Harry bloqueava o caminho de Hermione para a porta do elevador do Ministério da Magia. - Com licença. Disse ela, sem olhá-lo, entrando no elevador, ele entrou atrás.- Páre de fugir de mim!!- Harry isso é errado!! Nós não podemos, nós não devemos.- SIM NOS PODEMOS!!! A NÃO SER QUE VOCÊ NÃO ME QUEIRA, A NÃO SER QUE SEJA MENTIRA O QUE ME DISSE NO ALTO DAQUELA MONTANHA. …é ISSO? - Não grite.- VOCÊ NÃO ME AMA?- Eu amo Harry, mas...Tem o Rony e a Gina...Nossas famílias...- Acharemos um jeito de contar a eles...Um bom momento... - Dizia ele tentando convencer a ela e a si próprio que era possível. - não precisamos fazer isso de supetão, podemos terminar os nossos namoros, um de cada vez...e depois de um tempo assumiremos que estamos juntos...
Ouça, eu não vou perder você, não de novo, posso ter sido um idiota diversas vezes quando era adolescente, mas hoje sou um homem, um homem que te ama como jamais nenhum outro te amou ou vai amar. - Harry eu... - Me beije. Ele praticamente ordenou, encurralando-a em um canto do elevador mas mantendo certa distância.- Harry aqui não. Ela o olhava como se ele fosse um completo louco.- Hermione, me beije agora, por sua própria iniciativa ou eu juro que nunca, nunca mais vou te beijar!!!- Não seja criança...- Nunca falei tão sério na minha vida. Ele disse olhando-a com os olhos apertados de raiva.Então ela se aproximou, ainda com uma cara de assustada e encostou seus lábios nos dele de leve, beijando-o. Todo o sangue de Harry parecia ter se tornado larva de um vulcão em ebulição e ele a puxou para si, retribuindo com paixão, mas ela se afastou rindo.- Pronto. Te beijei por vontade própria. Feliz?- Nunca estive mais feliz em toda a minha vida!!!
Alguns dias depois, Hermione o encarou por um momento. Ele sorriu, já impaciente, estavam em frente ao apartamento dela. - Vamos entrar, ou não? – ele riu da timidez dela.- Claro. – Hermione respirou fundo, então, abriu a porta. - Uau! – ele reparou que havia velas vermelhas pela sala – Uma ocasião especial?- Muito. – as bochechas dela ficaram rubras, fazendo-o sorrir.Ele fechou a porta atrás de si, e após retirarem seus casacos, com um aceno de varinha, a música preencheu o ambiente.
Harry aproximou-se e pegou o queixo da garota, levantando-o gentilmente. Seu rosto inteiro parecia brilhar quando Hermione encarou-o. Abaixou-se para tocar os lábios dela.
O cheiro que vinha do corpo dela agora era praticamente inebriante, a sensação que Harry tinha era de que nada do que ele fazia ali agora condizia com a porção racional dele mesmo. Sua mão ainda acariciava o rosto dela, logo seus dedos tocaram suavemente os lábios da garota, quase que sem querer. E a partir daí, Harry já nem ao menos tinha total noção do que estava fazendo. Ela deslizou o rosto suavemente até que ambos ficaram frente a frente... Harry pode ver que a garota mantinha os olhos semi-cerrados e a cabeça ligeiramente baixa... Passando a mão pelo rosto dela novamente e descendo até o queixo, ele levantou-o suavemente, até que ambos se entreolharam, os olhos verdes nos castanhos.A respiração da menina estava lenta e pesada, e Harry sentia agora seu coração bater tão forte, que tinha quase certeza de que ela própria podia ouvi-lo também... e então sem pensar em mais nada Harry a beijou, a primeira