sexta-feira, 28 de maio de 2010

Capítulo 18 - Visita aos Granger

Após esse natal Harry passou a insistir sistematicamente com Hermione que ela deveria visitar mais os pais, na verdade era uma forma de repreender a si próprio por também não conseguir tempo para visitar o túmulo de Lilian e Tiago, com todo o trabalho nos Aurores, os assuntos de sua casa e sua integração completa na família Weasley que eram como sua própria familia verdadeira agora, não passava um dia sem que ele se surpreendesse lembrando que ainda não tinha voltado lá, havia algo mais ali, parecia que ele simplesmente tinha que ir até o cemitério, o lugar o estava chamando com uma força magnética, ele se pegava sonhando com isso diversas vezes, mas ao mesmo tempo uma parte dele não queria ir, tinha medo do que sentiria ali e para falar a verdade queria que Hermione estivesse com ele e não sabia como pedir isso a ela sem parecer um covarde. No dia dos namorados, Harry e Hermione encontravam-se com os respectivos namorados, novamente no três vassouras, já haviam encontrado uma grande quantidade de conhecidos ali, e agora Rony e Gina discutiam febrilmente sobre a legalidade ou não de uma nova finta inventada pela apanhador do time de Rony, pelo jeito aquilo tinha machucado seriamente os oponentes de três times adversários e o caso estava sob análise do De partamento de Jogos e Esportes Mágicos. Harry aproveitou a conversa significativa de Rony e Gina para perguntar à Mione a mesma coisa que perguntava toda a semana:- Você foi ver seus pais?Ela o olhou cansada e baixou os olhos para o copo. Não respondeu- E então foi? Insistiu ele.- Não, você sabe que não, não tive tempo Harry, não é minha culpa...- Mas agora estamos de férias e você terá tempo não é? - Você sabe que me sinto estranha lá, parece que estou na fronteira entre dois mundos...- Mas eles sentem saudades de você....- Eu também sinto saudades deles Harry mas....- Se meus pais fossem vivos eu iria vê-los todos os dias. Afirmou Harry com honestidade.Ela o olhou penalizada.- Você voltou lá?- No cemitério? Ainda não.Vai comigo? Perguntou ele num impulso, sem saber ao certo porque, parecia que outra pessoa tinha falado pelos lábios dele.- Se você for comigo ver meus pais. Respondeu ela timidamente.- Claro que sim. Ele sorriu de leve. - MAS O WOOD CONTINUA GOLEIRO DO HARPIAS!!! Gritava Rony para a irmã, por algum motivo, fazendo Harry e Mione voltarem a atenção novamente para os Weasleys.Hermione resolveu apartar a briga:- Querem, por favor, parar de gritar! O Pub inteiro está olhando para vocês dois...- Ah me desculpe. Disse Rony parecendo perceber o que estava fazendo. E olhando desconfiadamente para a namorada falou:- Você sabe quem é o apanhador do Chudley Cannons agora?- Quem?- Krum!- Vitor???- Isso o Vitor, porque não o chama de Vitinho de uma vez! Respondeu ele mau humorado.- Ah pare de bobagem, você sabe que nunca mais falei com ele depois do casamento de Gui!!! Só achei que ele jogava na Bulgária.- Bem não joga mais, agora joga aqui e até está falando em se naturalizar...- E você não imagina com quem ele está de casamento marcado. Continuou Gina.- Com quem? Perguntou Mione curiosa.- Lilá Brown!- Sério Uon Uon? Perguntou Mione rindo irônica para o namorado, mas foi Gina quem respondeu:- Sério, eles se conheceram na Bulgária quando ela foi fazer uma especialização depois de Hogwarts e ela não se tornou uma lobisomem pelo visto.- Claro que não!- Afirmou Hermione. - Greyback não estava transformado quando a atacou. Ela tremeu levemente ao dizer o nome do lobisomem que quase a devorara há alguns anos.

