sexta-feira, 28 de maio de 2010

Capítulo 34 - De Volta à Vida

Harry pôde vê-la, chegar da rua com um olhar perdido, ela não o notara, mordia o lábio e tentava respirar fundo mas Já não conseguia mais se controlar as lágrimas caindo em cascata ela se sentou, colocando as mãos sobre o rosto tentando contê-las, mas não adiantaria muito, ele a conhecia, em breve os olhos estariam inchados e vermelhos e os cílios fariam o lindo emaranhado que tanto ele amava.

Harry se aproximou lentamente, sentou-se ao lado dela, antes que ela abrisse os olhos ele soube que ela sentira sua presença, o canal telepático entre eles nunca se fechara, e perguntou docemente:

- Por que está chorando?

- Não é nada, Harry... ---- ela respondeu, finalmente tirando as mãos do rosto.

- Conte para mim! ---- ele pediu alisando seus cabelos de uma maneira delicada.

-Porque deveria contar justo para você? Perguntou ela chorando ainda mais.

- Porque você precisa de alguém para desabafar e sabe que sou o único que é capaz de te entender.

- Felizmente para mim. - Harry disse após um tempo sorrindo com tristeza a despertando dos seus devaneios.

-Você está usando legilimência? ---- perguntou ela brava.

-Claro que não, Hermione...

- Mas então, como...?

-Ainda não perdi o velho hábito de conhecer você melhor do que ninguém... Certas coisas nunca mudam! Ela se jogou em cima dele, que retribuiu imediatamente o abraço, percebendo o estado frágil em que ela se encontrava. Ela chorou em seus braços por muito tempo, até que ele disse em seu ouvido:


-Venha comigo... E segurou mão dela a guiando até a Rua onde tirando a varinha do bolso desaparataram.

-M...meu antigo apartamento? Ela perguntou espantada.

- Sim...Eu o mantenho...Venho aqui às vezes quando preciso de... paz. Ele respondeu simplesmente a guiando até o sofá. -Sente-se, ofereceu gentilmente. Sentando-se em frente a ela.

-Por que me trouxe para cá? Ela perguntou.

-Você está precisando de mim ... Ele disse somente. Então... o que aconteceu que te fez chorar?

- Não sei Harry, simplesmente não sei minha vida deu uma reviravolta tão grande... Eu me casei, tive dois filhos, mas não sei se realmente estava pronta, acho que sabe... não tive escolha, parece que tudo a minha volta me empurrou para fazê-lo... Mas depois descobri que Rony também não era...Descobri coisas que bem...Não quero falar sobre isso.


-Se tivesse me ouvido, não estaria nessa situação.

- Ah e o que você esperava, que eu ficasse sozinha enquanto você casava com a Gina, tinha filhos e construía sua vida?

-Se você tivesse me estendido à mão, se você tivesse me dado apenas um sinal, você sabe que eu não teria me casado...

- E você acha que eu seria feliz, sendo a responsável por você não se casar com a mãe do seu filho? Rony me pareceu um porto seguro naquele momento... Mas depois...

-Entendo... Você o ama agora? Ele perguntou, e pela primeira vez havia medo nos olhos dele.

-Quem?

-O Rony...

-Ah, Harry... Quantos anos você tem?

Ele riu concluindo:

- Isso é um não.

-O que você responderia se eu te perguntasse: você ama a Gina agora?

Ele levantou do sofá e se ajoelhou na frente dela.

-Que não. Eu não a amo. Ele olhou penetrantemente nos olhos dela.

-Não a ama... Disse ela amargamente. Mas as outras passam na sua vida e ela fica, enquanto estava junto com ela, quantas amou depois de mim Harry?

-Nenhuma, você sabe, nem antes e nem depois, nunca amei mais ninguém além de você em toda a minha vida, nem vou amar.

- Isso não importa mais a nossa chance já passou. agora não dá mais para refazermos o passado... - Ela disse e se levantou, andou até a janela e observou a vista.


-Hermione você sabe que importa, que ainda temos uma chance, que não dá para refazermos o passado mas dá sim para reescrevermos nosso futuro, sabe que não foi só uma febre, que foi, que é verdadeiro. – Ele passou as mãos pelos cabelos desesperado enquanto voltava para se sentar. Eu sinto a sua falta todo dia, sinto falta de tudo, da sua pele, do seu cheiro, da sua voz, da sua risada, das nossas conversas, dos nossos planos, dos nossos passeios, da nossa vida...
Ela mordeu o lábio inferior num gesto tão dela que ele apontou para a boca dela ainda mais desesperado:
- Sobretudo eu sinto falta disso amor. Só você morde o lábio assim quando está pensando...

Ela riu involuntariamente e o coração dele pareceu se encher de luz.

- Volte para mim. Ele pediu sem pensar.

Ela o olhou transtornada.