coisa que ele sentiu foi um tímido e suave toque entre o seus lábios e os da amiga... carinhoso, calmo, como se não houvesse pressa alguma para aquilo, e ambos quisessem aproveitar ao máximo de cada segundo daquele momento. Pouco depois, um calor difuso pareceu invadi-lo, uma necessidade de puxá-la pra perto, o mais perto possível... E assim o fez... Por um momento, antes de aproximar a garota de si, Harry pode ouvir um ligeiro esgar de surpresa vindo dela, e no primeiro momento, quando seus lábios se tocaram realmente, a primeira reação da garota foi de susto, mas apenas por uma fração de
segundo... logo em seguida, foi como se ela amolecesse nos braços de Harry, fazendo com que ele descesse uma de suas mãos até a cintura dela e puxasse-a ainda mais pra perto de si, movimento contra o qual ela não fez esforço algum em evitar... Ao contrário... Harry pode sentir logo em seguida uma das mãos da garota percorrer seu cabelo subindo pela sua nuca, à medida que o beijo se tornava mais e mais profundo... A adrenalina... Veio tão intensa, de um modo que ele nunca sentira antes, diferente, urgente, e tão forte que Harry temia que talvez ele não fosse capaz de controlar... Ele não tinha muita certeza de como ou porque aconteceu, mas o fato foi que o que pareceram ser poucos segundos depois, ele pode sentir as mãos da garota sobre seu peito empurrando-o na direção contrária. Ela o estava afastando...- Harry, por favor, nós não devemos... nós não podemos, ela dizia, olhando nos olhos dele enquanto ele insistia em puxá-la para perto.- Porque nós não podemos? Porque não devemos? Eu estou cansado de todo mundo dizendo o que eu devo ou não devo fazer! Eu quero isso, Mione. Eu quero você... - Ele dizia, segurando a cintura dela mantendo seus corpos em contato.- Harry...por favor, não... Ela dizia, ofegante mas sem realmente mostrar convicção no que dizia o deixando maluco.-Não... Não me diga que você não quer também! Eu posso sentir, eu posso ver que você também me quer... dizia ele tentando beijar qualquer parte que alcançasse dela, cabelos, olhos, pescoço e passeando as mãos pelo seu corpo. Ela resmungava baixinho, num esforço para se controlar, fazendo-o perder completamente a cabeça, ele recomeçara a beijá-la com paixão, como jamais beijara ninguém na sua vida, sua boca percorria a boca da garota, suas orelhas e sua nuca. Hermione tentava empurra-lo, afastá-lo mas mesmo assim... Merlin! Como aquela sensação era boa!
-Harry eu não... Eu nunca...
Ele recuou incrédulo.
-Você e Rony n...não? V...vocês nunca? - Não. - Respondeu ela simplesmente. - Eu nunca me senti preparada e disse a ele que era um costume trouxa esperar até o casamento...E...Bem, ele nunca teve muito interesse em estudar os costumes trouxas. - Mione...Você é a mulher da minha vida... – ele completou com um aceno de cabeça. Hermione o abraçou:– E você o homem da minha. -Eu vou adorar ser o único homem. – ele sussurrou rindo baixinho, antes de beijar-lhe a orelha.
Harry estava perdido, não podia mais parar. Ele inclinou-se sobre ela forçando seus lábios e colocou todo o seu peso sobre o corpo da amiga, todos os seus sentimentos, tão reprimidos, por tanto tempo se traduziam em gestos cada vez mais ousados. Ele a beijava como se o mundo fosse acabar. Nada mais importava.