No outro dia Hermione passou na casa de Harry bem cedo dirigindo um automóvel totalmente trouxa:-O que é isso? Perguntou Harry assustado, apontando para o Audi TT reluzente que a amiga dirigia com um ar de martir.-Coisas do papai, ele insistiu em me dar um carro normal e em que eu aprendesse a guiar, você sabe como ele é, gosta de manter as coisas no terreno do conhecido.-Nós vamos até a casa dos seus pais nisso???? -Não se esqueça que a idéia foi sua!!!- Sim a idéia de visitá-los, mas achei que iríamos da forma normal.Ela o olhou zombeteira:-Normal para quem? Para nós ou para eles? -V...Você vai guiar?Ela riu-Porque? Você também dirige automóveis trouxas?Harry balançou a cabeça negativamente.-Entra ai.Harry obedeceu.-Observe o meu vôo. Ela disse colocando óculos escuros e arrancando com o automóvel.- Será que chegaremos lá ainda esse mês? Ele a provocou. Ela riu-Respeite os mais velhos garoto!Ao chegarem na casa dos Granger Harry e Hermione foram recebidos com empolgação pelos pais dela e ao ver o prazer absoluto do Sr. Granger com o simples fato de vê-la dirigindo o carro que ele lhe dera, Harry nem se importou mais que tivessem levado quase duas horas para chegar ao local.-Filha, você está guiando!!! Gostou do carro? Quer um melhor? Outra cor? Outro modelo? Tem uma Mercedes nova que...-Papai!!! Por favor o carro é ótimo, não precisa se preocupar...Harry não vê a hora de aprender a guiá-lo não é verdade Harry?-Claro, claro. Ele respondeu dissimulado.- Nossa mas que milagre foi esse de você nos visitar? Perguntou a Sra. Granger tomando o braço de Hermione de um lado e o de Harry do outro e os levando para dentro como se tivesse medo que eles simplesmente evaporassem no ar.- Você sabe que Harry não parava de insistir nisso mamãe, não que você não seja a culpada, aposto que fez a cabeça dele de que eu sou a filha mais relapsa da Inglaterra.A Sra. Granger riu, quando ela ria era como ver a filha sorrindo ela não parecia ter mais que trinta e cinco anos, era aquele tipo de mulher que não se via toda a beleza logo de cara, mas que se vai revelando aos poucos esguia, ágil e tinha os cabelos iguais aos da filha. - E você é mesmo, não só da Inglaterra e sim do planeta terra. Respondeu a mulher. - E olhando para Harry. - Te devo ums Harry.-À disposição. Respondeu o garoto. - Ah, agora sim eu estou perdida, com vocês três no mesmo time...Não me crucifiquem vai eu tenho ligado todos os dias para vocês...- Não é o bastante. Afirmou o Sr. Granger apertando as bochechas da filha como se ela tivesse dois anos de idade. Eles passaram um dia muito agradável com o Sr. e a Sra. Granger, o casal era muito unido e embora Harry soubesse que eles eram casados há muito, muito tempo, sempre tinha a impressão de estar presenciando um casal de namorados, eles se olhavam com brilho nos olhos e se falavam com tanta ternura e sempre sem qualquer motivo aparente se tocavam, nas mãos, nos cabelos, nos ombros, agora ele entendia de onde tinha surgido Hermione, de um casal como aquele só podia nascer alguém tão especial, maravilhosa, doce, carinhosa, e com a alma tão pura quanto aquela garota que era seu grande amor, ele viajava nesses pensamentos, enquanto o Sr. Granger apontava algumas arvores e plantas especiais para a filha pelo jardim, eles conversavam e riam encantados. Harry também devia estar com o semblante em êxtase enquanto olhava para Hermione, porque a Sra. Granger se inclinou para ele e o chamou baixinho sobressaltando-o:-Harry...-H...Hum?-Ela é muito especial para você não é? Ele não tinha palavras suficientes para descrever o que sentia pela amiga-Bem ela é ... Hermione.O garoto baixou os olhos ao encontrar o olhar da Senhora ele teve a certeza de ter revelado mais do que queria de seus verdadeiros sentimentos.