E eles continuararm, sempre juntos, nos bons e nos maus momentos, um dos piores deles foi no final do primeiro ano como aurores formados quando ocorreu o terrível sequestro de Ted. Naquele dia Harry desceu as escadas entre o nível nove e dez do Ministério e ao abrir um porta encontrou o que procurava: Uma mulher alta e magra de cabelos castanhos que sorriu quando o viu e continuou, falando com um bruxo de ar austero sentado em uma bancada:- O milénio já chegou, já estamos no século XXI! No entanto os nossos tribunais dependem de métodos medievais, eu defendo o bom senso e a justiça, as nossas prisões transbordam de condenados por confissões que nada… – discursava ela mas foi interrompida pela voz bruxo. -Auror! Já a ouvi mais do que uma vez. – Disse ele rindo. – mas agora preciso mandá-la voltar para a sua função, há uma missão especial para o seu destacamento, está havendo uma série de assassinatos bruxos na região norte do país e quero que vão investigá-los. Espero que não haja objeção.-Não senhor.- Então vá, na sua volta discutiremos mais sobre a inutilidade das nossas Leis mágicas.No outro dia bem cedo, junto com o destacamento de Aurores, Harry e Mione partiam para a missão, que por uma feliz coincidência era perto da casa do afilhado de Harry, combinaram assim, de passarem lá, no fim do caso.A missão foi complicada e na primeira semana, passaram a maior parte do tempo apenas investigando disfarçados, mas depois conseguiram prender dois neo-comensais.Naquele momento Harry estava abaixado perto do rio, esperando os demais aurores no final do dia de trabalho, talvez pudesse ver Ted naquela noite ainda, olhava fixamente para a superfície cinzenta da água durante aquilo que pareciam horas, mas derrepente apareceu algo ali e ele gritou pedindo ajuda.- Ajudem-me, venham me ajudar, alguém!Dois Aurores que acabavam de aparatar, há cem metros vieram correndo na sua direção, um negro alto e forte era Zarbini e Hermione.-Potter o que está fazendo ai? – Perguntou Zabini.Harry o que houve? Perguntou Hermione ajoelhando ao seu lado.- Encontrei algo que pelo jeito já foi um bruxo. – Disse enquanto um corpo inchado e cinzento boiava à sua frente.Eles removeram o corpo da água com dificuldades mas perceberam aterrorizados que no peito do homem havia entalhado um recado para Harry "O filhote de lobisomem foi levado e seu padrinho mestiço não poderá judá-lo". Harry buscou aflito os olhos de Mione, que estava tão assustada quanto ele, imediatamente os dois voaram até a casa da avó de Ted, deixando com o terceiro Auror as providências com o bruxo morto. imediatamente os dois voaram até a casa de Andrômeda deixando com Zabini as demais providências com o bruxo assassinado.Quando avistaram a casa não tiveram mais dúvidas, a marca negra pairava ameaçadora sobre ela, para onde se dirigiram encontrando a senhora banhada em lágrimas e inconsolável, com muito custo Hermione conseguiu acalmá-la e ela lhes contou que um grupo de neo comensais invadira a casa e sequestrara o pequeno Ted gritando que ele era o úncio descendente de lobisomem com humano, uma vergonha para a raça dos bruxos. Harry começou a sentir um ódio assassino enquanto ela falava, um ódio como há muito não sentia, ninguém ia ferir Ted, não suportava nem imaginar seu afilhado passando por aquilo tudo e transtornado saiu para o quintal da casa, Hermione logo o lacançou enquanto ele dizia desorientado:- MINHA CULPA , ELES O ATACARAM POR MINHA CAUSA!!!- Harry, não, não é!!! Ele é um mestiço de lobisomem sempre correrá perigo, Remo já sabia disso, nos disse antes dele nascer lembra?- Então é ainda pior, eu devia ter tomado mais cuidado com ele, o protegido melhor!!! Eu sou...um padrinho deplorável!!! Sirius teria... vergonha de mim. Continuou ele passando da raiva à depressão. Hermione que o conhecia melhor que ninguém, já sabia o que vinha a seguir e o abraçou enquanto mesmo lutando contra isso as lágrimas o venceram.- Nós vamos encontrá-lo Harry, eu juro, tudo vai ficar bem, não é sua culpa. Ela disse docemente.- Pare Mione...é minha culpa sim, ele é minha responsabilidade...Eu tinha que Ter previsto isso...