E o fato de que ela estava vermelha e com os olhos brilhando, o que a deixava ainda mais linda, não ajudava nem um pouco! Como eu posso parar isso se é tão deliciosamente bom?! Ele não dava tempo algum para que ela pudesse pensar, ou recobrar o juízo, ou o autocontrole habitual, sabia que se parasse por um minuto a perderia. Harry a olhava hipnotizado. "Você é Linda". -Ele sussurrou no ouvido dela, mantendo o corpo preso sobre Hermione, e antes que percebessem, em poucos segundos, estavam rolando no chão.Harry.Ele a ouvia falar seu nome febril e ele sabia que ela não estava conseguindo pensar no que estava fazendo, mas ele não iria desistir não iria parar. ela era dele, só dele, e naquele lugar e naquele momento, ninguém iria impedi-lo.Ele tinha certeza que seu coração ia arrebentar seu peito e pode ver que Hermione chegou a se assustar com a força com que ele a dominava. -Schhhh... Está tudo bem... Ele falou baixinho no ouvido dela enquanto a tomava para si.E eles fizeram amor abandonadamente, Harry experimentou uma emoção que jamais sentira na vida, intensa, mágica, inesquecível e então ele finalmente conheceu o significado do verdadeiro amor, ele não poderia jamais descrever as sensações de prazer que atravessavam seu corpo. Ele queria beija-lá, abraçá-la, protegê-la, e amá-la como um maluco pela eternidade adentro. -Eu realmente amo você - Escapou-lhe dos lábios, não pretendia dizer isso embora fosse sincero, era mais uma constatação do que uma declaração. -Por isso estamos aqui... - ela disse, e também era apenas uma constatação. Harry queria que ela soubesse o quanto ele precisava dela. O quanto a sua vida dependia do amor dela. E então tudo se tornou prazer, numa onda irresistível que varreu os dois corpos ao mesmo tempo anestesiando suas mentes.Após um tempo, Harry ainda olhava para uma Hermione perplexa com as novas sensações despertadas no seu corpo, ele se deliciava com cada gesto dela, da sua eterna menina. Harry beijou-lhe os cabelos e, pegando a varinha na mesa de cabeceira, conjurou um cobertor para eles e escorregou por debaixo dele, se escondendo no peito dela, abraçando-a e chegando-se mais a ela, como a garantir que ela não fugisse. - Prometa que não vamos nos separar nunca. - ele pediu, a voz pouco mais que um sussurro. - Prometa que chegará um dia em que todas as noites vou poder dormir com você, que vamos compartilhar nossa vida. - Estarei sempre com você, sempre. - ela acomodou-se de modo que pudesse encará-lo, séria. - Sabe continuou, tocando o rosto dele com carinho e baixando ainda mais o tom. - eu descobri que você e eu somos partes de uma mesma coisa e que é impossível separar as duas partes sem que as duas acabem mortas, nada pode nos impedir de voltarmos a nos juntar, sempre acharemos um jeito de nos reencontrarmos e revivermos esse amor não importa quando, nem onde.- Eu não existo longe de você. Harry disse enquanto puxava o rosto dela para si, voltando a beijá-la.Aos poucos eles se aquietaram, aninhando-se nos braços um do outro até dormirem. Na manhã seguinte a fraca luz do sol entrava pela janela do quarto, fazendo Hermione despertar assustada. Harry a olhava através de um espelho da sala.- Harry, Harry? Você está aí? - indagou ainda com a voz rouca, enquanto apoiava-se nos cotovelos e passava os olhos pelo quarto. Ela fechou os olhos e começou a resmungar. - Hermione, você não devia ter feito isto, não realmente, onde estava com a cabeça? Ele deve ter fugido, arrependido ...