-Não fique constrangido querido, nunca se envergonhe dos sentimentos bons que tem por alguém, o mundo já é tão cheio de ódio e ambição que devíamos gritar nossos amores do alto das montanhas.Ele suspirou cansado, sabia que não devia deixar aquele assunto ir mais longe, tinha que negar e disfarçar a paixão absoluta que sentia pela amiga como sempre fizera, mas naquele lugar, com aquela senhora que mais parecia um anjo falando com ele com tanto carinho, como ele tinha certeza que a própria Lilian teria feito ele não teve forças para continuar fingindo, olhou deliberadamente para Hermione que ria tranqüilamente sob o sol vermelho de um fim de tarde e o nó conhecido lhe subiu à garganta. -Ela te ama também. A Sra. Granger afirmou docemente.- Eu sei. Disse ele com sinceridade.-Sabe mesmo? Eu não estou falando do tipo de amor que ela sente por mim, pelo pai, pelos amigos e até pelo Ronald...Ela realmente ama mais você Harry, acima de qualquer coisa ou pessoa, até mesmo dela própria...é assustador ela pertence inteiramente a você é...É cegamente apaixonada!!!Harry a olhou incrédulo. A Sra. Granger pareceu ainda mais incrédula com a incredulidade de Harry:-Você não sabia disso? Não mesmo? Oh bem, agora estou realmente encrencada, ela vai me esfolar viva se souber que eu te contei. Achei realmente que fosse muito óbvio para você como é para nós.-A senhora está enganada. Completou o garoto sem esperanças, as lágrimas estavam tentando sair de seus olhos mas ele lutava bravamente.A Sra. Granger pareceu penalizada.- Porque acha isso?-Ela preferiu o Rony...-Porque você preferiu a Ginevra antes não foi? -Eu...Eu não...… complicado explicar.- Mas você a ama? Dessa forma quero dizer, não como irmã, ou amiga, você também a ama como mulher??? … é apaixonado por ela???Ele levantou os olhos e algo que a senhora viu ali dispensou que ele confessasse a verdade.-Mas, então...O que impede vocês? Se você não a amasse dessa forma, se ela estivesse certa e você só a amasse como a uma irmã, mas se é uma paixão reciproca, você tem que dizer a ela!!!Ele se sentiu desanimado, ela estava enganada, certamente, Hermione não era apaixonada por ele, era justamente ao contrário, ele é que era o amigo apaixonado eternamente que saía discretamente do caminho para que ela fosse feliz com quem ela escolhera.- Mas Rony...Ele ia dizer que Rony sempre fora a paixão de Mione que ele soubesse, mas a Senhora pareceu entender errado e o cortou: -Eu conheço a minha filha Harry, ela está tentando deixar todo mundo feliz enquanto guarda a infelicidade dela bem no fundo do peito, Ronald não pode fazê-la feliz, para ele a grama do vizinho é sempre mais verde, a paixão dele só se iniciou quando ele a viu pelos olhos do Vitor e ele só a desejou tanto enquanto não a tinha e temo que o casamento só piore isso, assim que ele conseguir o que quer ele perderá completamente o interesse. Eu conheço o tipo, nada que é dele é bom o suficiente para ter valor, ele deixará de valorizá-la assim que pensar que a conquistou para sempre e ela vai sofrer ainda mais.A idéia de Hermione sofrer, despertou a velha furia no seu interior.-Se ele a machucar... se ele a ferir nem que seja só uma unha dela eu vou matar ele.-Mas você não vê Harry é você que a está machucando porque ela tem a firme certeza que você não pode amá-la como mulher, que ela não é bonita, ou atraente o suficiente e que você só a quer como irmã, não vê que isso destrói a auto estima dela?-A senhora está enganada, ela não me ama... Não dessa forma.