- Não, não tinha, você não é onisciente, fizemos o possível, lançamos todos os feitiços de proteção na casa, fizemos o nosso melhor, ninguém duvida do quanto você o ama.Ela estava a centímetros do rosto dele e ele precisava tanto de consolo, daquele consolo que só ela sabia lhe dar...Aquilo era muito arriscado, ele não podia se controlar com ela tão perto e ele a olhou sério:- Mione não seja tão...compreensiva...Não seja tão maravilhosa... Ela sorriu, pensando que ele brincava, completamente inconsciênte do quanto ele falava sério.- Bom vamos!!! Sem mais perda de tempo. Ela disse e o arrastou pela mão.Mas não foi tão rápido quanto esperavam, os aurores tinham regras rígidas para agir em casos de capturas de parentes ou amigos e essas regras proibiam aquele que tivesse entes queridos capturados de saírem em missão para salvá-los, achavam que prejudicava a vigilância mental do auror. Harry não aceitaria isso de forma alguma e começou a se irritar após um minuto ouvindo os planos teóricos do chefe, embora Mione o mantivesse preso pelo braço e não parasse de murmurar no seu ouvido para ele se controlar que ela iria sair na missão e se afinal ele não confiava nela para resgatar Ted? Não se tratava disso ele confiava em Hermione é claro, confiaria sua vida de olhos fechados a ela, mas se tratava de Ted o SEU afilhado e havia algo de muito errado em ficar em segurança enquanto ele estava em perigo, Sirius jamais teria feito isto e soltando firmemente o braço de Hermione tentou sair da sala, Mione o forçou a olhá-la:- Harry...Ele forçou seu melhor olhar inocente:- Só vou ao banheiro...- Harry, me ouça por favor, não vá sozinho atrás dele...Ela suplicou.Não vou, fique tranquila. Encerrou ele desviando os olhos.Mas assim que saiu da sala dos aurores, Harry desaparatou para onde o chefe apontara a maior possibilidade do garoto, ter sido levado e não estava errado, o lugar era assustador para qualquer um, assim que aparatou já empunhando a varinha, percebeu que se encontrava no meio de pelo menos quatro bruxos das trevas Ted o olhava nervoso e gritando com sua vozinha infantil:-Padrinho, cuidado!Imediatamente começou a batalha Harry acertou pelo menos três logo de cara com o feitiço de fogo, mas quase foi atingido por um avada kedrava lançado pela comensal baixinha e ruiva que segurava Ted, virou imediatamente enquanto ela armava o feitiço pela segunda vez e lançou um expeliarmus que a desarmou, mas não pode atacá-la porque ela ainda segurava o garoto pelo pescoço.-Harry Potter...Padrinho do lobisomenzinho? Hahahaah, você vai ver o seu afilhado morrer!! Dizia ela cruel apertando o pescoço do menino.Harry não podia correr o risco de lançar qualquer feitiço hostil contra ela porque poderia atingir o garoto, então lembrou-se do clube dos duelos em Hogwarts e não teve dúvidas:-Rictumsempra!! A comensal certamente não esperava por aquilo, se dobrou em risos histéricos imediatamente e largou Ted igualmente rindo de se acabar, como uma trouxa no chão, Harry aproveitou que ela o soltara e conjurou cordas para prendê-la, evitava ao máximo matar comensais, mesmo quando tinham total licença para isso. Desfez o feitiço em Ted que o abraçou entre chorando e risonho, ele agora com quase quatro anos tinha o padrinho cada vez mais como herói.Imediatamente, Harry se preparou para desaparatar com Ted bem preso em uma mão e a comensal na outra, mas foi surpreendido por um grupo de uns dez homens, com feições lupinas e dentes sangrentos apareceu, Harry não teve dúvidas era lobisomens na forma humana. -Entregue o garoto Potter. Rosnou o mais assuatador deles. -Viemos salvá-lo dos comensais. Ele é nosso! Será criado pelos lobisomens que são a sua verdadeira espécie e não por bruxos nojentos. Completou outro.O QUÊ? NÃO ELE NÃO é… LOBISOMEM AS CARACTERÍSTICAS DO PAI NÃO PASSARAM PARA ELE DEIXEM-O EM PAZ!!! Uma risada canina foi ouvida no meio deles e outra voz falou:-Se aquela vergonha de lobisomem que era o pai dele não prestou nem para isso daremos um jeito, o importante é que ele é nosso!