- Eu devo voltar mais tarde? - Harry perguntou rindo da porta do quarto.Ela levantou a cabeça, completamente vermelha e lhe sorriu. - O, oi, hã... eu pensei que você tinha...ido para a sua casa. Harry sorria travesso, tinha advinhado que ela estaria exatamente no meio de uma reflexão profunda. - Eu fui, fazer o café da manhã. - Café da manhã, hum? - ela indagou, sorrindo, enquanto erguia os braços e ajeitava os cabelos disfarçadamente. Harry virou de costas e fingiu não reparar, mas ainda podia vê-la pelo espelho. - Bom alguém tem que providenciar comida nesta casa não é? O que você vai querer ? Hermione se levantava furtivamente da cama e saia em uma busca por suas roupas, procurando algo para vestir, achou um agasalho de Harry, jogado sobre a cama e se embrulhou nele, depois correu até o espelho do quarto e olhou com um olhar tão horrorizado para seus cabelos armados que fez Harry rir disfarçadamente. Pegou um elástico em cima da mesa de cabeceira e os amarrou em um coque frouxo. - Chá ... eu quero chá. Hermione disse saindo do quarto e indo em direção a sala, fingindo estar se espreguiçando despreocupada e Harry parado na porta da cozinha com um sorriso perguntou: - Chá? - e se aproximou lentamente. … uma pena, eu pensei que você quisesse... - ele beijou seu pescoço e a apertou contra si - isso. Ele a puxou de volta ao quarto, enquanto ela se enroscava em seu pescoço e o abraçava com força, como na noite anterior. Ele soltou o cabelo dela com as mãos, escorrendo os dedos pelos fios cacheados. - Deixe-os soltos, eu gosto mais assim. Hermione dava passos de volta para trás rumo a sala, com um sorriso limpo brincando em seus lábios. Ele a seguiu. - Por Merlin, devia ser proibido por lei acordar com um cabelo tão armado! - São lindos. - declarou ele dando mais um passo a frente e fazendo com que ela caísse sentada no sofá. Rapidamente ela foi se arrastando até chegar ao encosto. Mas ele simplesmente não queria parar, ele queria a ela desesperadamente. Por inteira, por completo. Precisava dela, de corpo e alma. E ele sabia que Mione o queria também. O modo como ela o olhava... Mesmo que aquilo pudesse destruir seu coração e talvez colocasse a perder tudo o que eles haviam construído na vida, ele não podia parar: Ela estava com ele agora, e naquele momento ele duvidava que algo no mundo pudesse dar errado para eles novamente.Ele podia sentir cada músculo seu contra o corpo macio dela. O cheiro dela lhe causava arrepios na espinha, as mãos estavam em todos os lugares. Nada era tão ou completamente suficiente.Sentiu o sangue gelar e fervilhar num intervalo absurdamente curto quando viu a expressão no rosto dela.Era simples impressão, ou ele estava enlouquecendo aos poucos?Ela estava completamente desalinhada e sorrindo daquele jeito delirante, tão encantador como sempre fora.A luz do amanhecer fez com que ele tivesse uma visão detalhada dela, recostada no sofá, e era ela mesmo, não era um sonho, ou alguém que ele fingisse ser ela naquele momento, era Hermione, linda, os cabelos caindo por seus ombros, o rosto afogueado contrastante com os olhos brilhando muito, e ela o olhava perplexa e dizia:- Eu sei que essa não seria a melhor reação num momento como este, mas eu...- Ela puxou o ar. - … apenas bom demais para ser verdade. Estar aqui com você e tudo parecer tão certo...Harry a puxou para ele de uma forma abrupta, a prendendo fortemente nos braços:- O certo é que você é minha. Só minha. Isto é certo.Harry levou os lábios a, garganta dela, ao pescoço, a orelha, mordiscando-a, incitando-a. Se ele tivesse parado para considerar a situação deles, se lhe restasse um pingo de sanidade depois de outro gemido que ela deu, Harry certamente agiria racionalmente e pararia com aquela loucura. - Mas desde quando ele fora racional? E nos momentos seguintes ele a estava puxando ainda mais para si e tentando desesperadamente parar o tempo para que as sensações não se esvaíssem do seu corpo, sentindo cada momento, cada batida de ambos corações, ele sentia novamente seu corpo explodindo de prazer, no mesmo instante que o dela, a respiração desacelerava-se gradativamente a eles sorriam. Um para o outro, e o sorriso dela era peculiar. Um sorriso típicamente Hermionesco.