-Tente descobrir...Mas a mulher calou-se porque Hermione se aproximava com o pai, ainda rindo totalmente feliz.-Sobre o que estão falando?-N...nada. Respondeu Harry baixando os olhos.-Estávamos falando sobre coragem querida. - Respondeu a mulher levemente. - Coragem de tomar posse do nosso destino.Hermione olhou divertida para a mãe:-Você sabe que está soando como uma cigana de beira de estrada não sabe?-Bem não tenho culpa se a magia pulou a minha geração...Isso não me tira o sexto sentido natural das mulheres.Hermione se empoleirara, na cadeira que Harry estava sentado e o olhou preocupada:-Você chorou?-O que? Claro que não! Porque?Ela tocou o lado dos olhos dele:-Seus olhos estão mais verdes, e vermelhos aqui do lado, ficam assim quando você chora...Ele riu:Pare com isso, o que seus pais vão pensar de mim? Que sou um bêbê chorão?-Mas você é meu bêbê chorão! Ela o provocou e todos caíram no riso.- Vamos indo?-Ah não é tão cedo, disse a Sra. Granger. Fiquem para o jantar.-Não seja ambiciosa mamãe...Temos que visitar os pais do Harry também.Os pais de Hermione pareceram penalizados:-Oh Harry, sentimos tanto por isso. E o abraçaram se despedindo. - Voltem sempre ok!-Claro, claro.Ao se dirigirem de volta ao carro, Harry estava anormalmente calado e pensativo, Hermione no entanto parecia totalmente feliz.-Eles ficaram tão felizes... Ele riu de leve ao lembrar a resistência que ela mostrara em fazer a visita.-Está vendo? Não doeu nada!! Disse ele. -Em mim não, mas em você doeu, vai me contar ou não porque minha mãe te fez chorar?-Eu não...-Não minta para mim Harry, eu te conheço.Ele sabia que tinha que inventar alguma coisa, porque a Sra. Granger ficaria encrencada se a filha soubesse o que ela dissera a Harry:-Estávamos falando sobre meus pais.-Eu já disse para ela parar de ficar analisando as pessoas...-Você é igualzinha a ela.-Não sou. Ela disse horrorizada.-Claro que é.- Disse ele rindo da expressão da garota. - E isso é uma coisa boa, ela é incrível. Hermione colocou uma música rock no som do carro e seguiu murmurando as letras da música pela estrada.Harry achou isso providencial, precisava pensar em tudo que a Sra. Granger tinha lhe dito, ele se sentia totalmente amolecido por dentro e com a cabeça girando, a vontade de parar aquele carro, abraçá-la, beijá-la e amá-la estava insuportável o desejo que ele aprendera a controlar tão duramente sublimando seus sentimentos agora lhe doía fisicamente, ele respirava em haustos dolorosos, claro que era um engano da Sra. Granger, ela não era apaixonada por ele, isso era mais que seus mais delirantes sonhos e ele estava com medo de ter esperanças ele tinha certeza que outra rejeição dela faria o que Voldemort não conseguira fazer...Mas e se uma parte do que a Sra. Granger dissera fosse verdade? A parte sobre Rony, se o amigo não a amasse de verdade e fosse só um capricho dele? E se ele a fizesse sofrer um dia?Harry tomou a mão dela que estava sobre o câmbio do carro num impulso, como se aquele simples gesto pudesse protegê-la de qualquer dor futura. Ela tinha que saber que tinha outra escolha, talvez isso a ajudasse a se sentir melhor se um dia Rony a rejeitasse, ele sempre seria uma opção para ela, sempre estaria dos lados esperando, para o que ela quisesse, um amigo, um irmão, um pai, um ombro...Mas qual seria a atitude dela ao saber que os sentimentos dele por ela não eram tão puros quanto ela imaginava? Ela se afastaria? Ela o odiaria? Mesmo assim ela tinha que saber se aquilo pudesse diminuir qualquer dor futura dela, a dor da rejeição que certamente ele sofreria agora não lhe importava mais.Ela retribuiu o aperto de mão dele e sorriu na sua completa inconsciência do que ele estava planejando.
