações juntos. Ela não o abandonaria.- Eu vou ficar. Disse firmemente olhando para Dumbledore.Ele sorriu. - Eu não esperava outra atitude de você! Vá!Harry deu uma última olhada em Dumbledore, havia tantas coisas a dizer, mas imediatamente a sua mente lhe falou com a vozinha conhecida. "Não seja bobo Harry, não é Dumbledore realmente, é só um teste" Então ele se virou e saiu pelo vidro. Ele esperara, exclamações horrorizadas pela sua velhice súbita e que Hermione, no mínimo, corresse desesperada para ajudá-lo, mas os demais candidatos apenas sorriram para ele quando ele saiu do vidro, ele olhou assustado para suas mãos e viu aliviado que elas não tremiam mais e nem tinham manchas, passou a mão no rosto e viu que as rugas tinham sumido, voltara aos seus gloriosos dezenove anos. Ele se dirigiu para Hermione que ainda estava ao lado de Ana.- Assustador não é? Perguntou ele.- Nem tanto. Ela respondeu ainda sorrindo. - Não se nos lembrarmos da mensagem do beija flor, afinal um círculo não tem começo e nem fim. E como Harry não parecia entender a afirmação ela completou: - Quero dizer, já estivemos aqui antes e voltaremos em outras vidas, não há o que se temer na velhice.Harry achou que no futuro precisaria lembrar Hermione de não conversar tanto com Luna, mas não querendo contrariá-la numa hora daquelas disse simplesmente:- Eh... Você terminou o antidoto?- Não, pelo jeito ninguém conseguiu terminar o teste era para ver se trocaríamos a nossa juventude pela chance de ser aurores e até que ponto a nosso orgulho pode nos afastar do conhecimento. Os que se impressionam com essa sala são os vaidosos e ligados a aparência.Além da dificuldade dos testes os candidatos tinham que enfrentar ataques surpresa de dementadores, lobisomens, basilisco, aranhas, vampiros e outras espécies de criaturas das trevas. Na verdade deviam ser bichos papões, Harry pensava tentando se convencer, o Ministério não os colocaria num risco real, mas depois lembrava do que Broderick dissera sobre incidentes graves e sua certeza parecia falhar um pouco. Na sala fracamente iluminada e retangular que veio a seguir, Harry viu com um aperto no peito o poço de pedra com mais de cinco metros de profundidade e um estrado sobre ele onde descansava o arco, antigo, rachado e roído, por onde Sirius sumira para sempre. Ali foi avaliado o medo ou desejo pela morte dos candidatos (ambos eram indesejáveis num Auror, segundo o Chefe). Eles tinham que voar nessa prova.Com um feitiço complicado do Chefe sobre as sua vassouras, eles tiveram que passar voando através do véu preto e esfarrapado, que esvoaçava fechando o arco, dava para ouvir as vozes do outro lado. Mione demonstrou muito medo nesta prova, e Harry não sabia se era mais medo de voar ou da própria morte. Harry no entanto se sentiu fascinado. Ao passar pelo arco ele viu novamente seus pais, Sirius, Lupin, Tonks, Fred, Dumbledore e até Colin Creveey e Snape, acenando para ele e o chamando, ele já estava chegando muito perto deles com a sua vassoura, quando ouviu um soluço sentido, alguém estava chorando...Outra pessoa gritou:-HARRY NÃO!!! Ele se virou assustado para trás e através do véu, viu do outro lado, Hermione desesperada sobre seu caixão, amparada pelos pais que tentavam afastá-la do local, havia flores por toda a parte, Hermione parecia em choque, com os olhos vidrados de lágrimas fixava o nada, Rony ao seu lado chorava silenciosamente, Monstro e Winky se abraçavam chorando encolhidos do outro lado da amiga. MacGonagall e Hagrid entravam vestidos de preto e se dirigiam a ela:- Como isso aconteceu? Perguntava MacGonagall abalada.Hermione se balançava para frente e para trás sem conseguir falar, as lágrimas caindo em cascata. Rony falava por ela.- Ele morreu em combate, lutando com os Aurores. Hermione estava com ele até o final, tentou tudo para salvá-lo...A amiga soltava um outro soluço profundo dizendo:- Eu é que queria estar morta. Os olhos dela estavam vazios e sem luz. Harry horrorizado lembrou da promessa feita no natal do ano anterior, não podia deixá-la sozinha. Então ele corajosamente virou a vassoura, ignorando os chamados dos pais e amigos que ficavam para trás e passou como um raio com sua Firebolt de volta para a sala do arco.Ela corria em sua direção descendo as escadas aos pulos e sorrindo para ele:- Tive medo que não voltasse dessa. Afirmou.