Ele a guiou até o quarto e os dois apenas sentaram-se na cama, Hermione acomodada com a cabeça no peito de Harry. Ficaram um longo tempo num doce silêncio de paz, até que ele ponderou: - Quando nossos filhos nascerem, precisaremos de um lugar maior que esse, você quer morar no Largo Grimmauld mesmo ou construiremos uma casa nova?-Filhos? Mas ele fingiu não ouvir o susto na voz dela e continuou...- Gostaria de morar no campo, com as crianças brincando pelo jardim...Quantos filhos vamos Ter? - Eu não quero mais que dois. Disse ela entrando no devaneio dele.- Dois? …é muito pouco...Eu queria um time de quadribol completo... Ela riu:-Se puxarem a mim, não será um time de quadribol muito bom não é mesmo? -Em compensação serão os bruxos mais brilhantes da história. Ele disse carinhoso.-Segundo o Monstro serão imbatíveis.-Monstro...Disse Harry pensativo...Acho que ele no fundo sempre soube que nos amamos, que pertencemos um ao outro...-Os elfos enxergam coisas que os bruxos não podem ver. Completou ela.-Então dois filhos somente? A primeira podia ser uma menina, eu sempre quis uma filha, ela seria igualzinha à você quando criança o mesmo narizinho empinado e jeitinho de dona do mundo. -Tomara que não puxe os meus cabelos lanzudos e meus dentes meio grandes...-Você nunca vai me deixar esquecer isso não é? Perguntou ele rindo.-Não. Respondeu ela.- Mas eu preferia um menino, um menino igual à você, igualzinho, esses olhos tão verdes e esse cabelo espetado...- Se não precisar de óculos já será uma grande coisa...Ele disse virando-se e a olhando com fervor:-Quem sabe você engravidou hoje??? Ela o olhou com uma expressão que beirava a piedade:-Obvio que não engravidei Harry...Uma bruxa só engravida quando quer.Ele a olhou desapontado.-E você não tem certeza se quer? Então porque está aqui?Ela o olhou magoada-Você sabe porque eu estou aqui. Porque eu te amo...Ele se aproximou ainda mais e a beijando muito enquanto passava as mãos pelos cabelos dela, perguntou:- Mas você não quer um filho meu? - Harry quantos anos você tem? Onze? Claro que eu quero um filho seu, mas as coisas não são assim, você tem que deixar de ser tão impulsivo. Vamos com calma, temos coisas a resolver antes disso não é? Temos que falar com ... Ela não conseguiu pronunciar o nome dos Weasleys.-Harry, prometa que vamos resolver isso logo, por favor...Eu não quero ser desonesta com ninguém...- Mione, você sabe que é o que eu mais quero...mas é complicado...porque tem que ser tão difícil? Ele se lamentou, mas depois completou.- Eu juro que vamos resolver isto. Hermione enterrou o rosto no peito dele e Harry sentiu as lágrimas dela em sua pele. Deixou-a chorar, assim ela se acalma, ele acreditou, aos poucos ela se acalmou realmente a caiu novamente no sono, Harry deitou-a na cama e ficou olhando para ela enquanto ela dormia, sua Hermione, totalmente sua, sentiu que podia explodir de feliciadade, tinha vontade de sair gritando pelo mundo que aquela criatura incrível o amava ele não merecia, sabia disso, mas ela o amava eles ficariam juntos para sempre, ele nunca nunca mais deixaria nada nem ninguém separá-los e jamais, isso ele jurava para si mesmo, jamais deixaria ela chorar novamente, fazê-la feliz seria seu único objetivo dali em diante. Passou de leve a mão pelo rosto da menina, com cuidado para não despertá-la, contornando cada detalhe, tentando decorar os traços dela com os dedos da mesma forma que já o tinha há tantos anos decorado com os olhos.Ele não podia correr o risco de perdê-la novamente, ela era a vida dele, sempre fora, mas agora que correspondera ao seu amor, agora que ele soubera que sempre tinha sido amado por ela e que fora só a imaturidade e os mal entendidos que o haviam privado de estar há mais tempo desfrutando desse amor ele não podia mais nem pensar em ficar sem isso, doia só de imaginar que ela soubesse de algo que perturbasse ou sequer arranhasse aquele amor perfeito que ele lia nos olhos dela. Ela respirou profundamente e sorriu no sono, virando-se de costas para ele e ele se acomodou em volta dela como uma concha, respirando o perfume da nuca dela e adormeceu.Acordou assustado, quando a noite já vinha chegando, sonhara que Hermione estava perdida numa floresta escura, mas quando ele tentava se aproximar e protegê-la ela corria ainda mais chorando e o olhando apavorada como se ele fosse o mais perigoso e maligno monstro daquele lugar, ao ver que ela estava a salvo dormindo ao seu lado ele se apertou ainda mais contra ela, com a terrível sensação do sonho ferindo seu peito, quase que instantaneamente o medo se despedaçou e a paixão o dominou, não era mais desejo, era necessidade tão grande que doía. - Não...Harry eu preciso dorm...Ela dizia numa tentativa de protesto totalmente enfraquecida pelo gemido que deu em seguida e pela forma como ela parecia se dissolver nos seus lábios e sob seu corpo.- Nunca me deixe, nunca me deixe, nunca me deixe...Ele implorava enquanto a amava num desespero absoluto.Depois de um tempo caídos inertes na cama Hermione começou a rir, Harry ficou curioso:- O que foi.?