Eles chegaram no Largo Grimmauld e apenas deixaram o carro estacionado no meio fio e aparataram, não era possível chegara a Godric Hollow´s de carro...Harry e Hermione acabavam de depositar flores no túmulo dos pais dele. Anos haviam se passado desde a ultima vez que estiveram ali eles permaneciam de mãos dadas diante da sepultura, mas ele não sentia vontade de chorar, estar com ela ali naquele local novamente estava lhe dando uma força desconhecida para fazer algo que devia ter feito, naquele mesmo local, há anos atrás.- Hermione...- Hum?- Tem uma coisa que eu preciso te dizer...Começou ele inseguro enquanto seu coração começava a correr desabalado no peito.- O que? Perguntou ela virando-se e o olhando nos olhos. Ele fraquejou por um momento com seu olhar, sabia que ela o odiaria por aquilo.-é uma coisa com a qual eu convivo há anos, mas agora não tenho mais como esconder...Disse ele desviando os olhos para a sepultura dos pais.- Harry, você está me assustando. Diga logo! Harry baixou os olhos para as mãos deles, unidas como ele pensou que nunca estariam novamente. - Eu não sei se consigo...Hermione revirou os olhos – Nossa Harry! Por que é tão difícil? Ele permaneceu um momento em silêncio antes de responder - Porque eu amo você! Hermione paralisou, Harry sentia que seu coração estava prestes a deixá-lo na mão. Ela o observava como se estivesse o analisando.- Eu...eu...de início, parecia que ela tentara se convencer de que ele falava de um amor fraternal, mas ela ainda olhava nos olhos dele e o que lia ali não deixava dúvidas. E a única palavra que saiu dos lábios de Hermione naquele momento foi: - Ama? -Amo. – ele respondeu, sem hesitar.- Ama? – repetiu ela, parecendo completamente entorpecida. Harry a olhava fixamente. - Se vamos ficar repetindo isso o resto da vida não seria melhor nos sentarmos?.- Harry... – Um sorriso inacreditávelmente lindo iluminou o rosto dela...A força daquele sorriso foi tão grande, que ele não se importou que provavelmente ela estava apenas em estado de choque, num impulso de anos, sentindo seu coração quase explodindo de batidas a segurou pela cintura e a prensou contra seu corpo. Sentia a respiração quente dela no seu rosto. Ele se aproximou o suficiente para encostar os lábios nos dela, enquanto fazendo um movimento afirmativo com a cabeça de uma maneira desesperada e carente sussurrava:- Eu te amo...Eu te amo...Eu te amo...Uma lufada de vento pareceu surgir do nada os enlaçando.A única coisa que conseguiu notar antes de perder a consciência, foi que ela não o estava afastando, ou batendo nele, ela correspondia seu beijo com paixão, fazendo-o tremer, excitar-se e sentir seu coração derreter no peito.Ele parou um momento apenas para poder olhá-la há milímetros de distância, parecendo deliciosamente fora de si. E depois ele avançou novamente, beijando-a mais ainda.Recobrou a consciência assim que os lábios dela o deixaram e ainda estava se deleitando com a imagem completamente desnorteada dela, quando ela perguntou rindo com as mãos na cabeça e girando no mesmo lugar: - Por que fez isso? – a sua face estava vermelha e os olhos brilhando muito. Era como se, para ela aquilo fosse irreal demais. Irreal mas não ruim e isso o estava fazendo voar. - Já disse, porque eu te amo. Completou ele.- Harry... Você tem certeza disso? - ela disse dando um passo para frente. Os olhos dela brilhavam e Harry apenas não pôde desviar os seus. Sabia que era arriscado revelar a ela algo que guardou para si durante tanto tempo, mas ele a amava. Era óbvio. Irrefutavelmente forte, e Harry tinha a certeza de que não iria passar nunca na vida e ela, agora, inacreditávelmente por algum milagre do universo parecia corresponder, no entanto, por mais que estivesse claro que a amava desesperadamente, Harry não sabia se seriam capazes de enfrentar tudo o que viria, era outra chance de ser preterido.- Tenho. - ele disse por fim, e os olhos de Hermione encheram-se de lágrimas emocionadas. - EU SEMPRE TE AMEI!!! Continuou ele rindo da felicidade e da sensação de liberdade de finalmente poder dizer aquilo em voz alta.- S...Sempre? Ela perguntou por fim, o sorriso sumindo do rosto, como se alguma lembrança ruim o tivesse apagado.-Sempre. Afirmou ele.-Não, certamente não sempre. E dizendo isto ela deu as costas, ainda cambaleando se afastou lentamente e aparatou, sem nem ao menos uma palavra deixando-o... A confusão dele era tão grande que nem ao menos se mover era possível... Após o que durou pouco mais de um minuto ele sentiu que seu raciocínio começou a fluir novamente e aparatou atrás dela...

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