- Bom, eu fiz uma promessa de natal não é? Respondeu ele correspondendo o sorriso. Eles perderam mais dois candidatos nesta prova, agora eram apenas treze dos vinte candidatos que haviam iniciado os testes. Naquela noite eles dormiram espalhados pelas escadas da sala do arco, e no meio da noite Harry acordou sobressaltado com Hermione debruçada sobre ele o olhando fixamente.- O que foi? Perguntou o garoto assustado. - Aconteceu alguma coisa?- N...Não eu só...Achei que você não estava mais respirando. Disse ela, com um sorriso de alívio e voltou para o seu canto.No dia seguinte eles foram para uma outra sala, ao entrarem havia outras treze portas uma para cada candidato, todas vermelhas, eles deviam, segundo a instrução do Chefe, tentar abri-las para prosseguir. Mas não era tão simples, nada parecia funcionar, nenhum feitiço, nenhuma poção, nenhuma azaração ou transfiguração. Harry já estava desistindo quando lembrou de uma outra porta no Ministério que permanecia sempre fechada. Dumbledore lhe dissera que era onde estudavam o amor. Como deveriam abrir uma porta para o amor? Pensou Harry com o cérebro já doendo...Não conseguia pensar em nada além de poções de amor e feitiços de atração, mas não pareciam funcionar. Até que Hermione há poucos metros de distância sussurrou para ele:- Harry...Harry, o livro monstruoso dos monstros...E desapareceu pela porta em frente a ela que se abrira. O livro monstruoso dos monstros? O que ela quisera dizer com aquilo? Será que julgava que ele trouxera livros na bagagem? Mesmo se tivesse trazido não seria aquele livro horroroso que tinha que ser...Acariciado para abrir!!!Ele passou a mão de leve pela porta, que para sua felicidade, se escancarou, ele entrou por ela e se viu num longo jardim florido, aqui e ali haviam arvores e arbustos era caloroso o local. Se sentiu em paz, a sala do amor não poderia oferecer mais perigos que a sala da morte, pensou ele andando por ali sem pressa, a fome sumira, as dores pelo corpo também ele se sentia feliz parecia que ia voar aquilo só podia ser um sonho... Mas o sonho se fez pesadelo em um minuto quando ele ouviu um grito.-SOCORRO!!! Alguém berrava de algum lugar e Harry começou a correr desesperado pelo jardim sem conseguir entender de onde vinha o som, o ar se tornara vermelho e cheio de névoa ele entrou em desespero correndo em círculos, até que viu Hermione caída ao chão parecendo gravemente ferida, um vulto encarapuçado de negro a ameaçava com a varinha, ela tinha um livro nas mãos e a varinha na outra, mas o bruxo era muito mais forte que ela... Harry correu para ajudá-la, lançando todos os feitiços de que se lembrava contra o vulto do qual ele não via o rosto, mas ele era mais ágil que ele e num urro de raiva gritou apontando a varinha para Hermione:- AVADA...- NÃO!!! Berrou Harry se jogando na frente de da garota e abrindo os braços, por ela ele morreria sem pestanejar, o feitiço atingiu seu braço e ele caiu louco de dor no chão. Mas o vulto desaparecera.- Hermione se virou para ele...- Você está bem? Ela perguntava preocupada, mas Harry notou uma nota diferente na voz da amiga. - O que houve? Ele perguntou aflito... Quem era aquele? Onde estão os Outros?- Não importa Harry, sabe o que é isso? Disse ela mostrando-lhe o livro que mantinha nas mãos.- Não. - Os segredos da Magia Harry!!! Eu consegui!! Só para nós dois!! Ela tinha um brilho doentio nos olhos.- S...segredos? Mione o objetivo dos aurores... Começou ele confuso.- Aquele...aquele era um Auror? Você roubou isso? Perguntou ele incrédulo.O bruxo encarapuçado apareceu novamente pelas costas da garota e Harry soube que ele ia matá-la antes que acontecesse e talvez fosse a estranheza da coisa toda, mas ele não titubeou:- Avada Kedrava!! O vulto caiu imóvel, Harry se sentiu enojado de si mesmo, mas para salvá-la certamente ele era capaz de matar.- Harry não precisamos mais dos aurores, podemos ser grandes!! Vamos fugir, eu tenho os segredos da magia, seremos os maiores bruxos de todos os tempos, Vamos Dominar!!- Eu não quero dominar!- O que você quer então? Perguntou ela perigosamente próxima.- Não...Não sei...- Você me quer? Perguntou ela astutamente.- Quero? O que há com você Mione? Ele perguntava cada vez mais confuso.- Você não me ama. Afirmou ela parecendo magoada.