Mas ela só ria, ria, ria o que foi se tornando uma verdadeira gargalhada, apesar de não entender a piada interna que ela deveria estar curtindo, Harry ria junto ao vê-la se divertindo tanto e perguntava sem cessar:- Hermione, o que foi? Do que está rindo?- De você!!! Nunca me deixe, nunca me deixe, nunca me deixe... Porque você tem essa idéia ridícula que eu vou te deixar? Te odiar? Te abandonar? Eu te amo Harry Potter e nada pode mudar isso, nunca pôde, eu sei que você não é perfeito, nem o herói que as pessoas pensam e as vezes é bem ranzinza e imaturo, mas é meu amor, meu amigo, meu irmão, meu homem, é corajoso, bom e principalmente verdadeiro.Foi a coisa mais bela que ele já ouvira, ele sentiu lágrimas querendo sair dos seus olhos, mas lutou bravamente, não queria que ela o chamasse de bebê chorão de novo.- Você está com fome.- Ele afirmou, não tinham comido nada o dia todo.- Vou preparar algo para você comer.- Não, quero tomar um banho primeiro. Disse ela.- Então EU, vou te dar banho!! Afirmou ele.- O quê?- Sem discussão, hoje você é que é o meu bebê! Ele disse rindo e a puxando para o banheiro.Após tomarem banho juntos, com Harry fazendo questão de demorar-se lavando os longos cabelos dela, que ele enrolava nos pulsos e no pescoço rindo e declarando-se acorrentado pelo amor, escravo da sua "rainha", eles se enrolaram em roupões e foram para a pequena cozinha, Harry se perguntou onde andaria Wink, mas esse pensamento não durou nem um segundo em meio a caça que teve que fazer entre os armários tristemente vazios do apartamento dela e os restos do café da manhã esquecido, tentando fazer algo possível de engolir.- Se eu sumisse da sua vida você morreria de inanição sabia? - Não preciso me preocupar com isso, você não pode mais sumir, não é meu escravo agora?- Para sempre! E o que a minha rainha quer comer? Pão murcho? Ou cereal velho?- Acho que é melhor irmos jantar fora!Harry olhou para os distintivos de aurores esquecidos sobre a bancada, e riu.- Porque está rindo? Perguntou ela desconfiada.- Porque fiquei imaginando Broderick arrancando os cabelos ao ver que nenhum de nós dois foi trabalhar hoje, com toda aquela pilha de processos sobre as nossas mesas!!! Ela arregalou os olhos perplexa:- AI MEU DEUS HARRY!!! NÃO FOMOS TRABALHAR!!! COMO VOCÊ ME DEIXOU FAZER ISSO??? TINHA TANTA COISA PARA RESOLVER HOJE, O PROCESSO DOS BRUXOS DE SALEM...Harry riu satisfeito:- Essa é a minha garota!!!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
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