- NÃO!!! Gritou Potter largando Ted e a comensal e sacando a varinha, no mesmo instante os lobisomens pularam sobre ele, seu feitiço até acertou alguns deles, mas como eram muitos, a maioria não foi afetada e o atacaram ferozmente em bando Harry sentiu vários socos, mordidas e facadas que rasgavam a sua carne, ouvia desesperado os gritos de Ted e até da comensal capturada, teve certeza que estava perdido, mas derrepente ouviu uma voz conhecida:- LARGUEM-NO SEU BANDO DE VIRA LATAS NOJENTOS!!! Mione acabara de aparatar majestosa bem em frente ao grupo de varinha em punho e o olhar apertado de ódio, parecia desprender dela uma aura de poder que Harry só se lembrava de ter visto antes em Dumbledore, os lobisomens pareceram recuar de medo ou surpresa e ela aproveitou esse instante de hesitação do grupo para começar a atacá-los sem piedade, lançava feitiços poderosos e e se desviava dos ataques girando sobre si mesma com uma rapidez e uma graciosidade que Harry, abobalhado ficou olhando para ela em ação e até se esqueceu de que também era um Auror. -HARRY, SE NÃO SE IMPORTAR EM ME AJUDAR EU FICARIA GRATA!!! Disse ela irritada quando um dos lobisomens armou um bote a errando por milímetros.-Ah...Sim claro, me desculpe!! Respondeu ele acordando do transe e rolando para recuperar a varinha, mas não conseguiu, sentiu uma dor lacinante do lado esquerdo e percebeu que tinha um corte profundo por onde estava sangrando muito, gritou de dor no mesmo instante que Mione afugentava o último lobisomem e agarrava ele e Ted pela mão, deixando a comensal para trás.Estavam aparatando para algum lugar seguro, supunha ele, ele estava morrendo, sentia a mão dela segurando os dedos dele, girando, girando, mas tinha certeza que estava acabando podia sentir o sangue se esvaindo do seu corpo, queria falar com ela e dizer que a amava e para ela cuidar de Ted na sua ausência, quando bateram numa terra dura.Mione soltou o garoto que parecia congelado de medo e correu para ele, para estancar seu sangue e lançar feitiços de cura, mas estava realmente furiosa e falava ofegante enquanto trabalhava nele:-Absoluto... idiota... Harry...Potter...você...podia...Ter...morrido...você é retardado? Sozinho? Dez lobisomens? Quantos anos você tem onze? Mentiu para mim? Não confia mais em mim? Ele no entanto começava a melhorar, não ia morrer afinal e estava absolutamente feliz, porque Ted estava vivo e salvo, apesar de um pouco traumatizado e porque ela estava ali cuidando dele, apesar das dores dilacerantes que ainda sentia, ele tocou o cabelo dela e sorriu com esforço falando com a voz fraquinha num tom que esperava ser cativante:- Bom...suponho que pensei ser tão bom quanto uma amiga minha, que derrota em trinta segundos uma matilha de lobisomens...Ela fechou a cara como a dizer que elogios não iam amansá-la, mas ele sabia que ela estava aliviada que ele estivesse bem e que o perdoaria. Quando acabou de cuidar dele Mione ficou tranquilizando Ted que tremia feito louco. Quase no mesmo instante o destacamento de Aurores aparatou no local, com coches de transporte e duas padiolas que utilizavam para remover corpos, Harry teve a certeza que não achavam que encontrariam ele e o garoto vivos.Hermione ainda estava trêmula, Harry sabia que ela detestava enfrentar qualquer lobisomem, desde que quase fora devorada por Lobo Greyback aos 17 anos, e ela que nunca errava um feitiço errou a magia simples para colocá-lo sobre uma das padiolas e quase o derrubou.-Cuidado comigo, sua Bruxa!!! Disse Harry divertido.Mione, não se conteve e riu da piada que só os nascidos ou criados por trouxas poderiam entender, que "Bruxa" também podia ser uma ofensa.-Bruxo! Revidou ela rindo e o empurrando para o coche que os levaria.Bruxa! Bruxinha...Continuou ele agora se aproximando perigosamente dela com os olhos faiscando.Nesse instante Zabini entrou no coche com Ted e sentou-se ao lado de Harry com a cara fechada. Para surpresa de Harry até o chefe ficou feliz em vê-lo e não furioso como ele imaginara, após dar uma bronca particular em Harry pela irresponsabilidade, mas totalmente amenizada no final quando ele admitiu que faria o mesmo se algum maldito se aproximasse dos seus filhos.Dias depois do acontecido a sessão de Aurores, resolveu fazer uma homenagem a Hermione que segundo eles tinha ultrapassado todas as expectativas e se tornado um emblema do espírito da equipe, todos os destacamentos foram chamados ao escritório e Mione recebeu uma placa de ouro por serviços prestados.