sexta-feira, 28 de maio de 2010
Capítulo 8 -Um natal muito aquecido
Dessa forma foi transcorrendo o último ano deles em Hogwarts como alunos, eles passaram o natal na toca com os Wesleys e usaram o vira tempo, para passar também na casa de Harry com Monstro que ficou radiante com a presença deles e não sabia o que fazer para agradá-los, fez uma ceia maravilhosa para os dois e enfeitou a casa de uma forma que jamais eles tinham visto. No caminho para o Largo Grimmauld, eles tinham levado o presente de Ted (uma vassourinha de brinquedo como a que Sirius lhe dera quando ele fez um ano) o garoto agora já os reconhecia e mudava cada vez mais rápido a cor do cabelo, de tanta felicidade, quando os via. Após as duas ceias e as duas viagens Harry, além de sonolento estava melancólico, lembrando do último natal, ele e Mione desesperados e sozinhos na barraca, resolvendo no desespero irem para Godric Hollow´s, depois abraçados andando pela ruazinha da aldeia, após teram deixado rosas no túmulo dos pais de Harry, um tempo tão tenebroso, de guerra de desilusão e de morte, como era possível que, mesmo assim tivesse deixado tantas saudades no coração dele, nostálgico ele pensou que foi o tempo onde ele e Mione só podiam contar um com o outro e quando ele finalmente teve certeza de que a amava, voltando de seus pensamentos e focando o olhar ele a viu ali, na sua frente, afundada no sofá, sonolenta e pensativa como ele próprio, ela estava linda linda, a luz prateada do luar refletia em seu rosto. - Meu Deus! Que horas são? - perguntou ela, alerta de repente.- Provavelmente umas três horas da manhã. - respondeu Harry se sentando ao seu lado.- Nem percebi que o tempo passou, preciso voltar Harry. - disse ela, meio assustada.- Não! Durma aqui. - respondeu ele, se encostando no sofá.- Ah, Harry! Sabe que eu não podemos ficar usando o vira-tempo descontroladamente, temos que ser responsáveis.- Preciso falar com você...Disse ele tentando arrumar uma desculpa para ela ficar mais.- Sobre o que? Sobre os Aurores?- Não, não é. - disse ele calmamente .Hermione se surpreendeu.- Então... sobre o que é? - perguntou ela.- Sobre você. - respondeu ele. Encarando-a. Ela olhou inquisitoramente.(Sim, sobre você, é sempre sobre você, você está até em meus sonhos! Sempre se tratou de você. Eu apenas ainda não tinha entendido, logo por que eu não sabia o que é amar, nunca amei antes. Mas sei que por você eu aprenderia, eu já aprendi, com tantos esses anos com você ao meu lado). Pensou Harry, desejando ardentemente, falar isso para ela. - Queria saber... - disse ele, ignorando seus pensamentos.- Saber o que? - perguntou, curiosa, Hermione.- Se você ainda se lembraria de mim. - disse ele e Hermione não compreendeu.-Por que você está dizendo isso? - Harry olhou para os olhos de Hermione cheios de preocupação. - Porque queria saber se você...sabe, hoje, na noite de natal, se lembraria de mim se eu realmente tivesse... morrido no confronto com Voldemort, porque aí, o meu último natal teriamos passado juntos em Godric Hollow´s...ou se já...teria me esquecido. Houve momentos de rara beleza na vida de Harry Potter, mas aquele foi um dos mais belos, ele nunca pôde esquecer a forma como ela o olhou sem palavras e depois o abraçou forte e chorando silenciosamente em seu ombro, quando ele terminou de falar. Nunca mais esqueceu o que ela lhe disse naquele dia.- Como eu me esqueceria de você Harry ?...Se eu esquecesse de você seria como se eu esquecesse uma parte de mim. Harry a consolou dizendo à ela que se ele tivesse morrido realmente não queria que ela chorasse, queria que ela sorrisse pelos bons momentos e que sempre se lembrasse dele.Foi ai que ela o olhou assustada e completou:-Mas você não vai morrer antes de mim não é Harry? Você não pode fazer isso, me deixar aqui sozinha!!! Você tem que prometer, você promete?-Prometo...E...e você promete que não importa o que aconteça, ou...ou o que descubra sobre mim, não vai me abandonar e nem me odiar?- Que bobagem, porque eu te odiaria?-Prometa.-Prometo. Harry teve novamente o impulso de contar a verdade a ela naquela hora, o quanto a amava, quanto sentia medo horrível que ela um dia se afastasse e o deixasse só. Impulso de beijá-la como sempre quis, de abraçá-la e dizer o quanto a queria. Mas ele tinha medo demais de perder a amizade dela, viver sem a presença dela seria pior que viver sem seu amor e a coragem falhou, e então o momento passou, Hermione recobrou o autocontrole e disse que realmente precisava ir embora, vestiu sua capa de viagem e se foi.E Harry ficou ali, pensando que se ele soubesse o que o futuro tinha reservado aos dois quando a conheceu, se ele sonhasse que isso iria acontecer, teria feito de tudo para mudar o rumo entre eles. Teria chamado ela para ver as estrelas numa noite clara em Hogwarts. Teria feito ela voar com ele na vassoura, a defenderia sempre, jamais a deixaria chorar e a pediria em namoro antes que outros o fizessem, antes que o seu melhor amigo se apaixonasse por ela e antes que ele próprio tivesse se apaixonado por outras garotas e até pedido conselhos a ela. Harry e Hermione continuavam a se reunir para praticar defesa contra as artes das trevas, com intervalos a principio, mas logo todos os dias ele ou ela percebiam seus galeões aquecerem e se encontrando em algum canto da escola, em um piscar de olhos, usavam o vira tempo para terem algumas horas a sós, normalmente usavam