- E o que teríamos para oferecer um ao outro agora? Encontros furtivos? Momentos roubados? Jamais poderíamos andar de mãos dadas, jamais poderíamos dizer em voz alta o que sentimos, acha que isso é tudo o que merecemos depois de tantos planos, tantos sonhos e tanta luta?

- Algum amor é sempre melhor que amor nenhum. Respondeu ele simplesmente.

Ela o olhou intensamente nos olhos entre lágrimas:

- Parece que você tinha razão não é? Eu não c...consigo ficar longe, sou simplesmente incapaz de te e...esquecer!
-Eu também meu amor – os lábios dele buscaram os dela para um beijo intenso.
- Mas não podemos... Não devemos... Ela começou.
- Shh... – ele sorriu – Não vamos pensar nisso agora.
- Mas Harry...
-Não Mione, nada de mas...entenda, jamais conseguiremos ficar longe um do outro estamos unidos por toda a vida, Dumbledore entendeu isso, Minerva entendeu isso, até Hagrid e Monstro entenderam isto! Já tentamos!! Não funciona conosco!
- Harry eu...
- Sinto sua falta, Mione. – Não sente a minha? Perguntou ele aproximando-se.
- Demais... – Hermione fechou os olhos, se rendendo ao vê-lo se aproximar.
Ao beijá-la na curva do pescoço, ela tremeu de leve e Harry se sentiu o homem mais feliz do mundo, enquanto os beijos se tornavam mais e mais desesperados. Harry percebeu a excitação dela, e se virou para olhá-la queria vê-la, precisava disso, ao se virar sorriu, lá estava sua Hermione, os olhos brilhando e a face afogueada, mergulhando naqueles olhos castanhos. Harry começou a despi-la... Eles fizeram amor e as sensações dessa vez eram uma mistura de alegria e tristeza era como se com cada beijo e cada toque ele tentasse apagar do corpo e da mente dela todo o passado, toda dor, curá-la, consertá-la, cuidar dela. Após um longo tempo ele a abraçou e ainda podia ouvir as batidas do coração da sua eterna menina até suas respirações diminuírem à medida que a pulsação voltava ao normal.
Eu... – começou Mione, meio incerta, ao passo que Harry lhe acariciava os cabelos – acho que ainda lhe devo desculpas. Agi feito criança na época dos nossos casamentos, eu estava com raiva e magoada e...
- Está tudo bem. – murmurou Harry. – Eu entendo. Passei muito tempo pensando nos meus próprios erros em como me sentiria se tivesse acontecido o contrário e apesar de que talvez não fosse tão teimoso, certamente me sentiria ferido e reagiria como um animal cego de dor.
Hermione sorriu cansada para ele – eu estava muito ferida mesmo, eu cheguei a pensar que você nunca tinha me amado de verdade. – disse ela. -Eu estava tão zangada que nem percebi que estava me ferindo ainda mais.
- Eu já estava preparado para o que viria. E as suas palavras foram o que menos machucaram, se quer saber - Você não me olhar era o que mais doía, eu preferiria que você me torturasse a me ignorar daquela maneira.
- Eu queria te torturar mesmo. – confessou ela, abraçando- Queria que você sentisse um pouquinho da dor que me fez sentir, mas você já tinha sofrido demais, sempre levando toda a carga do mundo sozinho... Me desculpe amor.
Ela o chamara de amor e as desculpas nem eram mais necessárias ele voltou a sentir a velha emoção o dominar, eles olharam um nos olhos do outro e toda a mágoa daqueles anos ficaram pequenas perto da enormidade do amor que eles sentiam.
Ele a abraçou enfiando o rosto na massa confusa dos cabelos dela e dizendo:
Obrigado.
-Pelo que?
-Por passar por cima disso tudo e nos dar outra chance.
Ela sorriu abertamente para ele, e aproximou seu rosto até seus lábios encontrarem os dele.
-Eu não existo longe de você.


...

Enquanto isso no Ministério


Havia mais de meia hora que Ana Abbott procurava pela amiga no Ministério para saber detalhes sobre um caso complicado. Estava ficando impaciente onde a amiga se metera?
Espiou mais uma vez pela lareira da Sala de Hermione, já perdendo as esperanças quando, viu ela e Harry entrarem juntos entre risos, imediatamente ela se escondeu nas chamas.
- Oh meu Deus! – vibrou a garota reaparecendo na lareira de Ernesto que a olhou com as sobrancelhas levemente arqueadas. Ana apenas fez um sinal com a mão para ele, depois apontou para a sala ao lado e fez um sinal de positivo. Ernesto começou a rir.
Ela fez um sinal de silêncio para ele, tentando ouvir os sussuros dos colegas no compartimento vizinho, após alguns minutos ela desistiu para encarar um Ernesto totalmente satisfeito sentado em sua mesa.
- E então?
- é…, parece que eles se acertaram. – disse Ana, feliz.
- Melhor assim, eles ficam um saco quando estão separados!!!

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