-Agora o Auror Harry Potter, que foi salvo pela homenageada pode dizer algumas palavras se quiser. Disse Broderick sorridente. Harry sentiu as pernas bambearem não esperava por aquilo, o que ia dizer? Não tinha preparado nada, já tinha agradecido a ela milhões de vezes a sós, mas não podia se recusar, ele levantou em frente a homenageada e começou inseguro:- Hermione...sobre você...Deveriam inventar uma palavra nova para o ato de olhar para você, uma Mulher tão... Incomum. Não é observá-la...é contemplá-la, como a uma...paisagem, tudo o que se pode fazer é ficar quieto e tentar manter os olhos bem abertos para não perder nada. Todos os aurores o contemplavam em silêncio...Olhando de um para outro, ela parecia desconcertada.-Eh...Que é isso Harry, você também é...fantástico...Somos uma...dupla!!! E assim que seus olhos cruzaram com os dele, sem conseguir continuar, a garota correu e o abraçou, no que foi imitada por todo o destacamento e depois todos os Aurores, num grande e coletivo abraço.
Harry e Hermione conseguiram passar as férias de natal na Toca e sob protestos da Sra. Weasley carregaram Monstro e Winky junto com eles. Os pais de Hermione também compareceram nessa festa e pareciam bem envelhecidos, Harry pensou que talvez estivessem sentindo muita falta da única filha, que pelo que ele sabia pouco os visitava.- Minha filhinha desnaturada. Disse a Sra. Granger rindo com lágrimas nos olhos ao abraçar Hermione. - Eles são todos iguais, crescem e nos esquecem não é? Perguntou o Sr. Weasley olhando com uma expressão magoada para Gina e Rony que discutiam algo em um canto.- Não precisam mais da gente. Concordou a Sra. Weasley começando a lacrimejar.- Partem o nosso coração. Completou o Sr. Granger. - Ah pelo amor de Deus!! Parem já com essa chantagem emocional. - Disse a amiga rindo para o pai enquanto o abraçava. - Vocês também não vão me visitar.E enquanto era abraçado pelo Sr. e pela Sra. Granger Harry lembrou com uma fisgada no coração que há anos não visitava o túmulo dos seus pais, após deixar Hogwarts tivera tempo para tanta coisa, mas isso ele não fizera, se sentiu mal com a lembrança e pensou que assim que possível deveria voltar lá.- E você querido, como vai? Perguntou a Sra. Granger para Harry.- Bem, vou bem. Afirmou o garoto tomando-a pelo braço.- Você e Hermione têm se visto com frequencia, suponho?- Ah sim, todos os dias.- Sorte sua. Afirmou a senhora voltando a parecer abatida.- Sorte mesmo. Concordou o garoto a acompanhando até o quintal.Após a ceia, o Sr. Granger, puxou Harry para um canto do jardim, enquanto a esposa parecia discutir algo com Hermione sobre a forma da filha se vestir.- Harry, posso falar um pouco com você?- Claro.- Como ela vai? Disse ele olhando carinhoso para a filha. - Bem, vai muito bem suponho... Somos Aurores, o senhor obviamente já sabe e ela, como era de se esperar, é a mais brilhante do Ministério, todos gostam muito dela. Mas porque o senhor não pergunta isso pessoalmente à ela? Perguntou o rapaz desconfiado.- Ah, bom você entende, ela é muito fechada conosco, não quer que a gente interfira, sabe? Os jovens...Mas você é diferente, nós o julgamos um jovem excepcional e confiamos muito em você, ficamos tranquilos que esteja sempre por perto dela ela...Ela...Ela tem realmente um grande afeto por você.- E eu por ela. Afirmou Harry com um suspiro olhando para o céu. - E esse namorado dela?Harry se sentiu um pouco confuso e constrangido com a pergunta, o que ele queria saber afinal?- Bem ele...Ele também é uma excelente pessoa é um bom amigo e... … ótimo jogador de quadribol. Afirmou Harry sem saber o que dizer. - E bruxo. Completou o Sr. Granger.- Bem senhor, eu também sou bruxo e sua filha também é... - Eu sei, eu sei que sim e não quero que pense que tenho preconceito contra bruxos, mas você e Hermione foram criados de uma forma diferente dessas pessoas. - Ele apontava para os Weasleys. - Vocês têm outros valores, crenças e atitudes e...e entendem melhor o nosso mundo não é?- As vezes eu não entendo nenhum mundo Sr. Granger. Respondeu Harry encolhendo os ombros.- … nem eu, nem eu. Disse o outro sorrindo com uma expressão cansada e dando tapinhas amigaveis nas costas de Harry.E então os dois voltaram para perto dos demais.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
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