- Claro que amo, mas você está esquisita...parece outra pessoa...está dominada pela maldição imperius???Ela não respondeu, olhou para ele e seus olhos faiscavam, estava mais bela que nunca.- Se me ama, venha comigo, fique ao meu lado!!!- Não. Respondeu Harry firmemente.- Então dominarei sozinha!! Ela levantou-se com extrema dificuldade, mas depois virou a varinha contra ele e ... - Avada...- Expeliarmus! Harry a desarmou mas a força do seu feitiço a fez girar sobre si mesma e cair há uns metros. Ela o olhou parecendo muito doente, o sangue sujava suas vestes.- Você me matou?- Não Mione eu...Eu não queria...Disse o rapaz em lágrimas se aproximando dela.- Então me ajude... por favor me leve daqui, vamos fugir, se você não vier comigo eu vou morrer, já estou morrendo. Dizia ela implorando em lágrimas o coração dele parecia ter se rompido no peito e tudo que ele queria era tomá-la nos braços e levá-la para um lugar seguro, onde ninguém pudesse achá-los, onde ninguém pudesse feri-los, mas não era o certo...então ele tomou-a nos braços dizendo simplesmente:- Você não está bem...Meu amor...Você não sabe o que está dizendo... - Ele passava as mãos pelos cabelos castanhos da amiga agonizante e suas próprias lágrimas se misturavam aos grossos fios dos cachos dela...- Vai ficar tudo bem...Isto vai passar...- Harry, Harry...Ela deu um último suspiro e jazia morta nos seus braços.- Mione, Mione, Fale comigo... FALE COMIGO!!!! Oh Deus por favor não !!!! NÃAAAAAAAAAAAAAAO!! Ele gritou e gritou parecia que queria moer o mundo com a intensidade de sua dor e de repente o jardim, o corpo dela, o livro e tudo mais sumiram e ele estava de volta à sala das portas vermelhas gritando em choque.Mas a verdadeira Hermione estava viva e vinha correndo para ele entre soluços cortantes ele se jogou nos braços dela sem pensar em nada, sem se importar com as pessoas em volta, sem querer saber o que, quem quer que fosse, pensaria daquilo ela parecia igualmente abalada, chorava copiosamente e se apertava contra o peito do amigo dizendo- … só um teste! Ela estava com a voz quebrando de choro. - Só um teste! E Harry não sabia se ela estava tentando convencer a ele ou a si própria. Devagar ele começou a se situar novamente na realidade. Ernesto e Ana se abraçaram em igual desespero assim que ela saiu pela porta, arrancando os cabelos e chorando; MacLaggen parecia ter desmaiado MUITO BEM, MUITO BEM, QUIETOS TODOS!!! Ressoou a voz do Chefe. - Vocês se saíram muito bem!!! Perdemos mais três candidatos nesta prova, mas eu esperava perder um número muito maior, o que já faz deste grupo um grupo excepcional!A sala se encheu de risos e exclamações de jubilo. Mas ele continuou:- Este foi o último teste propriamente dito e, pelo que obviamente, a maioria já deve ter entendido, avaliou a capacidade do candidato de matar ou morrer por aqueles a quem ama, mas acima de tudo de se manter do lado certo, caso os que ama, fraquejem, ou seja, a capacidade de pensar no bem maior. Todos ouviam as palavras de Broderick com atenção:- A próxima sala, é a das Profecias, conhecida também como do destino. … lá que vocês receberão os resultados dos seus testes. Normalmente, nessa fase, o grupo de candidatos é menos da metade deste grupo, mas apesar de terem se mostrado valorosos, vocês ainda podem ser recusados, se a magia achar que qualquer um de vocês não se mostrou suficientemente capaz. Então eles se dirigiram a sala da altura de uma catedral que continha apenas estantes elevadas e cobertas com pequenas esferas de vidro cheias de pó, uma luz bruxeleante iluminava o local de um azul fantasmagórico. Mais uma vez a sala trazia más recordações a Harry. Eles tiveram que procurar suas respostas, usando apenas a sua intuição. Mas não demorou muito para ele encontrar a sua esfera e quebrá-la imediatamente:"Harry Potter a partir de agora você é um auror em treinamento"Um grito de alegria se ergueu pela sala quando enquanto Hermione corria para ele e todos os candidatos se abraçavam sob o olhar assustado do Chefe, todos os dez restantes haviam sido aprovados. Quando retornavam ao elevador, exaustos mais eufóricos, Hermione perguntou timidamente a Broderick:- O que há nas outras salas do Departamento de Mistérios?Ele a olhou curioso e respondeu tentando parecer rigoroso, mas tinha um sorriso nos olhos. - As outras salas não nos dizem respeito por enquanto Auror.

Nenhum comentário:

Postar um comentário