a sala precisa ou a cabana de Hagrid, que lhes cedia de boa vontade, enquanto continuavam ao lado de Rony e Gina nas aulas e nos treinos de quadribol. Eles praticavam realmente para os exames dos Aurores, mas depois de algum tempo chamavam-se para contar alguma coisa, ou simplesmente tomar um chá. Sentiam-se extremamente completos com aqueles encontros e cada vez mais unidos, nada de mais acontecia naquelas ocasiões, nada mais que inocentes beijos no rosto e abraços de irmãos, mas era incrível como aquilo fazia bem para Harry, o satisfazia infinitas vezes mais do que qualquer sessão privada nos jardins do castelo com Gina, ou algumas visitas que fizera a Cho em Hogsmead.Harry e Hermione conversavam longamente sobre suas idéias, planos e ambições e sobre o tempo, as notícias, a vida e também sobre a infância de cada um deles. Harry contou a ela tudo sobre sua vida com os Dursley, sobre como se sentia na escola trouxa, sobre Tia Guida e seus buldogues, a bicicleta vermelha de Duda, a Sra. Figg e tudo o mais, e falando Harry percebeu que os enormes nós em seu peito iam se desfazendo e ele conseguia, perdoar aos outros, a vida e a si próprio, chegou mesmo a sentir vontade de visitar os Dursleys quando tivesse um tempinho. Hermione lhe contou como começara a perceber que era diferente muito cedo, pois com cerca de quatro anos, quando ela pegava flores na mão as petalas se abriam e fechavam sozinhas, Harry achou incrível a coincidência, se lembrando da cena da lembrança de Snape, onde sua mãe fazia a mesma coisa. Havia muita magia, nas duas, sem dúvida.Ela contou também que na escola trouxa não tinha amigos e era discriminada e que foi a Professora MacGonagall quem procurou os pais dela, para explicar que ela era uma bruxa e devia ir para Hogwarts, que seus pais relutaram muito em deixá-la ir e que ela teve que ter uma conversa séria com os pais aos onze anos para convencê-los a permitir a ida à Hogwarts e de como ela se sentia, também em Hogwarts, muito solitária até fazer amizade com Harry e Rony.Harry tinha certeza que agora sabia mais sobre Hermione do que qualquer outra pessoa no mundo e se orgulhava absurdamente disso, ela também era a única pessoa no universo para quem ele se abrira totalmente e contara todos os segredos do seu passado. O tempo, como sempre que se é feliz, passou muito rápido naquele ano e já era maio, quando numa tarde de domingo, Harry e Mione se encontravam na sala precisa, hoje transformada na cozinha do largo Grimmauld, Harry estava preparando uma macarronada para ela, adquirira o hábito de cozinhar, já que Hermione não conseguia mesmo e ele se surpreendera ao perceber que gostava daquilo, enquanto separava e preparava ingredientes, sua mente ficava concentrada e sua alma em paz. Cozinhar para Hermione era excelente, porque tudo que ele fazia ela achava delicioso e enquanto ele cozinhava, a garota permanecia ao seu lado conversando, ouvindo música ou como agora, lendo o Profeta Diário e comentando as notícias.- Hoje faz um ano da batalha. Disse a garota com os olhos no jornal. - Passou tão rápido! - Um ano? Sério? Como você sabe? Perguntou Harry assombrado.- Está escrito no jornal não é? E tem uma homenagem que a MacGonagall mandou publicar para os mortos na guerra e ah... Tem outra do Malfoy para Snape! Disse a garota incrédula, lendo em voz alta:" Ao meu mais querido e admirável mestre, Severo Snape, saudades eternas de Draco Malfoy e família"O que acha que ele pretende com isto? Perguntou Hermione. - Sei lá, acho que está tentando recuperar o nome da família, você soube que o pai dele quase morreu?- Eu soube, o Profeta noticiou como um ricocheteamento de feitiço, mas o Pasquim afirmou que foi tentativa de suicídio.- Bom não posso dizer que lamento. Afirmou Harry amargurado, Lucius Malfoy havia sido um dos comensais da morte que assistiram impassíveis a sua tortura no cemitério quando Voldemort ressurgira, além de outras incontáveis maldades menores.- De qualquer forma. Disse Hermione, colocando o jornal de lado. - O Snape, bem que merecia uma homenagem não é? Quero dizer ele foi tão corajoso durante todo aquele tempo infiltrado entre os comensais, só para te proteger e tudo só porque amava incrivelemnete a sua mãe. Você acredita mesmo que ele a amava, não acredita? - Ele amava. Afirmou Harry com fervor. Mesmo que estivesse condenado a somente vê-la de longe, nos braços do meu pai, sem ...tocá-la nunca...- Mas isso foi culpa dele mesmo Harry!- Disse Hermione convicta. - Sua mãe poderia ter se apaixonado por ele, porque ela definitivamente já o amava como amigo, mas ele escolheu ser um comensal da morte e não ouví-la... - Mas talvez ele não tenha percebido a tempo que era apaixonado por ela, sabe, por eles terem se conhecido ainda crianças, eu não sei se ele tinha certeza que era um amor...sabe...carnal, eu acho que ele só a achava incrivelmente...maravilhosa e que queria cuidar dela, protegê-la e tê-la por perto para sempre e quando finalmente entendeu, já era tarde...Harry percebeu imediatamente que na verdade estava falando dos sentimentos dele em relação a Hermione e não de Snape e Lilian e então calou-se e se voltou para o fogão e acrescentando rapidamente:- Vou conversar com MacGonagall sobre uma homenagem à Snape. Não entendo porque até hoje ainda não foi colocado um retrato dele junto aos outros diretores de Hogwarts.
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